Medicina

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PERGUNTA:

O que posso fazer para evitar a hipoglicemia?

E quando já estou com hipoglicemia o que devo fazer?

Maria Pia Antonelli , São Paulo

RESPOSTA:

Olá, Maria Pia.

A hipoglicemia tem sido estudada, e sempre há mais publicações que mostram sua implicação em outras complicações, por vezes graves.

Evitar hipoglicemia é monitorar suas glicemias e aprender a dosar seus medicamentos, principalmente insulina, conforme suas glicemias.

Também as hipoglicemias são provocadas por falta da alimentação programada ou diminuição drástica, sem a adequação dos medicamentos.

Outro fator da hipoglicemia é a atividade física em excesso e não programada quando não aliada à alimentação e medicamentos.

Resumindo, para evitar a hipoglicemia você deve dosar e balancear sua alimentação, seus medicamentos e a atividade física.

Quando você estiver iniciando um processo de hipoglicemia, o ideal seria fazer um exame de ponta de dedo com glicosímetro.

Se não for possível, NÃO PERCA TEMPO, imediatamente ingira açúcar (1 à 2 colheres de sobremesa) misturada com líquido com 5 minutos de intervalo. Ou então tenha sempre à mão, sachês de glicose instantânea (GLINSTAN). Se o paciente perder a consciência deve ser removido imediatamente ao hospital e nesse caso os familiares devem estar orientados.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD ,

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Para quem tem Diabetes, os níveis de glicemia são diferentes de quem não têm?

Sabemos que para quem não têm Diabetes é até 100mg/dL em jejum e até 140mg/dL depois de comer, certo?

Evaristo Noqueira , Santa Catarina

RESPOSTA:

Prezado Evaristo,

É importante saber que os níveis de glicemia flutuam dia a dia e são resultado de um conjunto de fatores, dos quais a alimentação e a atividade física são determinantes.

Nas pessoas que não tem Diabetes o pâncreas consegue automaticamente regular as glicemias entre os valores que você citou.

Para quem tem Diabetes os medicamentos tentam manter o níveis próximos aos normais, porém não é uma tarefa fácil. Portanto as metas são mais permissivas indo no jejum de 100 à 120 mg/dL e pós alimentação entre 140 até 160 mg/dL. A glicemia é muito variável e o importante é a média dessas glicemias, que deve ser medida à cada 3 meses, através do exame de sangue hemoglobina glicada (A1c) que deverá ficar menor que 7%.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Qual deve ser o melhor controle do Diabetes no meu caso. Sou DM2, tenho 65 anos, peso normal e tomo Metformina.

João Paulo Castelhanus, Rio Grande do Sul

RESPOSTA:

Olá João Paulo,

Sempre o melhor controle do Diabetes deve ser focado em:

• Meta para controle glicêmico com a Hemoglobina Glicada (A1c) menor que 7%.

• Controle de pressão arterial para menos de 140/80 mm/hg.

• Manter seu colesterol no sangue: Fração LOL (colesterol menor que 100 mg/dL).

Como portador de DMT2 com peso normal você poderá, dependendo de como está seu controle, trocar a metformina por inibidores da DPP4 por exemplo VILDAGLIPTINAS, que são mais adequadas às pessoas mais idosas, além de fazer um bom controle das glicemias, tanto de jejum e principalmente pós alimentação.

Você não mencionou, mas o controle da pressão arterial e eventuais aumentos do colesterol são tratados com medicações especificas e você deve seguir a orientação médica, com consultas regulares a cada 3 a 4 meses, dieta e exercícios físicos, adequados a seu caso, tão importantes no tratamento e controle do diagnóstico.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se quem tem DT2, normalmente é uma pessoa impaciente e nervosa. Eu tenho Diabetes e tem dia que dá vontade de chutar o balde e sumir, fico impaciente demais. E esta impaciência está refletindo no meu trabalho e no meu cotidiano.

Alessandro H. Chaves

RESPOSTA:

Prezado Alessandro,

O Diabetes não traz diretamente transtornos emocionais. Suas queixas são de alterações psico emocionais próprias de sua vida, seus problemas e seu trabalho. Procure um psicólogo clínico e peça para seu médico, medicamentos ansiolíticos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Tenho DT2. Quando deverei usar insulina e por que?

O médico que me atende quer que eu comece a usar insulina agora, mas não me disse porque.

João Ameliano Santos ,São Paulo

RESPOSTA:

Um indivíduo pode precisar começar a tomar insulina por diversos motivos:

Seja uma descompensação súbita, infecções, cirurgias, doenças graves como enfarto ou AVC. Porém, o mais comum é a necessidade de insulina pela progressão do Diabetes.

Mesmo bem tratado, o paciente com Diabetes ao longo dos anos, mantêm a deterioração e a perda progressiva da função do pâncreas. Chega um momento em que apesar do uso de comprimidos, dieta e atividade física, o pâncreas já não tem capacidade de produzir insulina adequadamente, sendo então impossível o controle da glicemia apenas com comprimidos.

Converse com seu médico e veja qual é o seu caso.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny França Arruda ,Médica Endocrinologista ,Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Tenho Diabetes e o médico me disse que não posso beber. Mas eu sou jovem, vou pra balada e gosto de beber. Posso até me controlar, mas na sexta e no sábado eu vou beber sim.

Então pergunto, o que é melhor?

Uísque, cerveja, vodka? E qual a quantidade que posso beber sem risco? Posso misturar com isotônico?

Paulo Antonio Zimmer, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Paulo,

“Lembre-se que, em qualquer pessoa, o álcool pode afetar o raciocínio, fornecer mais calorias do que você precisa, aumenta a pressão arterial e os triglicérideos, causar danos a longo prazo no sistema nervoso e no fígado, causar desidratação, entre outros malefícios.

Pacientes diabéticos com sintomas causados por doenças nos nervos periféricos (neuropatia diabética) ou com hipoglicemias (quedas de glicose) frequentes podem apresentar piora desses sintomas devido à ingestão de álcool.

O consumo moderado, (e não existe uma regra de quantas doses de cada bebida você, diabético, pode tomar), pode evitar que todos os danos acima sejam causados. Isso depende também do controle atual de sua doença.

Seu Diabetes está controlado?

A cerveja, entre destilados e o vinho seco, podem ser os mais calóricos causando maior aumento das taxas glicêmicas.

Deve-se evitar bebidas de misturas doces, coolers, vinhos doces, licores e tônicos.”

Atenciosamente,

Dra. Debora Nazato Médica endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Já tenho Diabetes há 15 anos e confesso que nunca me cuidei direito, bebo, fumo, como errado e também estou obeso (sou sedentário total).

Agora estou assustado porque minha vista está embaçada, parece que tem um véu e tenho dificuldade para enxergar.

Será que corro algum risco? O que devo fazer?

Obrigado!

Graco Chamas ,São Paulo

RESPOSTA:

Caro Sr. Graco,

O Diabetes pode sim atingir o olho, inclusive chegar a cegueira. O controle da glicemia é o fator mais forte para impedir isso.

Recomendamos a todos os portadores de Diabete a realizar uma vez ao ano exame de retina com as pupilas dilatadas. Esta a nossa sugestão realize este exame (existem várias modalidades dele: RETINOGRAFIA OU MAPEAMENTO DE RETINA OU OFTALMOSCOPIA INDIRETA), para verificar a origem das sombras que o senhor refere. Somente desta maneira o risco de perda de visão poderá ser qualificado.

Lembre-se o controle da glicemia é o fator mais importante para evitar as complicações do Diabetes.

Atenciosamente,

Profº. Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Peço a gentileza de que os médicos da ANAD tirem uma dúvida.

O médico me disse que para eu controlar o Diabetes, terei que emagrecer. Mas está difícil, não estou conseguindo com dieta.

Então gostaria de saber:

1- Qual a melhor dieta (vocês tem um modelo)?

2- Posso colocar “um anel” no estômago?

3- Posso fazer a cirurgia bariátrica? Quais os riscos de complicação? Para quem é indicada?

4- Existe algum outro método a que eu possa recorrer?

Estou realmente agoniado com o problema e tenho passado muito mal, além da dificuldade de andar, pelo meu peso.

Obrigado!

Pedro Millani ,Santa Catarina

RESPOSTA:

Caro Pedro Millani,

Segue respostas.

1. As dietas corretas devem reduzir a quantidade de alimentos de alta densidade calórica (doces e bebidas alcoólicas, por exemplo), mantendo uma boa distribuição de diferentes tipos de nutrientes. Cada pessoa terá uma dieta adequada a ser estabelecida, preferencialmente, por um profissional da área de nutrição.

2. Dentre os métodos de tentativa de redução de peso, o anel (banda gástrica) é um dos piores na manutenção do peso perdido. Ainda pior seria a colocação de um balão intragástrico, cujos resultados são ruins e transitórios.

3. A cirurgia bariátrica está indicada em pessoas com índice de massa corporal acima de 40, ou acima de 35 se houverem doenças associadas, tais como: Diabetes, hipertensão e problemas ortopédicos. A cirurgia bariátrica com a técnica do bypass gástrico, também conhecida como cirurgia de Fobi-Capella é a melhor no sentido de menos complicações aliada a melhores resultados.

4. Os métodos clínicos que combinam dieta, exercícios possíveis e medicações aprovadas tem bons resultados a serem observados em cada paciente. Vale a pena tentar antes de operar.

Atenciosamente,

Profº. Dr. Bruno Geloneze Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se o uso do remédio Glicamin, leva ao aumento de peso e à aplicação de insulina, pois tem 02 meses que fui diagnosticado com DM2, comecei a fazer meu tratamento com esta medicação 03 vezes ao dia antes do café; do almoço e do jantar, graças à Deus estou controlando, mas fiquei assustado com esta informação que surgiu a respeito do Glicomim (Glibenclamida 5mg).

Grato,

Alexsandro Pinheiro Lopes , Amapá

RESPOSTA:

Caro Alexsandro,

O uso da Glibenclamina vem sendo feito com relativo sucesso há muitos anos em todo mundo. Alguns pacientes tem maior dificuldade de perder peso usando este medicamento caso o controle do Diabetes esteja bom. A progressão para o uso futuro de insulina esta principalmente ligado a um descontrole do Diabetes. Controlando bem o Diabetes, com qualquer medicamento pode evitar ou atrasar a progressão para o uso de insulina. Nossa sugestão será observar o controle do Diabetes e do peso. Se tudo estiver bem, então você pode e deve manter a medicação atual.

Prof. Dr. Bruno Gelonese Neto, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabética há cerca de 8 anos e vinha tendo descontrole no índice glicêmico há cerca de uma semana.

Fui diagnosticada com poli-neuropatia axonal leve e fui medicada com thioctacid. Gostaria de saber em quanto tempo o remédio começa a fazer efeito. Em 07 dias minha taxa glicemica tem diminuido e tenho sentido muita dor nos pés, envolvidos em um frio tanto nos pés como nas mãos . Na verdade tem piorado desde que comecei a tomar a medicação ou a baixar minha glicose. Daniela Ferreira, Pernambuco

RESPOSTA:

Olá Daniela,

Sua neuropatia é devida ao descontrole durante esses 8 anos em que sua glicemia permaneceu alta, levando aos sintomas que você refere.

A piora paradoxal, quando existe o controle, num curto espaço de tempo realmente existe, porém ela é transitória e vai se estabilizar. A melhora clínica não se dá em curto espaço de tempo, mas sim à longo prazo (acima de 6 meses) de estabilização da glicemia e uso de medicação específica para neuropatia. Continue perseverando no controle para evitar outras complicações.

Parabenizo-a pela “virada” na sua condição.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/ FENAD,

Prof. Tit. Endocr. FMABC,

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Gostaria de informações sobre produção excessiva de insulina pelo pâncreas, fica caracterizado a Pré-diabetes?

No caso, também eu tenho hipotireoidismo. Por que isso acontece?

Minha família é diabética pela falta de insulina. Tenho muito medo de desenvolver o Diabetes.

No aguardo agradeço desde já.

Roberto de Souza ,São Paulo

RESPOSTA:

Olá Roberto,

O Diabetes por falta de Insulina, é o DT1 quando se manifesta no jovem e no adolescente e também na fase avançada do DT2, de longa duração. Nos descendentes de portador de Diabetes é comum haver o que denominamos de hipoglicemia reacional tardia, que nada mais é do que uma secre- ção exagerada de Insulina, pós alimentação rica em carboidratos e/ou açúcares.

O DT1 é uma doença auto-imune que habitualmente cursa concomitante a outra doença autoimune que é a tireoidite, que leva ao hipotireoidismo. Se você quer evitar ou prevenir o aparecimento do Diabetes, passe a ter alimentação adequada e atividade física, que são fatores preventivos para o surgimento do Diabetes.

Discuta isto com um médico endocrinologista.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Gostaria de fazer uma pergunta, quem tem Diabetes Tipo 2, normalmente é uma pessoa impaciente e nervosa?

Eu tenho diabetes e tem dia que da vontade de chutar o balde e sumir, fico impaciente demais. E esta impaciência esta refletindo no meu trabalho e no meu cotidiano.

Obrigado pela atenção.

Alessandro Henrique Chave ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Alessandro,

O Diabetes não traz diretamente transtornos emocionais. Suas queixas são de alterações psico emocionais próprias de sua vida, seus problemas e seu trabalho.

Procure um psicólogo clínico e peça para seu médico, medicamentos ansiolíticos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Senhores,

Em 2012, após ingerir um refrigerante (o que não devia), mas estava com a glicose baixa e foi necessário, elevou-se a taxa da glicose.

Após 30 minutos passei por uma lei seca, como tinha escutado que a descompensação do diabético não passa na lei seca estava com 270 mg/dL.Me recusei a fazer o teste do bafômetro, caso fosse exame de sangue não teria problemas.

Pois desde criança escutava meus pais dizendo que bebedeira é curada com glicose venosa.

Por favor, me informe. Achei na internet vários casos, mas necessito de mais informações.

Obrigado!

Eduardo Monteiro

RESPOSTA:

Prezado Eduardo,

O que você quer saber é se com glicemia alta, devido a ingestão de açúcar (e não ter tomado bebida), daria alteração no bafômetro?

Se for assim a resposta é não, não dá alteração no bafômetro.

Quando a hiperglicemia é devida à descompensação da glicemia (por outras razões) aí sim da alteração no bafômetro.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC

Membro Task Force Insulinas – IDF

PERGUNTA:

Meu Diabetes precisa de insulina. Alta de glicose por pressões externas (emocional… etc). Esta dará diferença no bafômetro?

Obrigado!

Eduardo Monteiro

RESPOSTA:

Prezado Eduardo,

Quando a glicemia está muito alta, formam-se corpos cetônicos que podem aparecer no bafômetro.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho

Presidente ANAD/FENAD

Prof. Tit. Endocr. FMABC Membro Task Force Insulinas – IDF

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PERGUNTA:

Olá,

Em virtude de resultados alterados foi me receitado Glifage. Depois outro médico suspendeu pois disse que eu não tinha Diabetes. Esse tira e põe ocorreu mais duas vezes. Me disseram que eu tinha resistência à insulina.

Pergunto se devo continuar com a medicação.

Raimundo O. Santos , São Paulo

RESPOSTA:

Caro Sr. Raimundo,

Uma das características do pré- Diabetes é glicose do sangue em jejum entre 100 e 125mg/dl, quando chamamos de glicose de jejum alterada.

Nesse estágio, há um risco maior em relação à população sem essa alteração para o desenvolvimento do Diabetes.

Como estratégias para reduzir o risco disso acontecer existem: a mudança do estilo de vida, que inclui uma alimentação saudá- vel e atividade física regular e, também, o uso da metformina. Portanto, pelos seus resultados de glicose, a metformina pode ser utilizada desde que não haja contra -indicação para a mesma e para a mudança do estilo de vida o senhor pode procurar auxílio com uma nutricionista e um educador físico.

Boa sorte!

Dra. Debora Nazato Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se o remédio Pantaprazol 50 mg aumenta a glicemia, estou tomando um na parte da manhã e outro as 18 horas.

Obrigado!

Paulo Fernandes P. da Silva, São Paulo

RESPOSTA:

Caro Paulo,

Se o medicamento a que você se refere é Pantoprazol é a dose de 40mg, o seu uso não causa aumento da glicemia.

Atenciosamente,

Dra. Débora Nazato Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados Senhores,

Solicito a gentileza de me orientar quanto ao seguinte:

Sou diabético tipo 2 e me foram prescritos os seguintes remédios: Janumet 50×500 (1 compr. no almoço e 1 no jantar) e glimeperida 2 mg (1 compr. no almoço), e dieta acompanhado por nutricionista . Tenho o biotipo magro (1,75m x 66,5kg), mas havia emagrecido muito (60 kg ou menos- parei de me pesar), não me sentindo nada bem. Para recuperar o peso, a dieta foi aumentada para2500 calorias/dia, porém, minha hemoglobina glicada subiu de 6,3 para 7,1 em 6 meses). Minha médica acrescentou na medicação o Jardiance-25mg, porém, tal remédio não faz emagrecer?

Para emagrecer, não preciso de remédios, basta diminuir minha ingestão calórica para 1800 calorias/dia, que perco de 4 a 5 kg em 1 semana, tal a facilidade para emagrecer, Como V,sas, poderão depreender, gostaria de permanecer com 66,5kg ,que não é muito e me deixa com uma aparência saudável. Não é por vaidade, mas sim, porque me sinto muito bem assim. Recorri a outro médico que me receitou o Janumet XR 50×1000 (2 comprimidos no jantar), ao invés do Jardiance. Mas o efeito emagrecedor não é o mesmo?

Face ao exposto, solicito me orientar se a medicação está correta ou se existe outra que possa substituir a existente (ou mesmo ser acrescentada), sem gerar redução de peso e controlar a hemoglobina glicada dentro dos parâmetros normais.

Espero estar enviando tal solicitação ao setor correto dessa Associação. Caso contrário, favor indicar o correto.

Muito obrigado.

José Marcelo Francisco ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezado José Marcelo

, você tem razão!

O objetivo do tratamento do Diabetes é combinar medicações para baixar a glicemia com alguma restrição alimentar visando a obtenção de um peso adequado para cada pessoa.

No seu caso perder peso não é o objetivo. Sendo assim, a utilização de medicamentos como o Jardiance poderia melhorar a glicemia, mas com perda de peso; no seu caso, uma perda não desejada. A troca do Janumet por Janumet XR nao produziria perda de peso, mas provavelmente também não melhoraria a sua hemoglobina glicada.

Para obter melhoras na glicemia, sem perda de peso e sem aumento de risco de hipoglicemias, pode ser acrescentada a Pioglitazona (dependendo da sua saúde cardiovascular) ou fazer um aumento gradual da dose da Glimepirida.

Além disso, se nos próximos meses for mantido um aumento da hemoglobina glicada em conjunto de perda de peso, a opção por combinação de medicamentos atuais com insulina deve ser considerada.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Bruno Geloneze Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber como posso ter uma opinião de um médico sobre a aplicação de Drenagem Linfática manual em membros inferiores em portadores de Diabetes Mellitus.

Por que eu na minha pobre sabedoria, andei pesquisando e acho que seria muito bom para um alimento. Um alívio.

Já que o portador de Diabetes tem comprometimento vascular, então poderíamos vascularizar as veias e artérias, oxigenando os capilares, e ainda podemos tratar a pele já que fica muito ressecada. Usaria um óleo DERSANI que iria ajudar a lubrificar, já que hidratar seria impossível, pois o óleo não tem o poder de penetração na pele.

Alguém poderia me dar um parecer por favor. Sou podóloga, especialista em pés diabéticos (FAETEC-RJ), sou especialista em Drenagem manual pós- cirúrgico ha mais ou menos 18 anos.

Obrigada pela atenção!

Roseli Olliver ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Roseli,

Não existe nenhuma evidência científica de que o uso da Drenagem linfática manual ajude na vascularização de veias ou artérias. Sabemos que o paciente diabético apresenta tanto problemas em artérias maiores (macroangiopatia) quanto nas menores (microangiopatia).

Quando existe necessidade de ter alguma conduta para melhora de uma desses problemas nos casos mais graves, além de controle rigoroso do Diabetes, algum procedimento vascular pode ser necessário (revascularizações cirúrgicas). O uso da drenagem linfática manual pode ser aplicado em pacientes diabéticos, especialmente nospacientes com algum grau de edema (inchaço) nas pernas. As sessões de drenagem ajudarão diminuir o edema. Em algumas situações o uso da Drenagem é contra-indicada, como na vigência de erisipelas (muito frequente nos portadores de Linfedema) e na Trombose Venosa (principalmente na fase aguda).

O diabético apresenta além do quadro de comprometimento das artérias, também dos nervos periféricos. Entre outros sintomas que são originados desta alteração (Neuropatia), a pele torna-se muito seca e até aparecer pequenas feridas. O ideal é hidratar a pele com frequência e diariamente.

Atenciosamente,

Dr. Guilherme Yazbek Médico Cirurgião Vascular

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PERGUNTA:

Olá Anad,

O que a neuropatia pode causar em quem tem Diabetes?

Pergunto por que o médico disse que eu tenho essa doença. Eu tenho dormência e dor nas pernas e às vezes dificuldades para caminhar. Minha glicemia está maluca, sobe e desce sem parar. Também tenho dor no braço direito.

Por favor, me dê uma luz e um caminho.

Alberto Soares Cunha, Quixadá

RESPOSTA:

Prezado Alberto,

Na verdade os diabéticos tem um risco aumentado de apresentar distúrbios nos nervos periféricos devido a alterações metabólicas.

Quando existe uma lesão dos nervos periféricos a sensibilidade principalmente nos pés fica prejudicada, podendo haver dormência e até casos de dor em queimação.

Além desses sintomas, o maior risco está relacionado com a falta da sensibilidade nos pés.

Eventuais traumas ou pequenas lesões como fissuras e micose entre os dedos dos pés podem demorar a ser percebidas ocasionando uma piora importante com frequente infecção associada. Isso pode levar a risco de perder a extremidade dos dedos ou pés (Amputação).

O controle rigoroso de sua glicemia é importante a fim de evitar a piora da neuropatia. Inspecione sempre seus sapatos antes de calçá-los. Use preferencialmente meias brancas (ajuda a identificar eventuais feridas). Seus sapatos devem ser adequados ao formato do seu pé (evite uso de sapatos apertados e de bico fino).

Converse com seu médico para que seja feito diagnóstico e eventual tratamento da neuropatia.

Atenciosamente,

Dr. Guilherme Yazbek Médico Cirurgião Vascular

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PERGUNTA:

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre transplante comum de pâncreas e o de células tronco?

Vanessa Souza

RESPOSTA:

Prezada Vanessa,

O transplante comum de pâncreas é realizado em pacientes com DT1 que por razões de falta de controle glicêmico desenvolveram nefropatia diabética, com perda da fun- ção renal, sendo indicada a hemodiálise. Nestes casos em que existe indicação de transplante renal, é realizada a cirurgia de transplante duplo: pâncreas e rins. Sendo está opção a de melhores resultados de sobrevivência dos inxertos. Também existe o transplante de pâncreas em pacientes que já foram transplantados de rim. O transplante renal e de pâncreas nestes pacientes, evita a dependência das seções de hemodiálises hospitalares (em média 3 vezes por semana). Os transplantes de células tronco ainda estão em fase de pesquisa clínica experimental, mesmo o que está sendo desenvolvido na Universidade São Paulo em Ribeirão Preto. Trata-se de uma linha de pesquisa promissora para o futuro, que tem apresentado muitas dificuldades no seu desenvolvimento atual.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista,  Presidente da ANAD

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PERGUNTA:

Prezados,

Meu pai é portador de Diabetes há cerca de dez anos e é insulinodependente, tomando doses diárias de insulina regular e NPH. Nessa semana ele foi diagnosticado com retinopatia diabética macular nos dois olhos, por um oftalmologista em um posto de saúde municipal, pois não temos condições financeiras para um plano de saúde particular. O médico que diagnosticou a enfermidade prescreveu tratamento com laser + anti-VEGF e informou que o mesmo não é coberto pelo SUS. Disse também que o custo total fica estimado em R$ 10 mil.

Preciso da ajuda dos Srs. em alguns pontos, visto que há grande possibilidade de cegueira decorrente da retinopatia se meu pai ficar sem tratamento:

• O tratamento para retinopatia (laser e medicamento) não é realizado mesmo pelo SUS?

• Onde podemos obter o medicamento e realizar a terapia com laser?

Antonio Marcos S. Leite , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Antonio Marcos,

O tratamento da retinopatia diabética é baseado no próprio tratamento do Diabetes e quando este não é suficiente, estando com risco de perda de visão, o tratamento é baseado na fotocoagulação à laser. Alguns medicamentos de uso intra-ocular fazem parte do tratamento mais moderno da retinopatia diabética. Devido ao tempo indeterminado de novas infecções no olho este tratamento é considerado auxiliar ao tratamento da fotocoagulação. Resultados importantes foram conquistados com estas medicações, mas a necessidade de maior duração do medicamento dentro do olho, aguarda desenvolvimento para que este seja um tratamento único. Esses tratamentos são oferecidos em serviços específicos do SUS, no caso da cidade de São Paulo na Unidade da Secretaria Estadual de Saúde da Várzea do Carmo. Para acesso ao serviço é necessário encaminhamento por uma unidade estadual de saúde através do “Programa CROSS”.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales, Médico Oftalmologista da Anad

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PERGUNTA:

Há dois meses descobrimos que meu pai é diabético hipertenso e que seu colesterol estava alto. Só descobrimos por que ele sofreu um AVC. Ele está tomando todos os medicamentos no horário certo Metformina e Azukom entre outros medicamentos, porém sua glicose fica sempre variando de 140 até 216 em jejum.

Isso é normal?

E as tirinhas de medir a glicose como eu posso conseguir grátis ou com valor bem menor?

Dalva da Silva Santos , Bahia

RESPOSTA:

Olá, Dalva,

O AVC é uma complicação infelizmente comum do Diabetes. E também está associado com hipertensão e colesterol alto. Seu pai deve ter os níveis de glicose, colesterol e pressão muito bem controlados a partir de agora, para evitar um novo AVC e outras complicações relacionadas ao Diabetes como infarto, problemas de circulação, problemas nos rins, olhos e nervos. Os níveis de glicose em jejum que você relata não estão bons, estão muito altos. Deve-se também avaliar um exame que se chama hemoglobina glicada. Com este exame e os resultados dos controles de glicose que vocês fazem em casa é possível decidir qual a melhor medica- ção para controlar o Diabetes de seu pai. Procure medir a glicose não apenas em jejum, mas também em outros horários do dia, antes das refeições e duas horas após as refeições. Anote tudo em uma tabela, com valores de glicose e horário e leve ao médico. É muito importante que seja um especialista que esteja cuidando de seu pai, ou seja, um endocrinologista. Quanto às tirinhas, há um formulário específico do SUS para solicitação de tiras e aparelho para medir o Diabetes.

Qualquer médico, seja da UBS ou não, pode preencher esse formulário e você entrega na UBS para retirar o material. Porém, o SUS só fornece o aparelho e as tiras para glicose para pacientes que estejam tomando insulina.

Traga seu pai para uma avaliação na ANAD!

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny França Arruda , Médica Endocrinologista , Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Solicito informações sobre medicamento alternativo a Metformina, tanto de 500 mg (XR), quanto a de 850 mg. Sinto um mal estar muito grande, com enjôos, tontura e vista turva. Não tenho convê- nio médico e mesmo questionando meu clínico ainda não tive uma resposta satisfatória. Digo que ou morro de Diabetes ou de cirrose medicamentosa.

Grata pela atenção.

Vera Lúcia C. Fabiano , São Paulo

RESPOSTA:

A Metformina é o medicamento mais amplamente utilizado para o tratamento do Diabetes. É uma droga bem estudada e com seus benefícios bem estabelecidos. Infelizmente tem como efeitos colaterais distúrbios gastro-intestinais como náuseas, vômitos, gases, diarreia e mal estar. São efeitos colaterais muito comuns e não tem nada a ver com “cirrose medicamentosa”.

Muitos pacientes experimentam estes efeitos colaterais e a saída é, ou diminuir sua dose ou substituí-lo por outra medicação. Aconselho a procurar um endocrinologista, pois este especialista tem maiores condições para orientá-la em relação às alternativas medicamentosas para o tratamento do Diabetes.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny França Arruda , Médica Endocrinologista,  Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Ouvi falar que foi lançado o Viagra feminino que ele restauraria a libido e daria melhor qualidade à relação sexual. É verdade? Já tem no Brasil? Seve para todas as mulheres ou só em casos específicos?

Agradeço a informação.

Veronica Tosty , DF

RESPOSTA:

Olá, Verônica,

Vários artigos foram publicados sobre uma pílula chamada rosa, com objetivo de ser um similar a pílula azul que representa o viagra masculino. Infelizmente tal pilula rosa é apenas uma promessa de um produto ainda não autorizado pelas sociedades reguladoras de medicamentos e é composta de um antidepressivo chamado flibanzerina que mostrou alguns resultados clínicos de melhora do desejo em mulheres. Não está disponível ainda no Brasil e nos Estados Unidos, e alguns poucos relatos europeus demonstram uma eficácia muito contraditória.

Por enquanto o romance, o compromisso afetivo e a paixão ainda são os melhores afrodisíacos para a mulher.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Eliano Pellini Médico, Chefe Medicina Sexual Feminina – FMABC

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PERGUNTA:

Gostaria de saber como posso ter uma opinião de um médico sobre a aplicação de Drenagem Linfática manual em membros inferiores em portadores de Diabetes Mellitus. Por que eu na minha pobre sabedoria, andei pesquisando e acho que seria muito bom para um alimento. Um alívio. Já que o portador de Diabetes tem comprometimento vascular, então poderíamos vascularizar as veias e artérias, oxigenando os capilares, e ainda podemos tratar a pele já que fica muito ressecada. Usaria um óleo DERSANI que iria ajudar a lubrificar, já que hidratar seria impossível pois o óleo não tem o poder de penetração na pele. Alguém poderia me dar um parecer por favor. Sou podóloga, especialista em pés diabéticos (FAETEC-RJ), sou especialista em Drenagem manual pós- cirúrgico ha mais ou menos 18 anos.

Obrigada pela atenção!

Roseli Olliver , Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Roseli,

Não existe nenhuma evidência científica de que o uso da Drenagem linfática manual ajude na vascularização de veias ou artérias. Sabemos que o paciente diabético apresenta tanto problemas em artérias maiores (macroangiopatia) quanto nas menores (microangiopatia). Quando existe necessidade de ter alguma conduta para melhora de uma desses problemas nos casos mais graves, além de controle rigoroso do Diabetes, algum procedimento vascular pode ser necessário (revascularizações cirúrgicas). O uso da drenagem linfática manual pode ser aplicado em pacientes diabéticos, especialmente nos pacientes com algum grau de edema (inchaço) nas pernas. As sessões de drenagem ajudarão diminuir o edema. Em algumas situações o uso da Drenagem é contra-indicada, como na vigência de erisipelas (muito frequente nos portadores de Linfedema) e na Trombose Venosa (principalmente na fase aguda). O diabético apresenta além do quadro de comprometimento das artérias, também dos nervos periféricos. Entre outros sintomas que são originados desta alteração (Neuropatia), a pele torna-se muito seca e até aparecer pequenas feridas. O ideal é hidratar a pele com frequência e diariamente.

Atenciosamente,

Dr. Guilherme Yazbek ,Médico Cirurgião Vascular

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PERGUNTA:

Tenho um casal de filhos, sendo um rapaz com 12 anos e uma moça com 10. Ele é portador da Diabetes desde os 05 anos, ela há 2 anos. Ouvimos falar a respeito de uma vacina que está sendo testada nos Estados Unidos. Vai chegar ao Brasil? Haverá um cadastro? Se possível gostaria de informações.
Volney Cordeiro,Paraíba

RESPOSTA:

Olá Volney,
Os estudos em pesquisa clínica tem evoluído em medicamentos que atuam nos primeiros meses do diagnóstico impedindo o ataque dos anticorpos que destroem as células do pâncreas produtoras de insulina, não disponível no Brasil, que pela inércia e incompetência dos regulatórios (ANVISA e CONEP) do Ministério da Saúde perdemos a possibilidade de participar, mas estão em andamento nos USA.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho,Médico Endocrinologista Presidente da ANAD

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PERGUNTA:

Poderiam me informar,por gentileza, se conhecem ou ouviram comentários pró ou contra um tal “método do Dr. Rocha pra controle do Diabetes” que está sendo divulgado na Internet e promete controle ou remissão do Diabetes Tipo 2 em apenas 4 semanas? Obviamente fiquei interessado,porém desconfio muito de “soluções milagrosas”. Como minha pesquisa não obteve retorno, recorro a essa Associação em busca de informações confiáveis. Caso esse “método” ou até mesmo o tal “Dr. Rocha”, sejam mesmo mais uma fraude on-line,como quer parecer, essa situação tem que ser denunciada pelo bem da saúde pública! Aguardo retorno.
Antonio Flávio Luciano,S. José dos Campos

RESPOSTA:

Olá Antonio,
Desconhecemos tal método e o mesmo não faz parte de nenhum protocolo de tratamento para DMT2, com reconhecimento científico no Brasil pelas entidades reconhecidas no campo do Diabetes Mellitus.
Você pode denunciar no site da ANVISA, Governo Federal, no setor NOTIVISA.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista Presidente da ANAD

RETORNO:

Grato pelo retorno!
Infelizmente, é como eu suspeitava:Apenas mais um “picareta” tentando tirar proveito do sofrimento alheio e tirar dinheiro dos incautos! Seguirei sua recomendação! Esse tipo de prática tem que ser coibida em nosso país.
Atenciosamente,
Antonio Flávio Luciano,S. José dos Campos

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PERGUNTA:

Anad,
Por favor, podem tirar uma dúvida?
Meus pais tem Diabetes, os dois, meus avós também. Estou com medo de vir a ter também.Tenho 30 anos, mas estou acima do peso e sou sedentária. Quero engravidar e receio ter alguma complicação, já que tenho muita sede e cansaço. O que devo fazer para não ter Diabetes e para engravidar com segurança?
Isabel H. Fuccia,Paraná

RESPOSTA:

Cara Isabel,
As chances de você vir a desenvolver Diabetes Tipo 2 são altas,uma vez que você apresenta fatores de risco importantes, história familiar fortemente positivo para Diabetes, sedentarismo e estar acima do peso.
Sugiro que você consulte um endocrinologista para realizar exames diagnósticos para Diabetes e outras comorbidades como colesterol e triglicérides altos, gordura no fígado, ácido úrico alto, etc…
Você pode já ter Diabetes ou “pré-diabetes” que é quando os níveis de glicose no sangue já estão altos,
acima do normal, mas ainda não tão altos para configurar Diabetes. Sintomas como cansaço e sede podem estar relacionados com Diabetes, portanto você deve fazer os exames para a prevenção do Diabetes e deve seguir uma dieta adequada, preferencialmente orientada por seu médico ou nutricionista, além de iniciar atividade física de maneira regular e perder peso.Caso você engravide com sobrepeso/obesidade,a chance de desenvolver Diabetes Gestacional é grande, e pode trazer consequências graves para você e o bebê. Antes de planejar a gestação portanto procure um médico, faça uma avaliação completa e mude seu estilo de vida. Alimentação saudável, exercício físico e perda de peso podem prevenir o desenvolvimento do Diabetes.
Atenciosamente,
Dra. Vivian FannyFrança Arruda,Médica Endocrinologista Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

O médico em que estou fazendo tratamento receitou o remédio Kombiglize que não tem genérico e não faz parte
da farmácia popular e me disse que somente teria como opção por não (poder adquirir esse medicamento), o uso de insulina. Meu último exame apontou 139 de glicemia e 6,9 de hemoglobina glicada. Realmente esse é o único caminho?
Marcio Luiz Donato,São Paulo

RESPOSTA:

Sr. Marcio,
Existem vários medicamentos orais que podem ser usados para o tratamento do Diabetes. A indicação não depende somente dos níveis de glicemia de jejum ou hemoglobina glicada, mas de outras variáveis como peso, função
renal, funções hepáticas, risco de hipoglicemia e adesão ao tratamento, os medicamentos que já estão sendo tomados e outras comorbidades. Pode ser que você já esteja tomando todos os medicamentos que existem na rede pública, que não são muitos.A rede pública fornece apenas 3 tipos de tratamento para Diabetes:

• Insulinas;
• Sulfonilureias: que são o daonil (glibenclamida) e azukon glicazida;
• Biguanidas: que são a metformina e o glifage XR;

Muitos pacientes não conseguem controlar seus níveis glicêmicos com as medicações fornecidas pelo SUS, ou tem contra-indicações para seu uso.Converse novamente com seu médico e peça para ele discutir as opções de tratamento mais adequadas para seu caso e o porquê dele ter feito a indicação deste medicamento especificamente.
Atenciosamente,
Dra. Vivian Fanny França Arruda,Médica Endocrinologista Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Olá Anad,
Por favor podem me explicar o que é cetoacidose diabética?
Aguardo e agradeço.
Maria José Altino Arantes Louveira

RESPOSTA:

Prezada Maria José,
Cetoacidose diabética é uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente. A cetoacidose diabética ocorre mais comumente em pacientes com Diabetes Tipo 1, mas também acontece em pacientes com Diabetes Tipo 2.
É uma condição grave que pode resultar em coma ou até mesmo a morte.Acontece geralmente quando os pacientes deixam de aplicar a insulina,em quadros de infecção,infarto do miocárdio, entre outras causas. A falta da insulina faz com que os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético fiquem muito altos pois a insulina é responsável por fazer com que a glicose que está no sangue entre nas células do nosso corpo e gere energia.
Quando há falta de insulina,duas situações simultâneas ocorrem:
o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia.
Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas. As cetonas são ácidos
que se acumulam no sangue e se tornam tóxicos, resultando na cetoacidose diabética.É uma condição que precisa de
tratamento médico de urgência para hidratação e insulinoterapia.
Atenciosamente,
Dra. Débora Nazato,Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Tenho Diabetes e o médico me disse que tenho retinopatia.
O que isso quer dizer?
Será que vou ficar cego?
Como devo me tratar?
O que fazer?
Obrigado.
Paulo Roberto Magalhães,Pernambuco

RESPOSTA:

Caro Paulo Roberto,
A retinopatia diabética é muito comum nos portadores de Diabetes após algum tempo da doença, chegando a 95% em 20 anos de Diabetes.Ela pode evoluir para cegueira,mas com controle glicêmico (Hemoglobina glicada menor que 7,0%) a retinopatia diabética pode ocorrer, mas a chance dela levar a cegueira é 10 vezes menor.
Por esta chance não ser zero,todo portador de Diabetes deve realizar exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas ao menos 1 vez ao ano. Desta maneira o médico pode antever o risco de perda da visão e realizar tratamentos adicionais específicos.Desta maneira podemos evitar 95% dos casos de cegueira.
Em resumo:
• Sim o Diabetes pode levar a cegueira;
• Controle da glicemia é o tratamento mais efetivo para evitá-la;
• É necessário exame de fundo de olho com as pupilas dilatas 1 vez ao ano;
• Existem tratamentos específicos com oftalmologistas para os casos onde o risco de cegueira é maior;
Bom controle,
Prof. Dr. Paulo Henrique Morales,Médico Oftalmologista da Anad

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PERGUNTA:

Olá Anad,
O que a neuropatia pode causar em quem tem Diabetes? Pergunto porque o médico disse que eu tenho essa doença. Eu tenho dormência e dor nas pernas e as vezes dificuldades para caminhar. Minha glicemia está maluca,sobe e desce sem parar. Também tenho dor no braço direito.
Por favor me dê uma luz e um caminho.
Alberto Soares Cunha,Quixadá

RESPOSTA:

Prezado Alberto,
Na verdade os diabéticos tem um risco aumentado de apresentar distúrbios nos nervos periféricos devido a alterações metabólicas. Quando existe uma lesão dos nervos periféricos a sensibilidade principalmente nos pés fica prejudicada, podendo haver dormência e até casos de dor em queimação.Além desses sintomas, o maior risco está relacionado com a falta da sensibilidade nos pés.Eventuais traumas ou pequenas lesões como fissuras e micose
entre os dedos dos pés podem demorar a ser percebidas ocasionando uma piora importante com frequente infecção
associada. Isso pode levar a risco de perder a extremidade dos dedos ou pés (Amputação).O controle rigoroso de sua glicemia é importante a fim de evitar a piora da neuropatia.
Inspecione sempre seus sapatos antes de calçá-los. Use preferencialmente meias brancas (ajuda a identificar eventuais feridas). Seus sapatos devem ser adequados ao formato do seu pé (evite uso de sapatos apertados e de bico fino). Converse com seu médico para que seja feito diagnóstico e eventual tratamento da neuropatia.
Atenciosamente,
Dr. Guilherme Yazbek,Médico Cirurgião Vascular

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PERGUNTA:

Eu preciso de uma informação e gostaria de saber se podem me ajudar. Estarei viajando para os EUA com minha
tia que é diabética e me disseram que ela precisa de uma receita ou declaração em inglês para poder passar na imigração. Vocês saberiam me dizer se é isto mesmo. Como faço para conseguir uma receita em inglês,
você fazem? No aguardo,
Marileide Paula Morais,São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Marileide,
Você deve procurar o médico que a atende. É ele quem deve fazer a declaração.Leve medicamento não só para
o tempo de permanência, mas sim em dobro para o caso de alguma eventualidade, pois lá,não conseguirá comprar sem receita e nem com receita de médico brasileiro.Junto à medicação leve a receita do médico brasileiro para o
caso das autoridades americanas pedirem comprovação.Sugerimos que compre um seguro saúde pelo período da viagem.
Atenciosamente,
Equipe Anad

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PERGUNTA:

Estou em uso de Metformina XR 500 mg. Minha glicemia estava em 106mg/dL. Meu ginecologista disse que devo estar com baixa de testosterona e algum problema de circulação, pois tenho notado diferença quanto à sensibilidade e rigidez do clitóris. Eu desejo saber se há algum exame que eu possa pedir para fazer. Ele me prescreveu creme de testosterona para aplicar no clitóris, além de sucção para estimular a circulação. Em dois meses, não notei diferença. Mesmo com masturbação está incrivelmente difícil atingir o orgasmo que, há 4 anos, era certeza com o sexo oral. Agradeço e aguardo ansiosamente!                                                                                                                                           Solange Souza ,Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezada Solange,                                                                                                                                                                             Recebi tua pergunta e espero poder te ajudar com informação especializada. Sou ginecologista e trabalho muito com as queixas de mulheres que notaram redução do interesse sexual e prejuízo dos lábios vaginais e clitóris e essa queixa é muito frequente nas clientes que possuem parceiro ativo sexualmente. Todas as mulheres que entram no período climatérico, período clínico que se inicia após a menopausa (última menstruação), tem uma redução imediata do hormônio feminino chamado estradiol e grande parte dos sintomas menopáusicos, como as ondas de calor e as variações de humor são sinais dessa redução. Os tecidos da vagina e bexiga, assim como a pele, o cabelo e os ossos dependem também desse hormônio e o processo de perda da qualidade acentua-se muito com a parada menstrual. Já o clitóris e os lábios vulvares dependem também de testosterona, hormônio masculino, mas também produzido pelos ovários e que cai rapidamente também após os 55 anos. O ideal seria não permitir essa atrofia dos lábios, do clitóris e da mucosa vaginal, e isso pode ser reduzido com o uso de terapia hormonal (TH) orientada por um ginecologista, lembrando que a TH deve ser iniciada no máximo até 3 anos após a última menstruação, aproveitando ainda a integridade dos tecidos femininos. No teu caso o uso de testosterona em creme apenas no clitóris pode ter sido útil mas seria mais ativo se ao mesmo tempo estivesses recebendo TH com medicamentos que corrijam o nível de testosterona sanguínea e dessem suporte ao hormônio feminino ausente. Será necessário conversar com um ginecologista afeito ao uso de TH em senhoras e verificar se tens indicação para esse tratamento, ao mesmo tempo em que será fundamental corrigir todo o componente diabético associado, pois a hiperglicemia e a resistência à insulina reduzem muito a sensibilidade das terminações nervosas do clitóris e das mucosas. Espero que essa resposta te motive a procurar novamente teu médico com quem deves discutir as opções mais atuais e éticas para que tua qualidade sexual melhore. Envelhecer é inexorável, mas permitir ficar velha é opcional. Teu interesse na pergunta que fizestes demonstra que essa última opção, ficar velha, não está nos teus planos. Parabéns!              Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Eliano Pellini ,Médico Ginecologista

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PERGUNTA:

Dr. Eliano, agradeço muito a resposta ao meu e-mail. Gostaria de fazer mais uma pergunta. A dificuldade em atingir o orgasmo está presente desde o início da minha vida sexual. Tenho 46 anos e ainda menstruo regularmente. Não tenho ondas de calor. Apenas no ano passado minha glicemia começou a subir (106 mg/dL e no último exame 111 mg/dL). A resistência insulina é devido à síndrome do ovário policístico, mas há cerca de 7 anos, minha menstruação vem regularmente. Tenho, há 3 anos, um pequeno mioma, de cerca de 3 cm. Ainda assim, poderei me beneficiar com a reposição hormonal? Obrigada, mais uma vez.                                                                                                                 Solange Souza

RESPOSTA:

Prezada Solange,                                                                                                                                                                                  Os sinais presentes na tua história clínica, sugerem que aos 45 anos a capacidade ovulatória está se esgotando e os ciclos menstruais passarão a ser irregulares. Ao mesmo tempo é provável que os ovários policísticos estejam associados ao aumento da insulina o que ocorre no ganho de peso e no Diabetes tipo II. Aconselho procurar o teu ginecologista que já conhece teu histórico e solicite um projeto de controle menstrual com medicamentos atuais que regulam a menstruação , repõem os hormônios que começam a reduzir nessa idade e diminuem a formação de cistos ovarianos. Existem 2 no mercado brasileiro com hormônio feminino natural e muito práticos para uso até a chegada da menopausa. Um deles tem ,mostrado melhor equilí- brio da função sexual e poderia ajudar nessa componente também, apesar de a queixa de disfunção sexual de desejo ou de diminuição do orgasmo estar muito mais associada a alterações do comportamento do casal do que aos fenômenos hormonais. Os produtos são o Stezza e o Qlaria mas só devem ser usados com a orientação do teu ginecologista e também com a autorização do teu endocrinologista.

Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Eliano Pellini ,Médico Ginecologista

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PERGUNTA:

Tenho um cunhado que ficou cego por causa do Diabetes. Situação extremamente deprimente e sofrida. Gostaria muito de poder ajudá-lo, mas não sei como. Não tenho recursos para pagar médicos que possam avaliar o quadro clínico dele e verificar se a cegueira dele é reversível ou não. Gostaria de saber em que a estimada Associação pode me ajudar. Sinto que preciso fazer alguma coisa, para diminuir o sofrimento desta pessoa que foi um pai de família exemplar.                                                                                                                                                                                         Daniel Valente , Amazonas

RESPOSTA:

Prezado Daniel,                                                                                                                                                         Lamentavelmente o Diabetes não controlado adequadamente leva à inúmeras complicações, entre elas à cegueira. Infelizmente a única opção de tratamento gratuito é realmente no SUS. Tente conseguir atendimento com um Endocrinologista para o tratamento do Diabetes e evitar que surjam outras complicações. Você pode acessar nosso site www.anad.org.br e obter vá- rias informações educativas.                                                                                       Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista Presidente da ANAD

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PERGUNTA:

Tenho um irmão de 11 anos que é diabético. Recentemente, chegou até nós a notícia de um produto chamado Chá Snorvit, que promete restaurar a produção de insulina pelo pâncreas. Já procurei na internet e cheguei a conhecer uma pessoa em minha cidade que faz uso. No entanto, estamos receosos. Temos medo de algum efeito negativo para a saúde. Vocês tem conhecimento do produto? Sabem se a Anvisa ou Ministério da Saúde disseram alguma coisa? Desde já agradeço!                                                                                                                                                                         Leonardo Castro, Paraná

RESPOSTA:

Prezado Leonardo,                                                                                                                                                                            Não temos conhecimento desses produtos. No entanto posso lhe informar que nenhum desses tipos de chás foi apresentado à Anvisa ou às Entidades Oficiais do Diabetes no Brasil. Gostaria de alertar que não existem evidências científicas de que algum tipo de chá tenha essa propriedade. Portanto, siga as instruções de um bom Endocrinologista e nunca deixe a medicação prescrita em troca de modismos, mitos ou crendices.      Atenciosamente,                                                                                                                                                                              Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da ANAD

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PERGUNTA:

Porque será que a oftalmologia, odontologia e até a própria medicina caminham a passos largos resolvendo problemas que à pouco tempo pareciam impossíveis de resolver, como no caso de células tronco por exemplo é assustador os resultados e várias pesquisas que anunciam sobre doenças graves como Câncer, Aids, dentre outras, vejo que verdadeiros milagres surgem em varias áreas e no caso do Diabetes nada surge? Será que ninguém se interessa pelo lado dos hormônios? Os médicos só sabem falar de injetar insulina e proibir você de comer tudo? Porque essa falta de interesse? Será que somos lucrativos prá alguém sendo um diabético? Só vejo falar que a cada dia aumenta o número de casos de doentes nessa maldita doença que nos priva de viver e nada de novidades de cura? Porque?                                                                                                                                                                                     José Mario Lima Barbosa , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado José,                                                                                                                                                                                 Depois do câncer, o Diabetes é a doença mais pesquisada no mundo. A velocidade das pesquisas, cujos resultados chegam à prática, é mais lenta do que desejamos. Existem sim, pesquisas com células tronco, na área do Diabetes, cujos resultados não tem sido animadores. Em se tratando de uma doença genética (DMT2), para que uma pessoa não nasça com essa doença, será necessária a terapêutica genética, que é o manuseio dos gens (dos gametas). Como isso ainda não é possível, o que temos é um aprimoramento dos medicamentos e monitorização da doença. Nas últimas décadas foi melhorado o prognóstico daqueles que se tratam adequadamente e que são orientados por profissionais especializados e atualizados. A incidência da doença vem aumentando e aumentará ainda mais, em consequência do envelhecimento da população, da obesidade e dos maus hábitos alimentares.                   Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Senhores,                                                                                                                                                                                     Gostaria da ajuda quanto às dúvidas. Existe Omeprazol sem açúcar? Pantocal possui açúcar? Agradeço o retorno se possível com urgência. Obrigada.                                                                                                                                             Iolanda Braga Maximo , Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Iolanda,                                                                                                                                                                                     A quantidade de açúcar ou outros carboidratos que fazem parte da composição dos comprimidos é desprezível e não interfere no controle do D.M.                                                                                                                                                         Atenciosamente, Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da ANAD

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PERGUNTA:

Prezados,                                                                                                                                                                                       convivo com o Diabetes há 30 anos. Sou DM1 desde os 17 anos, tenho 47 anos. Tenho um irmão também DM1 desde os 19 anos e dois sobrinhos que conhecem o DM1 desde os 3 e 14 anos, respectivamente. Não acho que a DM infanto-juvenil deveria ter o mesmo nome que o DM de adultos. Explico: Acho que a gravidade da Diabetes Tipo 1 é tão mais importante, tão mais agressiva e restritiva que o Conselho dos Médicos ou a Instituição responsável deveria mudar esta paridade na nomenclatura. O DM1 e o DM2 são dispares, em todos os sentidos e eu, como DM1 deixo aqui meu registro e protesto. Se a ANAD achar pertinente levar esta bandeira a órgãos competentes, eu agradeceria.         Géssica Celebrini, Distrito Federal

RESPOSTA:

Prezada Géssica,                                                                                                                                                                               Você realmente tem razão. Do ponto de vista fisiopatológico, isto é, suas causas, são 2 doenças diferentes pois a hiperglicemia do DM1 é devida a destruição de células beta por auto anticorpos e o DM2 é uma doença por um defeito na integração da Insulina com seu receptor, nos tecidos, gerando uma deficiência da ação deste hormônio. Ambas as situações são caracterizadas pela hiperglicemia, daí o nome Diabetes Mellitus.A separação em 1 e 2 como mencionei, é definida pelas entidades internacionais e pela O.M.S. Apesar do DM1 ser mais instá- vel que no DM2, ambas complicações dependerão do bom ou mau controle das glicemias, pressão arterial, colesterol. Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Minha filha tem vários sintomas de Diabetes, mas o exame de sangue não acusa. Nenhum médico realizou outras formas de pesquisa. Li na rede social que mancha escura na região cervical, (lembrando sujeira), é sinal de que há muita produção de insulina no pâncreas, que promove o DM2. Isso está correto? A minha filha tem estas manchas há anos. Gostaria de confirmar e receber instruções de como pedir tratamento médico. Grata,                               Aurinéa Bernardes ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Aurinéa,                                                                                                                                                                   Realmente a hiperpigmentação da região do pescoço pode significar “resistência à insulina” o que provoca maior produção de insulina. Assim sendo, sua filha deverá ser acompanhada por endocrinologista para avaliação periódica, diagnóstico precoce de eventual Diabetes Mellitus e tratamento de obesidade que, via de regra é concomitante à esta situação.                                                                                                                                                                         Atenciosamente,                                                                                                                                                                               Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Tenho DT2 e pressão alta. Tomo Diamicron MR 60mg e Metformina e para pressão Lozartana Potássica e Anlodipina, sendo que esse último comecei a tomar a partir de janeiro. Já tive algumas vezes problema de inchaço nos pés e pernas pelo acúmulo de líquido, mas logo passava. Agora esse problema apareceu desde o sábado de carnaval e demorou a desinchar. Isso tem a ver com o uso do Anlodipina? Grato.                                                         Cesar Vasconcelos Flores ,Sergipe

RESPOSTA:

Caro César,                                                                                                                                                                                              O edema, comumente chamado inchaço, é um efeito colateral comum do anlodipino. Se você já apresentava “inchaço nos pés e pernas pelo acumulo de liquido” pode ser que tenha outros fatores de base para o desenvolvimento de edema e que o uso de anlodipino tenha exacerbado o problema. Muitos fatores estão associados ao edema, como problemas renais, obesidade, problemas de circulação, coração ou fígado. Você deve consultar seu médico para avaliar esses problemas e ver se vale à pena manter o uso de anlodipino ou se ele pode ser substituído por outra droga que não cause edema. Lembre-se de nunca alterar sua medicação seu conhecimento de seu médico e sempre comunicá-lo o mais rapidamente possível quando da ocorrência de efeitos colaterais, para que sejam tomada as devidas providências.                                                                                                                                                 Atenciosamente,                                                                                                                                                                                Dra. Vivian Fanny França Arruda ,Médica Endocrinologista Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Convivo com o Diabetes há 30 anos. Sou DM1 desde os 17 anos, tenho 47 anos. Tenho um irmão também DM1 desde os 19 anos e 2 sobrinhos que conhecem o DM1 desde os 3 e 14 anos, respectivamente. Não acho que a DM infanto juvenil deveria ter o mesmo nome que o DM de adultos. Explico: acho que a gravidade da tipo 1 é tão mais importante, tão mais agressiva e restritiva que o Conselho dos médicos ou a instituição responsável deveria mudar esta nomenclatura. O DM1 e o DM2 são dispares, em todos os sentidos e eu, como DM1 deixo aqui meu registro e protesto. Se a ANAD achar pertinente levar esta bandeira a órgãos competentes, eu agradeceria.

Atenciosamente,

Gessica Celebrini ,Distrito Federal

RESPOSTA:

Prezada Gessica,

Você realmente tem razão. Do ponto de vista fisiopatológico, isto é, suas causas, são 2 doenças diferentes pois a hiperglicemia do DM1 é devida a destruição de células beta por auto anticorpos e o DM2 é uma doença por um defeito na integração da Insulina com seu receptor, nos tecidos, gerando uma deficiência da ação deste hormônio. Ambas as situações são caracterizadas pela hiperglicemia, daí o nome Diabetes Mellitus. A separação em 1 e 2 como mencionei, é definida pelas entidades internacionais e pela O.M.S. Apesar do DM1 ser mais instável que o DM2, em ambos as complicações dependerão do bom ou mau controle das glicemias, pressão arterial, colesterol. Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de uma informação sobre Danone diet ou sem açúcar, pois a embalagem deles é muito ruim, deveriam criar e obrigar na frente dos Danones aparecer sem açúcar, ou diet. Pois a maioria das embalagens não dá para enxergar. Tem que olhar nos ingredientes para saber se tem açúcar ou não. E Danones sugar free que existem tanto nos Estados Unidos quanto Europa da marca Danone são produtos excelentes… o sabor maravilhoso, coisa boa… Gostaria muito de fazer uma solicitação. Sempre viajo para os Estados Unidos e às vezes para a Europa… e eu não posso comer açúcar, adoro muito os danones sugar free dos Estados Unidos de fambroesa, blueberry, morango, amora e cereja etc. São maravilhosas… Por favor, fa- çam, lancem esses danones aqui no Brasil. São ótimos! E trazer a insulina inalada que já tem nos Estados Unidos, para melhorar nossa qualidade de vida. Aguardo respostas… Atenciosamente,

Fabiana Furlan Pecht, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Fabiana,

A ANAD tem trabalhado em parceria com a Indústria Alimentícia para a melhoria das condições alimentares dos portadores de Diabetes e de quem não quer se alimentar com produtos com açúcar. Já temos mais de 600 produtos com o Selo “Qualidade e Confiança” da Anad. Veja no site www.anad.org.br da Anad. Com referência à Insulina inalada, o lançamento é a critério da Indústria Farmacêutica, que segue rígidos protocolos para lan- çamento nos diferentes países. Continuaremos trabalhando sim, pois fomos pioneiros no incentivo à produção de produtos dietéticos no Brasil.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Por gentileza onde consigo a insulina Novolin N100 u/ml gratuitamente? Muito Obrigado!

João Paolini, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado João,

Nos postos das Unidades Básicas de Saúde. Muito melhor nas redes Drogasil e outras redes, com receita recente, CIC e RG e procure o balcão da Farmácia Popular, onde fará seu registro e terá suprimento por 3 meses, desde que sua receita conste “uso contínuo”. Informo também que a Novolin- -N é distribuída em cartuchos de 3 ml para canetas de Insulina. As canetas tem que ser compradas, mas vale a pena, pois precisão, conforto e facilidades compensam. Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabético tipo 1 desde os 15 anos, hoje tenho 33. Meu maior problema é com as crises de hipoglicemia que são constantes. Meu nível de glicose vai de 450 à 45 com a maior facilidade. Faço atividade física regularmente, mas as vezes acho que isso atrapalha porque nessas ocasiões é que tenho hipoglicemia e crises convulsivas. Passo com endócrino, mas esse me encaminhou apenas com o clinico, mas na minha opinião um especialista seria melhor mais focado, mas infelizmente no SUS não se pode ficar tanto tempo com especialista por isso agora só passo com o clinico geral de 6 em 6 meses. Gostaria de saber em que a ANAD pode me ajudar.

Peterson Anibal Rita, São Paulo

RESPOSTA:

Sr. Peterson,

Você realmente precisa de um endocrinologista com amplo conhecimento de insulinoterapia. As crises de hipoglicemia citadas, são provocadas pelo uso de Insulina inadequadas e/ou excesso das mesmas. Você não cita o esquema de aplicação de Insulinas, nem quais está usando, mas o que posso adiantar é que o regime adequado para o tratamento do DMT1, é o de aplicação de uma Insulina basal pela manhã e ultra rápida antes do café, almoço e jantar, variando as quantidades, conforme a monitorização da glicemia, realizada antes da aplicação de Insulina. Lamentavelmente as Insulinas distribuídas pelo Ministério da Saúde, as NPH e regular, são inadequadas e não imitam as secreções de Insulina do pâncreas das pessoas que não tem Diabetes, como é no esquema basal/bolus. Lembro que toda hipoglicemia provocada por esses erros, corresponderá uma hiperglicemia (450 mg/dL) que é um rebote, uma reação do organismo contra a baixa de glicose no sangue. Além de nossos informativos e site podemos ajudá-lo ao se tornar um associado da Anad e desfrutar da assistência mutiprofissional aqui oferecida. Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados (as), Solicito e acredito eu falando em nome de todos os diabéticos do Brasil, uma nota oficial da FENAD sobre os testes de glicosímetros apresentado no Fantástico. Manual e acessórios não medem glicemia, fidelidade de resultados podem sim evitar sérias complicações. O Inmetro e o Fantástico devido a reportagem apresentada ser diferente da chamada (na chamada diziam do perigo para diabéticos de tomarem doses de insulina erradas devidos a resultados de glicemia equivocados) e outros órgãos deveriam ser notificados sobre a ineficácia do resultado e da reportagem. Certo de sua atenção, desde já agradeço.

Atenciosamente,

Jurandy S. Junior

RESPOSTA:

Caro Jurandy,

Você captou exatamente o teor dos acontecimentos. Envio abaixo minha manifestação que foi enviada para Anvisa, Inmetro e Fantástico. Reportagem do Fantástico – Dia 14/11/2014 Dia Mundial do Diabetes – “INMETRO reprova 15 marcas de glicosímetros testados” Para repercutir as informações da ANVISA e INMETRO, a Rede Globo, através do Programa Fantástico, em 14 de Novembro, fez a chamada acima. O que se entende do título e o que está no site do referido programa, é que a avaliação do INMETRO e ANVISA reprovou o uso dos referidos glicosímetros. MAS, NÃO É ISSO NÃO! Foi mais um subterfúgio, como uma técnica sensacionalista para atingir 12 milhões de portadores de Diabetes, que hoje, possivelmente utilizam esses maravilhosos equipamentos que revolucionaram o tratamento domiciliar e hospitalar do Diabetes, dando a possibilidade de se evitar as complicações agudas como a cetoacidose diabética e as hipoglicemias graves, bem como permitem e auxiliam na adequação das doses de Insulina, resultando num melhor controle da doença e diminuindo as complicações a longo prazo. Trechos da reportagem como: “Nove marcas tiveram desempenho insatisfatório”… Como desempenho entenda-se que seu funcionamento e resultados não são satisfatórios e o pior vem a seguir: “Resultado Final: todas as 15 marcas tiveram resultados considerados regulares ou insatisfatórios”. A falta de clareza e a proposital confusão, é feita no sentido de chamar a atenção nas chamadas prévias da reportagem para manter os interessados no programa, sem mudar de canal e inclusive ligando para os conhecidos para que também sintonizem a emissora, elevando assim, seu índice no Ibope. Esta é uma atitude alarmista e irresponsável dos jornalistas e diretores do referido programa. TUDO QUE VOCÊ LEU ATÉ AGORA FOI MERA CONFUSÃO PLANEJADA, pois, o que a ANVISA e o INMETRO analisaram foi apenas as bulas, catálogos e acessórios. Não foi feita nenhuma avalia- ção dos glicosímetros quanto ao seu DESEMPENHO e muito menos quanto aos RESULTADOS de eficácia e funcionamento. Aliás, é o que deveria ter sido feito pela ANVISA e pelo INMETRO, pois o nosso mercado está inundado de aparelhos de procedência duvidosa e comprovada ineficiência como foi o caso que ocorreu na Secretaria de Estado da Saúde de Belo Horizonte – MG. Os gestores de saúde, por motivos “ocultos”, optam por esse tipo de aparelho, pois eles se apresentam como tendo o menor preço nas licitações, não havendo consideração à qualidade e eficácia de resultados. Lembrando que estes gestores não são obrigados a prevaricar pelo menor preço em detrimento da qualidade. São, sim, obrigados a adquirir e distribuir medicamentos e insumos por força da Lei Federal 11.347 de 30/09/2006, à qual muito trabalhamos pela aprovação. A Rede Globo, no Dia Mundial do Diabetes prestou um desserviço à comunidade do Diabetes e perdeu a oportunidade de estar alinhada aos objetivos da Organização Mundial da Saúde e da International Diabetes Federation, de promover a conscientização da importância do Diabetes para a população e para os gestores de saúde quanto, a diagnóstico precoce, prevenção e tratamento.

Atenciosamente, Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista …………………………. PERGUNTA: Meu nome é Bruno, e tenho Diabetes do tipo-1, venho por este e-mail pedir orienta- ção de como me cadastrar no site para eu receber as orientações corretas de como me cuidar, faz muito tempo que não faço consulta no endocrinologista e faz tempo não faço exames. Gostaria também de receber orientações de como conseguir a insulina Lantus, tomo insulina 3x ao dia antes das refeições da Regular e a NPH100 Humulin, desde os 15 anos, tenho Diabetes e hoje estou com 29, nesse tanto tempo de doença sei que ainda sou leigo. Desde já agradeço. Obrigado. Bruno Cassimiro Machado São Paulo RESPOSTA: Caro Bruno, O 1º passo a seguir é consultar um endocrinologista. As orientações no nosso site são para todos, não havendo necessidade de se cadastrar. Educação e orientação oferecemos diariamente aqui na Anad e para tanto você deve se associar. Aqui também encontrará mé- dicos endocrinologistas e toda equipe multiprofissional que poderá ajudá-lo no seu tratamento.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Meu vizinho é diabético tipo II. Ele pode consumir medicamentos que tenham a lactose na composição? Desde já obrigada.

Juliane Silva ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Juliane,

A lactose apesar de ser um carboidrato, não aumenta a glicemia de forma significante, transformando-se (em parte) em glicose de forma lenta. Portanto não há problemas em tomar medicamentos que contenham lactose, nem tampouco alimentar-se com leite e seus derivados.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Em função de viagem prolongada, exterior, 22hs vôo, gostaria de informações de como seria o transporte de insulina Lantus neste percurso. Favor se possível, indicarem lojas onde poderia adquirir produtos e ou embalagens para transporte da medicação, nas cercanias de Cerqueira Cesar, Jardins e ou Moema.

Fernando Moreira, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Fernando,

A caneta Lantus que você usa pode ficar fora do refrigerador até 28 dias. É claro que você deve calcular sua dose diária, lembrando que cada refil tem 30 unidades. O que você deve prever é que a quantidade que você leve seja suficiente para o total de dias que você fique fora, mais previsão para mais 5 ou 7 dias para casos de cancelamento de viagem. As canetas suplementares poderão ser transportadas em bolsas térmicas e você pode solicitar no avião para que coloquem na geladeira. Não se esqueça de levar uma declaração de seu médico (em inglês), de sua condição de diabé- tico e que faz uso de medicação injetável.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Há disponível para profissionais de saúde algum guia didático para o cálculo da quantidade de insulina Lispro a ser utilizada levando em consideração o fator sensibilidade x correção da glicemia? Muito Obrigada!

Patrícia Rodrigues ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Patrícia,

O cálculo para o bolus de insulina ultra-rápida, seja ela lispro, aspart ou glulisina, deve sempre ser realizado por um profissional de saúde treinado, capacitado e com experiência para tal. Ou pelo próprio paciente, se capaz e devidamente treinado por seu médico. O bolus de insulina ultra-rápida pode ser o que chamamos “de refeição”, ou seja, será calculado de acordo com a quantidade de carboidrato de uma refeição, ou o bolus “de correção” que é a quantidade de insulina administrada para correção da hiperglicemia em dado momento. Geralmente usamos cálculos de fator de correção e de sensibilidade, mas o mais importante é a experiência do profissional de saúde em reconhecer as características e necessidades individuais de seu paciente para poder fazer os ajustes necessários. Se você é uma portadora do Diabetes, converse com seu médico para que ele possa te ensinar e te treinar como realizar esses cálculos e poder tomar você mesma a decisão da quantidade de insulina a ser administrada a cada vez. Se você é um profissional de saúde, sugiro procurar treinamento adequado para o gerenciamento de insulina. Calcular a dose de insulina de um paciente é algo extremamente importante, não se aprende lendo um livro ou um guia. Requer prática e experiência.

À disposição,

Dra. Vivian Fanny França Arruda, Médica Endocrinologista Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se uma pessoa pré-diabética, pode se associar na ANAD, pois estou tentando fazer o exame glicemia de jejum e teste oral de tolerância a glicose, não estou conseguindo. Ao chegar no laboratório a taxa sobe pra 154 mg/dL, o examinador não quer fazer, alegam que eu tenho que baixar pra 120 mg/dL,estou fazendo regime e exercício. Parece não estar dando resultado! Como devo proceder? Grata.

Graças Furtado ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Conceição,

O teste de tolerância oral a glicose é feito para glicemias que são suspeitas de Diabetes, ou seja, até 125 mg/dL, em jejum. Glicemia acima de 126 mg/dL como é o seu caso, já é diagnóstico de Diabetes, sendo portanto desnecessário o teste de tolerância, oral à glicose ou curva glicêmica, cuja única finalidade é esclarecer o diagnóstico do Diabetes. Você pode fazer o exame de hemoglobina glicada, que se estiver acima de 6,5% também é diagnóstico de Diabetes. Entre 5,7 e 6,4% é diagnóstico de pré- -Diabetes. Com sua glicemia de 154 mg/dL você já tem diagnóstico de Diabetes e poderá sim se associar à ANAD. Traga os exames de glicemia, hemoglobina, receita médica e documentos pessoais para se associar.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Sou associada e faço meu tratamento na Anad desde que descobri que tenho Diabetes. Tenho recebido alguns e-mails falando do “Diabetes Protocol”, até que finalmente resolvi entrar no link. Lá tem um médico Kenneth Pulman, falando da cura do Diabetes (mais de meia hora), vocês tem conhecimento disso? O link é: http://Diabetesprotocol.com/vsl/index.php?split= cb39&hop=m8123pol. Gostaria muito da opinião e se possível dos comentários de vocês.

Muito obrigado!

Djanira Vicenzi ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Djanira,

A internet permite que qualquer pessoa diga o que quer, sem exigir comprovação e sem responsabilidades. Infelizmente ainda não existe a cura do Diabetes e esta possibilidade ainda está longe de se tornar realidade. O que há, são muitos estudos, já que o Diabetes é a 2ª doença mais pesquisada no mundo e a luta é muito grande. É uma pena que existam os aproveitadores da situação, sempre com interesses financeiros. Siga as instruções de seu médico endocrinologista, ou escolha um bom endocrinologista, caso não tenha, para um tratamento tradicional.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

Retorno:

Muito obrigado por sua resposta!

Em vocês eu confio!

Djanira Vicenzi , São Paulo

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PERGUNTA:

Tenho 54 anos, sou diabético há mais de 25 anos, mas só descobri há 8 anos. Gostaria de saber mais sobre a influência do Diabetes na doença de Charcot. Grato.

Irineu Pezzo Junior ,São Paulo

RESPOSTA:

Caro Irineu,

A doença de Charcot é uma neuropatia diabética periférica como consequência do Diabetes descontrolado durante anos. Deve ser tratada adequadamente e com muita atenção, pois pode levar a riscos para os pés.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se vocês tem alguma informa- ção sobre a nova insulina aprovada pela FDA insulina inalável Afrezza, tenho um parente com Diabetes e queria mais informações. Já tem alguém no Brasil usando?

Marlene, São Paulo

RESPOSTA:

Cara Marlene,

A Insulina Afrezza é uma Insulina inalada que tem, após a sua absorção pelo sistema respiratório, o perfil das Insulinas ultra rápidas e portanto deverá ser usada como Insulina pré refeição. Ainda não foi aprovada no Brasil, mas pode ser importada dos Estados Unidos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Olá, gostaria de tirar uma dúvida sobre as insulinas Glulisina e a Glargina. Minha mãe tomava a Humulin e tomava os remédios Glifage e Daonil. Mudou de remédio e insulinas, mas o Diabetes só aumenta. Por quê?

Paulo José C. Pires ,São Paulo

RESPOSTA:

Caro Paulo,

Insulina é o melhor remédio para o controle do Diabetes principalmente quando não se consegue com comprimidos. O aumento das doses, regularmente fará com que a glicemia abaixe e controle seu Diabetes. Discuta com seu endocrinologista como aumentar as doses das Insulinas e avaliar outras situações que podem descontrolar o Diabetes, como infecções e outras.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Oi gostaria de saber quais níveis glicêmicos são considerados aceitáveis para uma pessoa com Diabetes antes e depois das refeições. Muito obrigado.

Wesley Alves ,São Paulo

RESPOSTA:

Caro Wesley,

Os níveis de glicemia aceitáveis para pessoas com Diabetes Mellitus antes das refeições são de até 140 mg/dL, isto é (de preferência menos que 140) e após no máximo 180 mg/dL (preferencialmente menores). Estes níveis são importantes, pois sabemos que as complica- ções do Diabetes bem como os níveis de hemoglobina glicada, estão relacionados com as hiperglicemias pós alimentares, que são sempre maiores dos que as de jejum. Considerando que temos medicamentos para o controle da hiperglicemia pós alimentação tais como Insulinas ultra rápidas LISPRO, ASPART E GLULIZINA, bem como os medicamentos orais, baseados na secre- ção de incretinas (inibidores da DPP4) análogos do GLP-1, EXENATIDA, LIRAGLUTIDA e LIXISENATIDA), o conhecimento desses níveis poderá orientar o médico a prescrever os medicamentos adequados. Para o paciente o conhecimento de valores acima dos indicados, são alerta da falta de controle da doença.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Vocês conhecem algum estudo ou pesquisa com chance de cura em Diabetes Tipo 1 quando recém diagnosticado?

Rodrigo Otávio Cunha ,Paraíba

RESPOSTA:

Prezado Rodrigo,

No Brasil existem pesquisas de transplante de célula tronco em DT1 recém diagnosticado desenvolvidas pela Universidade São Paulo em Ribeirão Preto. Procure Dr. Carlos Eduardo Coury.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Estou com edema macular, faço foto coagulação há três anos no Hospital de Olhos Paulista, tenho 68 anos. Minha médica recomendou um procedimento com a medicação Lucentis para melhorar o edema. O plano de saúde Amil negou afirmando que a ANS não autoriza para edema macular, apenas para degeneração macular. Amanhã irei novamente conversar com a médica, ela já me disse que não há outro tratamento. Tenho muito medo de ficar cega. O que faço? Por favor me aconselhem. Obrigada.

Walkiria Cordeiro Ribas , São Paulo

RESPOSTA:

Cara Walkiria,

O tratamento proposto por sua médica é de infusão intra-ocular de antiangiogênico. Lucentis é o nome de um dos medicamentos. Existem outros e o valor varia muito entre eles, apesar da ação ser semelhante. O seu convênio está correto em afirmar que não tem obrigação de cobrir este tratamento. Este tratamento foi colocado na Agencia Nacional de Saúde especificamente para uma doença chamada de Degeneração Macular relacionada a idade em fase exsudativa. Contudo pacientes que buscam a justiça tem conseguido liminar para realizar o tratamento custeado pelo convênio. Normalmente a decisão da Justiça é rápida e favorável à pessoa que necessita do tratamento. Será necessário a ajuda de um advogado, de uma declaração de sua médica da necessidade deste tratamento e de exames mí- nimos (Angiofluoresceinografia e Tomografia Óptica Coerente) para conquistar este direito. Lembre-se que em qualquer tratamento que escolher o controle do Diabetes, hipertensão, anemia, níveis de colesterol e triglicérides são fatores importantes para o sucesso do resultado.

Boa sorte!

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales, Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Olá, gostaria de saber se consigo exame de vista gratuito por ser diabética. Tenho essa dúvida, por que ouvi na televisão que diabéticos poderiam conseguir fazer exames semestralmente de forma gratuita. Desde já agradeço. Abraços!

Bárbara Costa ,Espírito Santo

RESPOSTA:

Cara Bárbara,

Todo diabético tem indicação de realizar o exame da retina (nervo que cobre o olho por dentro) uma vez ao ano. Este cuidado por ser feito através de alguns exames, sendo os mais indicados o Mapeamento da Retina ou Retinografia. Estes exames são realizados no Sistema Único de Saúde de forma gratuita, como todo atendimento médico no sistema público. Na ANAD oferecemos este exame de forma gratuita para nossos associados. Reforço que este exame verifica o risco de perda da visão pelo Diabetes. Ele não se destina para prescrição de óculos ou para medir a visão. Para este fim é necessário uma consulta com o oftalmologista da mesma forma como os não portadores de Diabetes. Lembro que o nível de glicemia pode alterar o exame dos óculos, sendo recomendado realizá-lo quando a Hemoglobina Glicada (exame de sangue de rotina para os portadores de Diabetes) esteja abaixo de 7,0%. Acima deste resultado, o resultado dos graus dos óculos poderá variar conforme a glicemia.

Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Sou assessor da vereadora Maria Lucia Haidar, da Câmara Municipal de Itapetininga, que é médica pediatra. A vereadora está apresentando um projeto para a criação do Programa Municipal para o Controle de Diabetes Infantil, mas está tendo dificuldades no convencimento do Executivo Municipal para que ele entenda a necessidade deste trabalho, cujo resultado atinge diretamente a saúde das nossas crianças. Gostaríamos de contar com o apoio de vocês, nos enviando materiais e, se possíveis dados e informações de pesquisas recentes que apontem a gravidade da questão do Diabetes Infantil.

Grato pela atenção, aguardo retorno.

Edmundo José V. Nogueira , São Paulo

RESPOSTA:

Sr. Edmundo,

O DT1 é uma doença que se não controlada, em poucos anos (3 a 4) pode levar à complicações graves, principalmente com o comprometimento da microangiopatia: retinopatia, neuropatia e nefropatia.

Sem tratamento leva à internação e óbito. Um Programa Municipal para o DT1 deve envolver:

1. Educação continuada em Diabetes para família e escola para professores de sala e educador físico.

2. A alimentação saudável é fundamental tanto em casa, quanto na escola, passando pelo controle da merenda escolar e da cantina.

3. É necessário ambulatório especializado com endocrinologista (no municipal)

4. Cumprimento da Lei Federal 11.347 de 30.9.2006 que assegura à todas as pessoas com Diabetes, em especial Tipo 1: Insulina, glicosí- metro, tiras reagentes, outros insumos e medicações para controle no Diabetes, programa de educação em Diabetes.

5. Capacitação de equipe multiprofissional: enfermeira, nutricionista, psicólogo, dentista, etc. para o qual oferecemos nosso congresso anual.

Maiores informações e referências específicas para o DM1 você encontra nos sites: ANAD: www.anad.org.br; SBD: www. Diabetes.org.br; ADA: www. Diabetes.org; IDF: www.idf.org;

Creio que esta pode ser uma proposta inicial para seu projeto

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Por certo muitos de nós diabéticos temos conhecimento do PLS 390/2008, que busca a isenção de IR para proventos de aposentadoria dos portadores de Diabetes. Embora isso tenha sido aprovado pelo Senado em 2009, e encaminhado à Câmara para votação, o texto não mereceu até o momento a atenção daquela Casa. Assim, é evidente que cabe a nós, interessados diretos, envidar todos os esforços possíveis para sua aprovação, já que grandes benefícios trariam para esse grupo de pessoas. Desse modo, gostaria de obter informações acerca do posicionamento dessa associação a respeito do assunto, bem como saber como participar desse processo, para o que darei o primeiro passo me associando a essa ANAD. Fico, pois, no aguardo de suas informações a esse respeito.

Luciano M. S. Carvalho, Bahia

RESPOSTA:

Prezado Luciano,

Nossa posição é totalmente favorável a que essa Lei seja sancionada e para tanto nosso jurídico, tem acompanhado seu andamento, que continua extremamente moroso. No entanto temos agendado na pauta da próxima Assembléia FENAD em 27/07, justamente para elaborar documento, cobrando do Presidente da Câmara Federal uma solução para este caso.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Passei a usar um determinado adoçante a base de Aspartame, e fiquei horrorizada com o que lia respeito dos supostos efeitos colaterais. Segundos informações o mesmo provoca: hipotireoidismo, enxaqueca, dores nos membros, insônia, perda de memória, Alzheimer entre outros… Fiquei com medo porque meu filho também usa por ser insulinodependente.Por favor esclareçam minhas duvidas, tenho medo de problemas futuros com meu filho.

Sandra Regina S. Brito ,Bahia

RESPOSTA:

Sra. Sandra,

A notícia que a senhora viu na internet, provavelmente, não tem fundamentos e trata-se de campanha comercial de interesses de outra marca de adoçante. Por acaso esta matéria feita anônima com nomes e fatos inexistentes, circula na internet há mais ou menos 15 anos. Este adoçante é liberado e aprovado pela ANVISA (Brasil) e FDA (Estados Unidos).

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados (as),

Nesta manhã nosso mandato iniciou um debate para a produção de documento a ser apresentado aos candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, nas próximas eleições, abordando as questões de interesse da luta dos diabéticos.

Os tópicos que prevaleceram para a ampliação do debate foram os seguintes:

1. Implantação dos Centros de Referência Regionais para a Média Complexidade.

2. Universalização do exame de Fundo de Olho, com a utilização de Tecnologia e Meio Eletrônico.

3. Oferta de insulinas análogas, especialmente para menores de 12 anos, através de protocolo a ser elaborado, a exemplo de outros estados.

4. Participação da Sociedade Civil Organizada na Sistematização da Prevenção.

5. Programa de Educação em Diabetes em três dimensões (Projeto de Lei):

Comunicação eficaz para a população, com foco na prevenção, atenção e direitos. Formação/mecanismo para inserir a Escola no processo de prevenção e acolhimento.

Capacitação para os profissionais de saúde, desde o atendimento básico até o hospitalar.

Assim, abrimos a oportunidade contribuição, através de dados, experiências e posicionamento sobre as políticas públicas para este segmento, que estão sendo produzidas por Dra. Solange Travassos, Dr. João Ivar Regis, Dra. Luciana Bahia, Márcia de Jesus, da Adinf, Dra. Neuza Braga, da Associação dos diabéticos do Hospital Geral de Bonsucesso, Dra. Solange Ferman, da Adila e outros.

Muito obrigado! Deputado Nilton Salomão, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezado Dep. Nilton Salomão,

Parabenizo por mais esta ação em prol da comunidade de Portadores de Diabetes, e também pela escolha dos profissionais indicados altamente capacitados na elaboração deste documento.

Fico a disposição dos colegas.

Congratulações,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Senhores, Tenho um amigo de 67 anos que é deficiente físico e está com “Retinopatia Diabética” e necessita com urgência do medicamento “Eylea® é uma solução ocular injetável”, caso ele não use este medicamento, ficará cego. É uma ampola que dá para várias aplicações, caso alguém tenha e não esteja mais usando, ou algum caminho que possamos correr atrás para conseguir este medicamento, por favor, me informe. Tive informação que esta ampola custa R$ 4.000,00 (quatro mil reais), e para conseguir com o Governo somente entrando na justiça. “VERGONHA” Necessito de ajuda para conseguir este medicamento.

Silvana Andrade ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Cara Silvana,

O medicamento Eylea é uma antiangiogênico. Existem opções como Avastin e Lucentis. Todos com o mesmo efeito. O Eylea não está liberado em nenhum país para uso em retinopatia diabética. O Lucentis possui liberação na Europa e EUA para retinopatia diabética. O Avastin está liberado para uso em alguns países, sendo na Itália e Inglaterra a primeira opção liberada pelo serviço Público. Por questões de interesse do laboratório fabricante, o seu uso intraocular não foi colocado em sua bula, mas diversos estudos comprovam sua eficácia, sendo o medicamento com maior número de trabalhos científicos de sua ação em degeneração macular e retinopatia diabética. Em São Paulo você encontrará todas estas medicações em uma unidade de saúde da Secretaria Estadual de Saúde chamada “Várzea do Carmo”. Para chegar até lá necessita de carta de seu médico com diagnóstico da doença e indicação de “Infusão intraocular de antiangiogênico”, procurar uma unidade de saúde do Estado de São Paulo e indicar que na unidade mencionada existe a medicação. Em serviços particulares estas aplicações tem uma variação grande de preços, sendo o Avastim ao redor de 1.200 à 2.000; o Lucentis de 2.500 à 3.500 e Eylea de 4.000 à 5.000 reais. Lembro que sem o controle do Diabetes, nenhum destes medicamentos terá o efeito desejado.

Espero ter ajudado,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales, Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber sobre o remédio glibenclamida 5mg minha mãe toma três por dia e a glicemia permanece alta. Quanto pode tomar por dia o que resulta no Diabetes aumentar se estava bem?

Regiane S. Medeiros , São Paulo

RESPOSTA:

Regiane,

Sua mãe já está com uma dose alta de glibencamida e não deve mais ser aumentado. Existem vários motivos para o controle glicêmico haver se deteriorado, entre eles dieta inadequada, falta de exercício, ganho de peso, uma doença aguda como gripe ou o próprio curso natural da doença. Ela deve realizar uma avaliação nutricional para assegurar-se que sua dieta está adequada e consultar seu médico sobre outras opções de medicamentos que podem ser associadas à glibencamida ou até mesmo para substituí-la. Existem diversas medicações melhores e mais eficientes para o tratamento do Diabetes. Converse com seu médico para orientações sobre qual medicamento é mais indicado para sua mãe neste momento.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny de França Arruda, Médica Endocrinologista Coordenadora Médica ANAD

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se é normal fazer uma amputação no pé com retirada dos dedos, e se é normal aonde tem os pontos estar preto e um pouco com mau cheiro. Minha mãe tem Diabetes, fez a primeira cirurgia dia 29 de abril, nesse dia a amputação foi do halux, dedão do pé. Ela sentia muitas dores, voltamos para esse mesmo médico numa clinica particular falaram que era para amputar o pé no fim eles amputaram a metade do pé. Nesse momento tá preto aonde tem os pontos, falamos com o médico e ele falou isso é normal. Por favor, aguardo uma resposta urgente.

Agradeço desde já.

Elizabete Silva ,Bahia

RESPOSTA:

Prezada Elizabete,

Na minha opinião, pela sua descrição pode haver uma necrose (gangrena) da superfície da área amputada. No diabé-tico existem alterações da micro e da macro circulação. Isso pode ser a causa de não haver uma circulação adequada para a cicatrização da área operada. O ideal é você retornar com o médico (preferencialmente um cirurgião vascular) para ele avaliar a melhor situação.

Atenciosamente,

Dr. Guilherme Yazbek ,Médico Vascular

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PERGUNTA:

Olá, sou diabética tipo 1 há 13 anos. Atualmente, tenho viajado para o exterior frequentemente a trabalho. As viagens costumam ser longas, em torno de 14-15 horas dentro do avião. Gostaria de saber quais os riscos para um DM1 ao enfrentar esses tipos de viagem. Como sempre são à noite, nunca consigo me movimentar a cada 2 horas como indicado.

Atenciosamente,

Raquel Melo, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Raquel,

Quando falamos em viagens longas (>10 horas) devemos nos preocupar com o risco da Trombose Venosa Profunda (formação de coágulos nas veias) que pode evoluir para Tromboembolismo Pulmonar (coágulo se desprende e oclui um vaso no pulmão causando um quadro clínico de maior gravidade). O Diabetes não é um fator de risco direto para a ocorrência da Trombose VENOSA, mas a viagem longa parece ser. A Organização Mundial da Saúde acredita que pode haver essa relação de maior risco e orienta aos pacientes medidas simples a fim de evitar a imobilidade durante o vôo e a desidratação. Durante o vôo, caso você não tenha outros fatores de risco, como Câncer, episódios de TVP na família, Varizes, Gravidez, Obesidade, o uso de uma meia elástica de média compressão além de tomar bastante líquido e movimentar as pernas vão evitar a formação de coágulos. Evite a bebida alcoólica que pode causar desidratação.

Dr. Guilherme Yazbek, Médico Vascular

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PERGUNTA:

Meu marido tem Diabetes tipo 2, perdeu muita massa muscular porque não estava se alimentando bem. Tinha o hábito de beber e passou por uma cirurgia em janeiro desse ano da qual está em recupera- ção. Embora seus exames de sangue estejam bons e, a princípio, ele está tendo uma dieta dentro das recomendações, ele tem se queixado de muita dor muscular e fraqueza. Levanta à noite e bebe refrigerante (zero) e come biscoitos ou bolo que não são diet. Está fazendo Pilates há dois meses e ainda não vimos melhora. Gostaria de saber se esse hábito pode estar contribuindo com esse quadro.

Obrigado.

Maria do Carmo Ramaldes ,Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezada Maria,

Não é possível dizer que esses hábitos alimentares são os causadores dos sintomas de fraqueza e dor muscular. O que é possível dizer é que se tratam de maus hábitos de alimentação. Ele deve procurar o endocrinologista responsável por seu tratamento e expor as queixas. Dor muscular e fraqueza podem ser sintomas de neuropatia diabética, obstrução arterial ou venosa ou mesmo pela perda muscular referida. Deve ser investigado.

Sem mais,

Dra. Débora M. Nazato ,Médica Endocrinologista da ANAD

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PERGUNTA:

Sou diabética há 28 anos, uso insulina Lantus e Apidra diariamente. Posso usar Linagliptina junto com insulina? Minha mé- dica quer fazer uma experiência e eu estou receosa. Uso 10mg de Ramipril todos os dias, mas graças a Deus meus rins estão bons. Aguardo resposta.

Grata,

Withmary Lacerda ,Bahia

RESPOSTA:

Withmary,

Se você não possui nenhuma contra-indicação para o uso desta classe de medicamentos, em princípio não há problemas. Medicamentos da classe da linagliptina tem um mecanismo de ação diferente da insulina, e se pode conseguir com seu uso, um melhor controle dos níveis glicêmicos. Caso sua médica tenha feito toda avaliação e você não apresente contra-indicações, pode ser uma boa opção para melhorar sua glicemia. Converse outra vez com sua mé- dica, peça a ela para lhe explicar outra vez os motivos para introdução destes medicamentos e tire todas suas dúvidas. E nunca tome nenhum medicamento sem orientação médica.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny França Arruda, Médica Endocrinologista Diretora Médica ANAD

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PERGUNTA:

Boa Noite! Meu filho tem DM1. Faz uso da insulina humana NPH. Seu exame de hemoglobina glicada deu um resultado de 7,8. Sua idade é de 8 anos e cinco meses. Gostaria de saber se pela idade dele esses valores estão muito altos.

Obrigado!

Marcelo Silva ,São Paulo

RESPOSTA:

Marcelo, Populações específicas como crianças e idosos devem ter sempre seus alvos glicêmicos individualizados de acordo com idade e suas características clinicas. A American Diabetes Association recomenda diferentes metas glicêmicas de acordo com a idade da criança. Crianças de 6 a 12 anos, faixa onde se enquadra seu filho, têm como alvo, hemoglobina glicada de até 8%. Para essa idade a recomendação de glicemia capilar antes das refeições é de 90 a 180 mg/dL e antes de dormir de 100 a 180 mg/dL. Portanto, o valor de 7,8% que seu filho apresenta parece adequado. Entretanto, é extremamente importante que a hemoglobina glicada não seja o único parâmetro utilizado para avaliar o controle. Como o valor deste exame é uma “média” de todas as glicemias nos últimos 3 meses, se olharmos isoladamente seu valor, sem analisar os valores de glicemia capilar podemos erroneamente dizer que o controle está bom, quando na verdade não está. Por exemplo: uma criança de 8 anos apresenta hemoglobina glicada de 7,5%. Está boa? Depende. Como estão as glicemias dela? Ela apresenta frequentes hipoglicemias e frequentes hiperglicemias? Num mesmo dia apresenta glicemia de 400 e de 40mg/dL? Portanto, apesar do valor de hemoglobina glicada estar bom, o controle glicêmico desta criança não está, na verdade esse valor de hemoglobina glicada é enganoso. Então, para dizer se esse valor do seu filho está realmente bom, temos que olhar as glicemias capilares dele também. O valor de 7,8%, associado a valores glicêmicos estáveis, sem grandes flutuações, hipoglicemias e hiperglicemias esporádicas, sim estaria bom. Mas se o 7,8% estiver associado a grandes flutuações glicêmicas, ou seja muitas hipos e hiperglicemias, podemos dizer que seu filho não apresenta um bom controle apesar de glicada num valor adequado. A individualização das metas para cada paciente de acordo com suas características clinicas também é muito importante. Se uma criança tem tendência a hipoglicemias, podemos elevar seu alvo de hemoglobina glicada para que apresente um controle mais estável. Por outro lado, se é uma criança com glicemias bem estáveis, poucas hipoglicemias, podemos usar como meta valores mais baixos de glicada, como 7,5%, desde que não aumente o número de hipoglicemias.Em resumo, o valor da hemoglobina glicada não deve ser o único parâmetro de avaliação. Isoladamente pode nos induzir ao erro e considerar que um paciente tem controle glicêmico adequado quando na verdade não o tem. Devemos sempre analisar o controle de glicemia capilar em conjunto com o valor da hemoglobina glicada para determinarmos se o paciente está adequadamente controlado ou se precisamos fazer mudanças em seu tratamento.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda ,Médica Endocrinologista Diretora Médica da Anad

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PERGUNTA:

Olá! Gostaria de saber se a diferença das insulinas NPH/N e a Detemir é apenas o tempo de efeito ou não há diferença entre as duas, só o nome cientifico? Desde já sou grato!

Abraços,

Joel Jorlheu , Paraná

RESPOSTA:

Sr. Joel,

A diferença entre a Insulina NPH/N e a Detemir é a seguinte. A Insulina NPH é a cópia, por processo de engenharia gené- tica, igual a Insulina humana natural, feita pelo processo de DNA recombinante, em que se induz uma micro bactéria a produzir esse tipo de molécula. Ela vem misturada com um solvente “neutral protamine”, descoberto pelo cientista Hagendor, por isso leva o nome da NPH, conferindo uma ação mais prolongada com pico de ação em torno de 8 a 10 horas e duração de 16 a 18 horas. As pesquisas tem sido direcionadas para Insulinas que tenham maior tempo de ação, 24 horas ou mais, permitindo uma aplicação diária, sem picos acentuados de ação, evitando-se hipoglicemias. A Detemir é uma dessas Insulinas que através de uma modificação na molécula, apresenta uma maior estabilidade e menor variabilidade, e por isso denominadas Insulinas basais. Na mesma categoria se enquadra a Insulina Glargina. Como são moléculas modificadas são, denominadas análogos da Insulina humana, que pelas suas características farmacocinéticas, conferem um melhor controle da glicemia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Olá! Tenho DM2 sob controle e não sou obeso. Desculpe o desabafo e o palavreado, mas estou De SACO CHEIO de ir a alguns restaurantes, bares e recentemente a algumas festas juninas onde não tem refrigerante zero. Quando peço e dizem que não tem, ainda tenho que escutar piadinhas do tipo “Está de regime?” ou “Você não precisa!” E aí eu tenho que dizer que sou diabético. Não tenho vergonha disso, mas é constrangedor, pois o cidadão comum já olha diferente, como se eu tivesse uma doença contagiosa. Num país com tantas leis contra o preconceito e favoráveis às minorias, não estaria na hora de criar alguma campanha de conscientização ou até mesmo uma lei que obrigasse a ter bebidas sem açúcar? Conto com sua atenção!

Um grande abraço!

Roman , São Paulo

RESPOSTA:

Olá Roman,

Estou de pleno acordo com você. Campanhas de conscientiza- ção não obrigam, mas leis sim. Desta maneira é que consegui a aprovação da lei 11347 de 30 de setembro de 2006, que assegura a todos os brasileiros com Diabetes o tratamento e insumos para controle da doença. Assim surgiu a farmácia popular, por obrigação e não por iniciativa dos senhores governantes. Vou entrar em contato com algum Deputado Federal para solicitar um projeto de lei que obrigaria onde se vende refrigerantes normais a ter zero ou diet.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Estou tomando Glimipimida 4 mg, Metformina 850 mg, um comprimido 3 vezes ao dia. Minha glicemia está descontrolada, Hemoglobina Glicada de 9%. Meu médico prescreveu insulina e manteve os outros medicamentos.

Olavo Santos ,Ceará

RESPOSTA:

Prezado Olavo,

O fato de seu Diabetes estar descompensado é uma indicação para insulinoterapia, que pode ser por um prazo definido, ou com terapia constante, dependendo da resposta de seu organismo. Havendo melhor controle da glicemia e redução da hemoglobina glicada, e em comum acordo com seu médico, você deverá fazer a diminuição da Metformina e até a retirada da Glimipirida. Lembro que as quantidades de insulina deverão ser variáveis, de acordo com a sua glicemia capilar, aumentando e diminuindo conforme a glicemia suba ou baixe. É o que chamamos de titulação de insulina. Bom controle e um abraço.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Meu irmão está tomando insulina Lantus, mas como é muito caro, não está dando. Posso trocar pela NPH, que é distribuída na farmácia popular?

Noemia Sandrini , Rio Grande do Sul

RESPOSTA:

Cara Noemia,

Antes de interromper o uso da Lantus, entre em contato com o laboratório Sanofi, pois agora eles dispõe de um programa para auxiliar pacientes no seu caso. Ligue no 0800 11 9020 e se informe. A passagem da Lantus para NPH, é possível mas depende de indicação médica, visto que na mesma quantidade de unidades de Lantus, você deverá aplicar de 3 à 4 vezes ao dia, doses fracionadas da NPH.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Sempre tive a ANAD como uma bússola moral, por isso gostaria de um parecer sobre essa matéria “Um novo tipo de doença é causada por aspartame”, para mim a falta de fontes caracterizou como alarmismo.

Desde já agradeço

Krishna Caramori ,São Paulo

RESPOSTA:

Olá Krishna

O artigo foi escrito sem nenhuma base de conhecimento, aborda e mistura conceitos. Os sintomas alegados são comuns à maioria das doenças como obesidade, Diabetes e outras, nas pessoas que consomem os adoçantes artificiais. Devo lembrar que hoje o maior consumo destes é de um ado- çante de sucralose, cuja maté- ria prima é o açúcar da cana, e a stevia que também é natural. As misturas de adoçantes são pelo contrário mais interessantes pois com quantidades pequenas de cada se pode chegar ao poder de adoçar. A adição dos adoçantes à alimentos é monitorada pelo F.D.A. Americano (Food and Drugs Administration), que como você disse da ANAD, é também a bússola moral e científica da medicina e dos medicamentos. O artigo é sim alarmista, inconsistente, sem base científica, e extremamente distorcido, e a meu ver não merece nenhuma credibilidade.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Olá pessoal da ANAD,

Vocês poderiam me esclarecer e orientar por favor.Tenho Diabetes já há 10 anos e há pouco comecei a tomar Insulina NPH. Ocorre que a glicemia continua instável e à noite tenho tido hipoglicemia. Já cheguei a desmaiar. Até eu conseguir uma nova consulta demora muito e minha situação está difícil, portanto espero que me ajudem a melhorar.

O que devo fazer.

Parar a insulina?

Voltar aos comprimidos?

Aguardo. Obrigado.

Roger Vieira, Mato Grosso do Sul

RESPOSTA:

Prezado Roger,

Você forneceu muito pouca informação para que possamos lhe orientar corretamente. Você deve procurar um Pronto Socorro para receber orientação imediata. De qualquer forma movimente bem o frasco de insulina pelo menos 20 vezes para homogenizar antes da aplicação. Veja se a dose que está tomando não precisa ser dividida,cedo e às 22 horas. Verifique se não está fazendo exercícios exagerados e se está cumprindo o horário correto das refeições etc. Um abraço,

Dr. Orsine Valente , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho 45 anos e Diabetes há 15 anos. De uns tempos para cá comecei a ter dificuldades de ereção e ultimamente piorou a ponto de não mais conseguir ter relações sexuais. Isso está criando sérios problemas com minha esposa e afetando meu casamento. Gostaria de saber se isso é reversível, se há tratamento. Quem devo procurar? Qual remédio tomar? Enfim, por favor me orientem, pois estou desesperado!!

Conto com vocês.

Obrigado. J.J.S.S, São Paulo

RESPOSTA: Olá, J.J,

A dificuldade de ereção acomete muitos homens, chegando a atingir metade daqueles em idades entre 50 e 70 anos. Está associada à diversas condições como tabagismo, obesidade, Diabetes, hipertensão, problemas vasculares, andropausa, doenças neurológicas e cirurgias prévias do intestino grosso, reto e próstata. Dois em cada três homens com Diabetes podem sofrer de disfunção erétil. O Diabetes pode causar lesão dos nervos (neuropatia diabética) e dos vasos sanguíneos (arteriosclerose) que levam o fluxo sanguíneo ao pênis. Outra situação mais comum em portadores de Diabetes que pode estar associada à dificuldade de ereção é o hipogonadismo masculino ou andropausa, caracterizado por níveis baixos de testosterona no sangue e que corresponde à menopausa na mulher. O primeiro passo a ser dado é discutir com o urologista ou endocrinologista sobre a sua dificuldade de ereção. É necessário realizar alguns exames para diagnosticar a causa do problema.

A disfunção erétil pode ser tratada e a sua vida sexual voltar ao normal.

Abraços,

Dra. Karla Mello ,Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados Senhores,

Preciso de ajuda!

Sou diabético (mal controlado) e obeso. Por essa razão tenho inúmeros problemas: dificuldade para andar e respirar, problemas cardíacos e vasculares, além de dermatológicos, impotência, formigamento, problemas de estômago, entre outros. Ouvi falar da cirurgia bariátrica e gostaria de saber se posso fazer e se com ela conseguirei diminuir alguns de meus problemas. Por favor me expliquem onde e como procurar essa ajuda.

Obrigado ,

Joaquim Antunes ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Joaquim,

A cirurgia bariátrica pode promover uma combinação de redução de peso com melhora do controle do Diabetes e outras doenças, como excesso de colesterol e hipertensão. Os resultados são melhores em pessoas mais jovens e com pouco tempo de Diabetes. Além disso, a presença de problemas cardíacos, renais e outros podem ser empecilhos para a execução de cirurgias que não sejam emergenciais, como a própria cirurgia bariátrica. Sendo assim, cada paciente deve ser avaliado para saber se os potenciais benefícios poderão superar os riscos da cirurgia.

Prof. Dr. Bruno Geloneze Neto ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde! Meu marido gostaria de me presentear com uma viagem para Bariloche, no inverno, para conhecermos a neve e esquiarmos. Estou com medo que seja perigoso para meus pés, devido ao Diabetes Tipo 1. Peço orientação. Abraços e obrigada!

Francine Turolla Ferrarini ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Francine,

o mais importante é a prevenção, que deve já fazer parte de sua rotina. Você deve sempre fazer o auto-exame dos pés, ou seja, verificar seus pés frequentemente em busca de “frieiras” (micoses), “rachaduras” (fissuras), calos ou “machucadinhos” (lacerações/ulcerações), além de manter seus pés sempre limpos, sem umidade e hidratados. Secar muito bem os pés após o banho, usar hidratantes específicos para indivíduos com Diabetes, além de meias adequadas, que possibilitem a ventilação, não apertem, nem machuquem. A escolha do sapato também é importante. Você deve evitar sapatos que apertem, machuquem, tenham pontos de pressão como costuras que possam machucar seus pés. Seu médico deve examinar seus pés, verificar sua sensibilidade, buscar por micoses, fissuras e ulcerações. Você deve também dar preferência a um podólogo especialista em Diabetes do que uma manicure, pois o podólogo está apto a tratar calos adequadamente e cortar suas unhas da maneira correta. Estar com os pés saudáveis é o primeiro passo para você não ter problemas durante sua viagem à Bariloche. Em relação à viagem em si, você deve ter alguns cuidados: • sapatos adequados: se estiver nevando ou chovendo, não use tênis ou nossas lindas botas de couro brasileiro. Estes calçados não são impermeáveis, a umidade irá se infiltrar, seus pés ficarão úmidos e frios, o que poderá levar a lacerações da pele, bolhas, possíveis infecções e ulcerações. Existem botas específicas para neve, impermeáveis e emborrachadas, forradas por dentro e quentinhas, mas aqui no Brasil são caras e difíceis de encontrar. Você pode comprar facilmente estas botas em Bariloche ou usar aquelas galochas de chuva que encontramos para comprar aqui no Brasil. O importante é que o calçado mantenha seu pé absolutamente seco e confortável. Seu calçado e suas meias devem ser confortáveis, não devem ter pontos de pressão que machuquem seus pés. • se for esquiar: em Bariloche a maioria das pessoas opta pelo aluguel de botas de ski. Não há problema em você usar botas alugadas, mas deve verificar se estão limpas e também que estejam confortáveis, novamente prestando atenção se há pontos de pressão que possam machucar seus pés. • meias: não precisa ficar com medo de passar frio nos pés. Um erro comum das pessoas que vão para lugares frios e com neve é calçar várias meias para “o pé ficar quentinho”: meia calça, meia de lã, meia de algodão, uma em cima da outra… Seu pé ficará muito quente, você irá suar nos pés o que levará à umidade, além da fricção exercida pelas várias meias, que pode levar à formação de bolhas e lacerações. Use apenas UMA boa meia quente, de algodão respirável. É importante ter uma meia de qualidade, indicada para o frio, quente, porém respirá- vel e de preferência sem costuras. Seu pé ficará quente se estiver com uma boa meia e seco dentro de uma bota emborrachada impermeável. Se mesmo com todos estes cuidados você apresentar alguma ulceração nos pés, procure orientação médica. Em Bariloche há postos médicos para atendimento dos turistas, mas vale à pena sempre viajar com um seguro saúde internacional para algum caso de emergência.

Boa Viagem!

Dra. Vivian Fanny de França Arruda, Médica Endocrinologista Diretora Médica ANAD

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PERGUNTA:

Doutores da ANAD

Por favor, poderiam me explicar o que é hipogonadismo?

Obrigado.

Amélio de Freitas ,Paraná

RESPOSTA:

Prezado Amélio de Freitas,

Hipogonadismo significa deficiência de função das gônadas masculinas (testículos nos homens) ou femininas (ovário nas mulheres). Portanto qualquer doença que atinja estes órgãos pode torná-los deficientes e provocar um quando de hipogonadismo. Diferentemente dos homens as mulheres tem na menopausa uma parada da função hormonal levando-as a um quadro de hipogonadismo. Porém com os homens não ocorre isso na andropausa, mas existem situações que fazem os testículo não produzirem ou produzirem insuficientemente a testosterona que é o hormônio masculino. Antes dos 60 anos até 5% dos homens podem sofrer de hipogonadismo por razões diversas (traumatismos, infecções, hipertensão, Diabetes etc…) e depois de 60 anos até 20% dos homens podem sofrer de hipogonadismo. Daí se conclui que 80% dos homens mantém as taxas hormonais dentro dos valores normais até o final da vida. Concluindo o hipogonadismo no homem provoca sintomas sexuais (queda da libido ou desejo sexual e disfunção erétil) e sintoma gerais como apatia, desânimo, raciocínio lento, irritabilidade, perda da massa óssea e muscular, anemia etc..

Um forte abraço,

Dr. João Afif Abdo, Médico Urologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber como consigo me cadastrar no transplante de pâncreas, pois tenho Diabetes Tipo 2, e os remédios não estão mas abaixando a glicose.

Ana Valeria Milioli ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Valeria,

Os transplantes de pâncreas são só para pacientes tipo 1 e raramente indicados para pacientes tipo 2. Se a medicação usada não está controlando a sua glicemia, você deve procurar um endocrinologista, que certamente, com o uso de Insulina, adequada a seu caso, conseguirá esse resultado. Lembro que o transplante é uma cirurgia de alto risco e com uso de imunossupressores pelo resto da vida.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi gostaria de saber quais níveis glicêmicos são considerados aceitáveis para uma pessoa com Diabetes antes e depois das refeições.

No mais muito obrigado.

Wesley ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Wesley,

Os níveis de glicemia aceitáveis para pessoas com Diabetes Mellitus antes das refeições são de até 140 mg/dl, isto é (de preferência menos que 140) e após no máximo 180 mg/dl (preferencialmente menores). Estes níveis são importantes pois sabemos que as complica- ções do Diabetes bem como os níveis de hemoglobina glicada, estão relacionados com as hiperglicemias pós alimentares, que são sempre maiores dos que as de jejum. Considerando que temos medicamentos para o controle da hiperglicemia pós alimentação tais como Insulinas ultra rápidas LISPRO, ASPART E GUILIZINA, bem como os medicamentos orais, baseados na secreção de incretinas (inibidores da DPP4) análogos GLP-1, EXENATIDA, LIRAGLUTIDA e LIXISENATIDA). O conhecimento desses níveis poderá orientar o médico a prescrever os medicamentos adequados. Para o paciente o conhecimento de valores acima dos indicados, são alerta da falta de controle da doença.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia, Minha filha tem 4 anos e 10 meses e possui DT1 há 1 ano e meio, suas medições são complicadas devido as sinusites recorrentes. Em consulta na endocrinologista, ela recomendou que usasse Metformina 500mg à noite para melhorar a basal. Minha filha já aplica NPH 3U à noite. Será que tem perigo de hipo? É mesmo necessário este medicamento? Qual a opinião de vocês?

Obrigada,

Marcia Adriana Barnaba Amara ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Marcia,

Por motivos éticos não podemos falar sobre o caso de sua filha. Porém na literatura médica e nas Diretrizes Internacionais do Tratamento do Diabetes Tipo 1, só são recomendados Insulinas Basais e Pré -Prandiais que são chamadas de ultra-rápidas não constando o tratamento com Metformina.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Doutor,

Ouvi falar que o Diabetes leva à cegueira. É verdade? Tenho DT1 há 25 anos e notei que estou enxergando cada vez pior e estou com medo. Por favor, me diga o que devo fazer. Tem algum exame, algum remédio? Posso melhorar? Preciso de ajuda por favor.

Obrigado! Jonas dos Santos ,Piauí

RESPOSTA:

Caro Jonas,

Sim, é verdade que Diabetes pode cegar. Mas com os recursos atuais ela é evitável em 90% dos casos.Todo diabético deve fazer um exame de fundo de olho, com as pupilas dilatadas, ao menos uma vez ao ano. Vários exames são usados para isso como a Oftalmoscopia indireta, mapeamento de retina, retinografia e outros. Com este exame, médico se consegue avaliar o risco de perda da visão e orientá-lo. O tratamento mais eficaz é o próprio controle do Diabetes e pressão arterial. Por vezes é necessário fotocoagulação à laser ou utilização de medicamento intra-ocular. Estas indicações dependem do resultado do exame do fundo de olho. Mas a causa mais comum de baixa de visão no diabético é alteração de grau de óculos. O açúcar que você mede no sangue, está também em vários lí- quidos do corpo. No caso dele estar alto no olho, a alteração no grau dos óculos é comum.

Portanto o que você deve fazer:

• Procure um oftalmologista para fazer o exame de fundo de olho.

• Leve seu último exame de sangue que tenha o exame de HEMOGLOBINA GLICADA.

Pergunte qual o risco de perda da visão e se o grau dos óculos está de acordo.

Lembre-se, todo o tratamento do Diabetes começa com um bom controle da glicemia.

Bom controle,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Boa tarde meu nome é Maria de Lourdes, sou enfermeira obstetra, gostaria de saber se vocês tem dados estatísticos sobre incidência da Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil e no mundo.

Desde já muito obrigado pela atenção.

Maria de Lourdes Pires Dias Rossatto,São Paulo

RESPOSTA:

Sra. Maria de Lourdes,

A prevalência de Diabetes gestacional é muito variada por que os critérios diagnósticos são diferentes em muitos locais do mundo e no Brasil. A partir de 2010 a American Diabetes Association e a Sociedade Brasileira de Diabetes adotaram critérios mais rigorosos com valores no teste de tolerância a glicose de Jejum = ou maior que 92, 30 minutos = ou maior que 180 mg/dL e aos 120 minutos = ou maior que 153 mg/dL, sendo feito o diagnóstico de Diabetes gestacional com um valor alterado neste teste, que deve ser realizado em todas as gestantes entre 24 e 26 semana de gestação. O uso deste critério faz com que a prevalência de Diabetes gestacional seja de 17 a 18 % de todas as gestantes.

Atenciosamente,

Dr. Airton Golbert , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Medi minha pressão, estava 10×6. Fiz uma caminhada de 3 km, e ela baixou para 10×5.

Como devo interpretar este fato?

Eunice Moreno de Medeiros , Goiás

RESPOSTA:

Prezada Eunice,

Interprete este fato como absolutamente normal. Com esta pressão você é uma candidata a centenária!

Um abraço,

Dr. Orsine Valente ,Médico Endocrinologista

 

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se o uso do remédio Glicamin, leva ao aumento de peso e à aplicação de insulina, pois tem 02 meses que fui diagnosticado com DM2, comecei a fazer meu tratamento com esta medicação 03 vezes ao dia antes do café; do almoço e do jantar, graças à Deus estou controlando, mas fiquei assustado com esta informação que surgiu a respeito do Glicomim (Glibenclamida 5mg).

Desde já grato pela atenção, aguardando anciosamente pela resposta. Grato,

Alexsandro Pinheiro Lopes ,Amapá

RESPOSTA:

Caro Alexsandro,

O uso da Glibenclamina vem sendo feito com relativo sucesso há muitos anos em todo mundo. Alguns pacientes tem maior dificuldade de perder peso usando este medicamento caso o controle do Diabetes esteja bom. A progressão para o uso futuro de insulina esta principalmente ligado a um descontrole do Diabetes. Controlando bem o Diabetes, com qualquer medicamento pode evitar ou atrasar a progressão para o uso de insulina. Nossa sugestão será observar o controle do Diabetes e do peso. Se tudo estiver bem, então você pode e deve manter a medicação atual.

Prof. Dr. Bruno Gelonese Neto, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber como andam as pesquisas para uma eventual cura do Diabetes, ou ainda, se existe alguma inovação em relação a remédios substituíveis à aplicação de insulina. Tenho um filho com 22 anos portador da DM1. A gente ouve falar tanto em “descobriuse a cura”, mas ainda em fase de testes, vai demorar anos para a implantação…

Grato,

Jamir Ferreira Mendes, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Jamir,

Não existem remédios para substituir as insulinas no DM1. O que existe é cada vez mais o aprimoramento de novas insulinas no sentido de imitar o que o pâncreas natural faz que são os tipos de secreção basal e bolus. Estas insulinas tem menor variabilidade glicêmica e mais segurança com menos possibilidades de hipoglicemia. O que está em evolução são sistemas de infusão contínua de Insulina, acoplado a monitores de Insulina, chamadas Bombas de Infusão, que imitam o funcionamento do pâncreas natural, mas são manuseadas manualmente nos “bolus” pré alimentação. A evolução desse sistema, já em pesquisa, é para um aparelho único que faça as infusões automaticamente, de acordo com as glicemias, e aí chegamos ao Pâncreas Artificial.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Como os diabéticos em viagem devem fazer para adquirir insulina nos Estados Unidos. A referência é universal para o tipo e dosagem? É necessária apresentação de receita? Que locais comercializam a insulina por lá?

Obrigado.

Robson toledo ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Olá Robson Se você for ficar por pouco tempo, aconselho levar o suficiente para sua estada e mais 10 dias de reserva, pois às vezes tem situações imprevisíveis. Se for ficar mais tempo, meses, você deverá ter um seguro saúde que permita consultas para obtenção da receita pois lá não se compram medicamentos, como insulina, sem a receita. Aconselho levar uma declara- ção em inglês de sua condição de diabético e que seus equipamentos são de utilização para insulina.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Eu uso duas insulinas (Lantus, Apidra) e quero saber se eu posso aplicar as duas de uma só vez (misturar as duas)? Obrigado.

Felisberto Pinto , Bahia

RESPOSTA:

Olá Felisberto

Não pode misturar nenhuma Insulina com a LANTUS. Tem que fazer aplicações separadas. A desvantagem da 2ª aplicação é compensada pela possibilidade de você variar de acordo com a amostragem da glicemia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de uma explicação: minha avó é diabética e fez um exame de glicemia em jejum que deu 132, depois tomou café e fez pós prandial e deu 98. Como pode a glicemia pós prandial dar mais baixa que a de jejum. Vocês podem me explicar?

Adson Mendes , Paraíba

RESPOSTA:

Olá Adson,

Possivelmente os medicamentos anti-diabéticos tomados antes ou após o café da manhã fizeram efeito o que explica os valores de glicemia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho 59 anos, portadora de Diabetes. Após infarto com 5 safenas e 4 mamá- rias, muito tempo em coma na UTI, não posso tomar metformina 850, a doutora endocrinologista receitou Glucovance 500/5 e trayenta 5mg. Não posso trabalhar, não possuo auxílio-doença e não estou aposentada. Acredito que o governo como em todos os outros países, deveria me garantir o tratamento. Fiquei mais de 2 meses, sem tomar. Minha taxa está em mais de 439. Já vi um monte de trayenta, amostra grátis ser doado a portadores, e porque eu não consigo? Sou brasileira, sempre paguei meus impostos!

Mirian Meller, Paraná

RESPOSTA:

Prezada Mirian,

Considerando os problemas relatados, possivelmente o melhor tratamento seria através de insulina, visto sua glicemia estar tão alta. As insulinas NPH e Regulares estão disponibilizadas gratuitamente na Farmácia Popular, porém com a receita médica. Não faça auto-medicação, e sim volte ao seu médico, para discussão do assunto. Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia, ja fiz um curso que dizia que quem é diabético não pode fazer o TOTG. Agora alguns médicos estão pedindo este exame e estou com uma dúvida, diabético pode realizar o teste oral de tolerancia a glicose? Se puder quais cuidados devem ser tomados, o laboratório não é dentro de hospital? obrigada

Fabiane Fabiane S. Frade, Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezada Fabiane,

O TOTG é realizado para o diagnóstico de Diabetes e também para alguns outros diagnósticos, exemplo o da acromegalia. O exame é solicitado quando o paciente apresenta glicemia de jejum alterada e que ainda não confirma o diagnóstico de Diabetes, ou seja, glicemias de jejum entre 100 e 125mg/dl. Daí, faz-se o TOTG pra confirmar sua suspeita de Diabetes. Quando o paciente já tem o diagnóstico, realmente o exame não se faz necessário e deve-se evitá-lo. Pode ser realizado dentro ou fora do hospital.

Atenciosamente,

Dra. Débora M. Nazato , Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Descobrimos que minha mãe tem Diabetes. Está controlando mas existe um pigarro muito forte que não está deixando ela comer nada. Ela está ficando fraca pois tudo que come sente doce e não consegue engolir direito, não consegue descer na garganta. Ela tem um cuspe grosso, doce que está frequente o dia todo, causando cansaço, fadiga, mal estar, e vômitos. Fomos ao médico e ele não sabe dizer o que é.

Por favor nos ajude.

Roseclea Monteiro, Goiás

RESPOSTA :

Prezada Rosiclea,

O ideal seria examinar sua mãe. Penso que devemos inicialmente fazer exames como hemograma completo,glicemia de jejum, creatinina plasmática,TSH , TGP e urina tipo 1. Também fazer uma endoscopia digestiva alta, para se afastar hérnia de hiato e refluxo gastro-esofágico.

Leve os exames ao médico da sua mãe para que ele possa orientá-la.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Eu queria saber se diabéticos podem tomar suplementos para ficar com o corpo mais sarado eu tenho DT1 e por isso estou perguntando.

Lucas Granja de Oliveira, Bahia

RESPOSTA:

Prezado Lucas,

Depende do conteúdo do suplemento. Uma grande parte deles tem como fonte de energia carboidratos que aumentam a glicemia. Também são contra indicados os “suplementos” que possuem hormônios de qualquer tipo. Corpo sarado você vai conseguir fazendo atividade física programada por um educador físico. Discuta com seu endocrinologista o assunto.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA :

Existem no mercado insulinas pré-misturadas 70/30. No meu caso específico precisaria de uma insulina pré-misturada 90/10. Na inexistência (ou será que existe ?), posso misturar NO FRASCO as insulinas NPH e R, ambas humanas, da mesma procedência,tipo e marca? A mistura das insulinas na seringa, conforme indicado nas bulas, além de trabalhosa é prejudicada já que as seringas fornecidas deixam entrar ar e vazam pelos fundos, resultando em mistura incorreta (principalmente as que tem uma ponta no êmbolo e as importadas da China.

Agradeço de antemão a sua atenção.

Saudações.

Stanislav Skrdlik ,Rio de Janeiro

REPOSTA:

Prezado Sr. Stanislav,

As Insulinas NPH e R podem ser misturadas na seringa, e não nos frascos. A melhor adequação no tratamento é quando você varia as quantidades de Insulina a cada aplicação, conforme a sua glicemia capilar (ponta de dedo), o que confere melhor controle glicêmico. As pré misturas não permitem essas modificações e por esse motivo estão em desuso. Com relação às seringas, procure usar da marca BD e exija do governo, usando seus direitos, recusando-se a usar, seringas chinesas ou de marcas inferiores.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Pessoal da ANAD, eu sou José Truta Neto, paciente diabético tipo 2, há 30 anos, sou uma pessoa atleticamente ativa, corro, nado, bike, musculação. tenho uma alimentação saudável e tomo insulina, faço aferição da glicose dia sim dia não, já tive um quadro de hipoglicemia, trabalho com o carro dia/dia, tenho medo de ter um novo episódio de hipo. Desejo saber dessa Associação qual a sua opinião profissional sobre o uso do Gluco Watch (se no Brasil existe para comprar?) para controle dos niveis de glicose, evitando assim, situações de uma hipo ou hiperglicemia. Contando com a orientação dessa associação.

Cordialmente,

José Truta Neto ,Pernambuco

RESPOSTA:

Caro Sr. José,

As hipoglicemias são realmente indesejáveis e a maneira de evitá-las, é, antes de cada aplicação de Insulina, fazer o teste de glicemia capilar e baseado nesse valor, adequar a quantidade de Insulina que vai se auto aplicar. Este é o único meio de você controlar seu Diabetes e ter menos episódios de hipoglicemias. O gluco watch não foi aprovado pelo FDA americano por não ter precisão nos resultados.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa Tarde! Gostaria de saber, se a pessoa diabética pode fazer a cirurgia bariatrica no Brasil a partir de qual o valor mínimo do IMC? Desde já agradeço pela atenção,

Josiane Nascimento Cruz ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Josiane,

A realização da cirurgia bariátrica está bem indicada em pessoas com DM2 na presença de obesidade graus II e III, ou seja, com índice de massa corporal acima de 35 Kg/m2. Podemos chamar este grupo de pacientes como prioritários para ser selecionados para operação, em especial, quando não houver um bom controle clínico do Diabetes e na presença de outras doenças com potencial melhora com a perda de peso induzida pela cirurgia (ex. hipertensão, apnéia de sono). Nos pacientes com estas mesmas condições, mas com IMC entre 30 e 35 (obesidade grau I), é possível selecionar candidatos não-prioritá- rios, mas elegíveis que tenham um minucioso estudo metabólico com uma avaliação científica dos riscos e benefícios para ser operados. Neste caso, a seleção deve ser mandatoriamente realizada por um endocrinologista experiente no campo da cirurgia bariátrica.

Prof. Dr. Bruno Geloneze Neto, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde. Gostaria de informações sobre tratamento com injeção intra-vítrea para edema em ambos os olhos devido ao Diabetes. Existe algum lugar que possa ser feito pelo SUS na região de SP? Minha mãe precisa fazer esse tratamento e não temos condições de pagar. Aguardo.

Obrigada.

Karina Chirinian , São Paulo

RESPOSTA:

Cara Karina,

O uso de quimioterapia intra-ocular para tratamento da maculopatia diabética mostrou sua eficiência em estudos médicos, principalmente se associado a fotocoagulação. Está regulamentado em vários países, mas no Brasil os convênios ainda não estão obrigados a cobri-los. Os portadores de Diabetes têm acesso ao tratamento através de ações judiciais. Existem unidades do SUS que realizam esse tratamento. Por ser um tratamento recente, existe uma grande variedade de cobertura nos diferentes serviços, com grande possibilidade de consegui-lo, em especial nos serviços ligados às universidades. Em São Paulo, uma das alternativas é solicitar o tratamento junto à Secretaria Estadual de Saúde, que possui uma unidade (Unidade Várzea do Carmo em São Paulo-SP) que realiza esse tratamento. Você vai necessitar de um pedido médico contendo o diagnóstico da doença e indicação do tratamento; através de uma unidade pública de saúde, que tenha o programa da Secretaria Estadual de Saúde chamado CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), você conseguirá agendar o tratamento. Sugerimos que tente por mais de uma via, como por exemplo CROSS e Serviço Universitário (Hospital das Clínicas ou Hospital São Paulo). Lembramos que todo este esforço não trará resultados sem um bom controle da glicemia. Desejamos que obtenha o melhor tratamento para o seu caso.

Um abraço,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Prezados Senhores.

Vocês poderiam informar se existe algum tipo de insulina, que não provoque a hipoglicemia? Certo de suas providências, desde já lhes agradeço.

Ulisses Ferreira de Paula Filho, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Ulisses, Todas as Insulinas provocam hipoglicemia se tomadas em quantidades inadequadas. Essas quantidades devem ser ajustadas de acordo com a glicemia de ponta de dedo, feita antes da aplica- ção da Insulina. As Insulinas análogas de perfil basal, isto é, de longa duração: Glargina e Detemir, por terem picos de ação menores, levam a menos hipoglicemia. A combinação das insulinas, das quantidades e variações devem ser prescritas pelo seu médico endocrinologista.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Comecei um namoro há pouco e descobri que o meu namorado tem Diabetes. Gosto muito dele, mas ele tem problema com ereção… Quero muito ajudá-lo pois ele sofre demais com esse problema, mas o maior problema é que ele não acredita que tem solução… Como eu posso ajudá-lo? Tem solução né? Ele está fazendo uma dieta pela metade, mas não para de consumir bebidas alcóolicas… Ele parece que perdeu a vontade de viver… Me desespero em ver o sofrimento dele…. Me respondam por favor!!!

Ingrity Monteiro, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Ingrity,

O problema de ereção tem tratamento. Ele deve procurar o médico endocrinologista e discutir o assunto. A não aceitação da doença, precisa ser tratada com um psicoterapeuta. Seu apoio e compreensão e seu incentivo, serão fundamentais para ele tratar seus problemas e cuidar-se adequadamente.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi, eu tenho Diabetes tipo 1 desde os 8 anos de idade. Sei dos riscos para se engravidar, sei que a gestação tem que ser muito bem monitorada assim como a pré-gestação, quando a glicose tem que estar muito bem controlada. Queria saber se eu, sendo portadora de Diabetes posso fazer inseminação in vitro, uma vez que namoro uma mulher. Antecipadamente agradeço.

Renata Figueira Pinto ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Renata,

Você está bem orientada. O grande segredo para o sucesso da gestação em portadora de Diabetes é a manutenção da boa compensação glicêmica, tanto antes de engravidar quanto durante a gestação. É importante avaliar bem se não existe comprometimento de outros órgãos. Com relação à inseminação não há nenhum impedimento e nada tem de diferente na mulher com ou sem Diabetes. O segredo é somente estar compensada e proceder à inseminação na época da ovulação. Lembre-se de tomar acido fólico 3 meses antes de tentar a gestação.

Sucesso!

Prof. Dr. Mauro Sankovski ,Médico Ginecologista/ Obstreta

Obs.: A Anad recomenda que você seja acompanhada por um médico endocrinologista durante toda a gravidez.

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PERGUNTA:

É desaconselhável uma pessoa com alto grau de miopia fazer cirurgia de Catarata?

Ana Jonas Carmelo , São Paulo

RESPOSTA:

Pessoas com miopia maior que 4 graus têm uma chance maior de deslocamento de retina. A cirurgia de catarata aumenta esta chance chegando à +/- 8%. Para minimizar a chance de deslocamento de retina a pessoa deve fazer mapeamento de retina antes da cirurgia e 2/2 meses por período de 6 meses após a cirurgia. Outro fator é a idade; quanto mais velho, menor a chance de descolamento de retina. Portanto a cirurgia da catarata em olhos míopes não é contra-indicada, mas avaliada com maior rigor e acompanhada por ser uma cirurgia de maior risco. Atenciosamente,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftalmologista

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PERGUNTA: Descobri que tenho Diabetes há uns 2 anos e tenho dificuldade de lidar com ela, perdi muito peso e gostaria de saber como faço para ganhar peso. No momento só faço uso de remédio.

Jardenio de Sousa Gomes , São Paulo

RESPOSTA: Para ganhar peso você tem que controlar sua glicemia. Sabemos que o D.M. controlado promove a perda de peso. O uso de insulina ajuda muito na recuperação de peso e melhora o controle, porém isto deve ser orientado pelo seu médico endocrinologista.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados Diretores,

Eu sou um empresário brasileiro/alemão e Israel montando a minha companhia aqui na Alemanha. Estou interessado em montar uma parceria com vocês, porque sou diabético e também para ajudar pessoas que não tem condições no Brasil. Para isso tenho algumas perguntas cruciais:

1- Vocês só dão educação as pessoas ou dão strips e bombas aí no Brasil? Pois isso custa muito aí e as pessoas mais pobres não tem como comprar e seria isso que eu estou interessado em fazer.

2 – Vocês são focados só em São Paulo ou em todo o Brasil? Estaria muito feliz de começar uma conversa para ter vocês como partners aí no Brasil e arrecadar doações fora doar até 1% do meus rendimentos anuais a vocês se realmente forem o que eu penso.

Aguardo sua resposta inicial e obrigado.

Ricardo Saltz Gulko ,Paraná

RESPOSTA:

Prezado Sr. Ricardo,

A ANAD é uma entidade de utilidade pública, filantrópica, que além da educação promove assistência multiprofissional/multidisciplinar para os portadores e Diabetes de baixa renda. E assim, nossa entidade é uma das poucas alternativas aos portadores de Diabetes para seu tratamento correto, pois o sistema público de saúde, do qual 70% da população depende, não dá um tratamento adequado, levando aproximadamente 06 meses para marcar uma consulta. O governo distribui insulinas, após um trabalho que nossa entidade e eu pessoalmente fizemos juntos ao Ministério da Saúde, as Bombas de Insulina são distribuídas apenas por força jurídica, baseada em lei de proteção aos diabéticos que também foi aprovada após intervenção e grande esforço de nossa parte. No entanto, justamente a população mais pobre e desasistida é a que menos se beneficia dessas distribuições. Nosso foco não é apenas São Paulo, e sim temos entidades de Diabetes no Brasil todo, que estão reunidas numa Federa- ção, à qual presidimos. Considerando a excelência de nosso trabalho para os portadores de Diabetes, bem como os nossos programas de educação continuada em Diabetes para multiprofissionais da saúde do qual destacamos um Congresso anual de atualização, fomos considerados como Centro de Referência pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). Qualquer ajuda será muito bem vinda neste vasto sistema assistencial.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sobre o problema assistencial que a falta de Insulina regular pode causar.

Isabel Moutinho Diefenthäler , Distrito Federal

RESPOSTA:

A Insulina é um medicamento essencial à vida. Os portadores de Diabetes que necessitam insulina, se não tiverem o provimento da mesma, caminham para uma descompensação diabética, com graves consequências, que se não tratadas, poderão chegar ao óbito. Isto inclui não só o DM1, como também o DM2 que necessita de insulina para seu controle, visto que 30 a 40% desses pacientes, evoluem para uma falta de resposta aos antidiabéticos orais. Como sabemos existem dois tipos de Insulina, distribuídas pelo Ministério da Saúde que são NPH e Regular, sendo esta administrada para controle das hiperglicemias pós prandiais e também nas emergências e nos serviços de terapia intensiva.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Presidente ANAD/FENAD

Retorno:

Prezados Dr. Fadlo e Dra. Lilian,

Saudações!

Agradeço a colaboração prestada ao Ministério da Saúde por essa Associação Nacional. A nota elaborada pela área técnica segue referenciando a colaboração da ANAD, com assinatura do Dr. Fadlo Fraige Filho, já que as informações foram fundamentais para nossa demanda. Quando eu estiver em São Paulo quero visitá-los para agradecimento presencial.

Respeitosamente,

Isabel Moutinho Diefenthäler , Distrito Federal

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PERGUNTA:

Olá. Boa tarde.

Tenho uma gata que está com Diabetes. Tenho que administrar insulina duas vezes por dia (uma unidade internacional duas vezes ao dia). Gostaria de saber: 1º se posso reutilizar a seringa descartável. 2 Cada vez que eu preparo a insulina na seringa com uma unidade internacional e aplico na gata sobra na ponta da seringa 2 unidades, então eu uso 2 unidades na gata e jogo 4 unidades fora. Gostaria de saber se depois de aplicar a insulina (caninsulin) eu posso imediatamente retirar a agulha colocar outra e guardar na geladeira com a sobra para usar na próxima aplicação. Se puder. Quantas vezes posso o fazer o mesmo processo com a mesma seringa? Pergunto, por que não existe muita informação no meio veterinário.

Muito Obrigada.

Angela Maria Buzzato ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Angela,

Eu suponho que você esteja utilizando à seringa específica para a Caninsulin que seria U-40 e na verdade o que você tem é no canhão da agulha um espaço morto e você realmente terá perda dessa quantidade de insulina nesse espaço. Atualmente as seringas tem uma agulha acoplada à seringa onde esse espaço morto é menor, mas no seu caso a seringa recomendada tem esse incoveniente. O que eu recomendo é que você reutilize a mesma seringa que será usada no dia e para isso você pode após o uso eliminar qualquer resíduo de insulina no espaço morto da agulha, colocá-la no saco plástico, retirando todo o ar (utilize o ziploc) e deixe na geladeira para a próxima aplica- ção da noite. Não utilize a mesma seringa para os dias subsequentes. Não é recomendado tentar aproveitar essa insulina residual, pois ela pode precipitar e até entupir a agulha.Caso precise de outras orientações pode entrar em contato novamente.

Atenciosamente,

Dra. Denise Simões, Médica Veterinária

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PERGUNTA:

O diabético sua mais? Por que? Por causa da Hipoglicemia?

Jordana Augusta Gomes de Almeida , Mato Grosso do Sul

RESPOSTA:

Prezada Jordana,

Durante os episódios de hipoglicemia, a pessoa apresenta um suor frio, que termina quando ela sai desse estado. Se você sua constantemente, você deve procurar seu médico, para este problema específico.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho 28 anos e DM2. Queria saber como andam as pesquisas sobre uma possível cura do Diabetes, se existe alguma expectativa em relação a cura desse mal que atormenta tantas pessoas.

Desde já agradeço.

Elton Luiz de Souza , Minas Gerais

RESPOSTA:

Sr. Elton,

Lamento informar que embora existam muitas pesquisas no mundo sobre Diabetes, a cura ainda está longe. Em DM1, já existem drogas sendo utilizadas durante as primeiras semanas de diagnóstico, com resultados extremamente promissores na remissão da doença. O DM2 é uma doença genética, que pode ser controlada de tal forma que com dieta, e medicamentos, mantendo todos os parâmetros clínicos e laboratoriais dentro dos padrões e metas normais, você pode considerar como uma cura clínica, em que vai conviver com a doença, sem sofrer as complicações tardias.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou Roni, fui diabético por 28 anos, e devido a ter vergonha de ser diabético, evolui para hemodialise durante quase 5 anos. Cheguei ao fundo do poço. Lutei com todas as forças, e hoje não faço mais insulina e não realizo mais as sessões de hemodialise. Conto isso tudo em um livro, Os Dois Lados Da Moeda – A historia de um EX-DIABÉTICO, que originou um site www.osdoisladosdamoeda.com.br e faço palestras para DIABÉTICOS que se identificarem com minha historia, para que eles não cometam o mesmo erro que eu cometi, que não sigam meu exemplo, para não provarem da vida a doçura amarga que eu provei.

Deixo o site para apreciação e futuro contato para palestras e divulgação do meu trabalho e desde já agradeço.

Roni Schiochet , Santa Catarina

RESPOSTA:

Sr. Roni,

Parabenizo-o pelo empenho no cuidado de seu Diabetes. Seu exemplo deve ser divulgado e por tanto peço que nos envie um breve relato de sua história para publicação em nossa revista Anad Informa.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabética tipo 1. Tomava até pouco tempo 12 unidades de insulina Glargina e também insulina Lispro (conforme tabela e contagem de carboidratos). As taxas de glicose, passaram a ficar bastante alteradas. Mesmo obedecendo a dieta e fazendo exercícios as taxas continuaram alteradas e também a hemoglobina glicada. Agora a médica abaixou para 10 unidades a insulina Glargina e me proibiu de tomar a insulina Lispro,me receitando um remédio chamado Januvia (fosfato de sitagliptina de 50 mg) Ela fala para tomar esse medicamento após o jantar. Hoje já fazem 3 dias que estou tomando esse medicamento e não estou vendo a glicose abaixar .

Ieeda Coifman ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Iedda,

Por questões éticas deixo de comentar seu caso. Porém informo que as Diretrizes nesses itens indicam que o tratamento do DM1 deva ser feito com Insulinas basais (glargina, detemir, N.P.H. – 4 doses) e Insulinas ultra rápidas pré refeição, para correção da glicemia pré- prandial, adicionadas às unidades correspondentes à quantidade de carboidratos a ser ingerida na refeição. Informo ainda que os medicamentos considerados inibidores da enzima DPP4: vildagliptina, sitaglipitina, saxaglipitina e linagiptina são medicamentos aprovados pela ANVISA e FDA apenas para uso em DM2.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabético e hipertenso. Tenho 52 anos e tenho neuropatia diabética. Em pesquisa na internet tive a informação que a vitamina “COMPLEXO B” ajuda muito tomando um comprimido por dia. Gostaria de saber da veracidade desta informação e se diabético pode tomar esta vitamina. Na certeza de vosso ponto atendimento desde já agradeço.

Raul C. da Silva e Rocha , Paraná

RESPOSTA:

Prezado Raul,

A neuropatia diabética tem vá- rios estágios. Dependendo dos sintomas e da apresentação clínica, os medicamentos mais usados são: a Gabapentina, a Duloxetina, a Amitriptina etc. Não há estudos prospectivos publicados em revistas de impacto na medicina que mostraram resultados importantes com o uso de complexo B. Diabético pode tomar esta vitamina desde que a glicemia esteja baixa. A vitamina B12 é facilmente dosada no sangue. Existe também o fato de ela poder exercer um melhor por efeito placebo. As vitaminas do complexo B melhoram com certeza a neuropatia provocada pelo álcool.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados,

em virtude do contato com sites relacionados à Diabetes Mellitus, preciso dirimir uma dúvida quanto ao uso da medicação Beminal Plus e VitaTabs 50+. Ambos tem indicação para reposição e fortalecimento do organismo em geral, tendo a posologia de 01 comprimido diário.

Certo da atenção, agradeço antecipadamente.

Otaciliano Martins , Ceará

RESPOSTA:

Prezado Sr. Otaciliano,

O sulfato de zinco contido no medicamento Beminal Plus e o complexo B e ácido folico contido no medicamento Vita Tabs pode ser muito útil em certas situações como nos indivíduos desnutridos, em pós operató- rios prolongados, em alimentação parenteral prolongada sem suplementação de zinco, alcoólatras crônicos, diabéticos descompesados por tempo prolongado, pacientes idosos e muitas outras situações. Porém os pacientes diabéticos bem compensados, com orientação nutricional correta não necessitam fazer uso destas vitaminas.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente ,Médico Endocrinologista

————————————————————————————————————————————– PERGUNTA:

Eu estou com neuropatia, e foi receitado, o remédio thioctacvid 600hr. Eu acho que o remédio está me dando reação alérgica e urticária. Já tentei pedir informação com os médicos, com o laboratório, e não encontro resposta. Por favor, uma informação sobre a situação e se o remédio é de uso contínuo.

Osmarlei Rodrigues Simões Casali

RESPOSTA:

Prezado Osmarlei,

Qualquer remédio pode dar alergia, portanto é melhor suspender. O Thioctacid pode ser de uso contínuo, mas nesse caso deve ser usado por via oral. Inclusive, talvez por via oral não aconteça a alergia.

Dr. Domingos Malerbi ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA :

Gostaria de saber se pode haver reversão da hemoglobina glicada, no sangue.

Sandra Cecília Fiuza Corrêa, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Sandra,

Em termos leigos, a hemoglobina glicada é resultado de ligação da hemoglobina de nossas células vermelhas à glicose presente no nosso sangue. Quanto maior a concentração de glicose no sangue, mais açúcar está disponível para se ligar à hemoglobina e consequentemente maior quantidade de hemoglobina glicada será formada. Ou seja, quanto mais altas as glicemias de um paciente maior será o valor de sua hemoglobina glicada. A vida de um eritrócito (célula vermelha) é de mais ou menos 120 dias. Então, neste período a hemácia como que “acumula glicose”. Como o eritrócito tem essa vida de mais ou menos 120 dias, ao final deste período ele será removido da circulação sanguínea e substituído por um novo eritrócito “recém-nascido”. Este novo eritrócito passará a se ligar com a glicose disponível no sangue. Caso o paciente melhore seu controle glicêmico, ele apresentará níveis mais baixos de hemoglobina glicada. Caso, apresente controle glicêmico mais alto, terá níveis mais elevados de hemoglobina glicada. Portanto, é possível sim reversão da hemoglobina glicada, na dependência dos valores de glicemia do paciente.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda ,Médica Endocrinologista

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PERGUNTA :

Tenho Diabetes Tipo 2 há 8 anos. É muito difícil controlá-la. Tomo diariamente 2 comprimidos de metformina (850mg), 1 gliblenclamida (5mg), sinvastantina de 20 (1 comp), Diosmin para circulação e mais 20 Ui de insulina Lantus. Com tudo isso geralmente o resultado da glicemia em jejum é em média 220 a 240. Será que tem algum medicamento errado?

Maria Auxiliadora F Souza , Alagoas

RESPOSTA:

Prezada Maria Auxiliadora ,

É necessário que um médico endocrinologista a acompanhe e reveja o seu tratamento, uma vez que como está não está fazendo o efeito esperado. Pode ser que seja necessário associar insulinas ultra-rápidas antes das refeições. Mas apenas a critério do médico que a acompanha.

Atenciosamente,

Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda ,Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber como se chama o exame de vista que o diabético tem que fazer uma vez por ano. Seria pressão ocular ou tem outro nome?

Desde já obrigado.

Wilson Roberto Pinheiro, São Paulo

RESPOSTA:

Olá Sr. Wilson,

O Exame oftalmológico é chamado de Mapeamento da retina ou Oftalmoscopia indireta. Existe também a Retinografia, onde o oftalmologista além do exame, tira fotos da retina. Estes exames devem ser feitos 1 vez ao ano, sendo necessário a dilatação das pupilas.

Bom controle, um abraço.

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se posso usar insulina lantus no meu filho de 3 anos. O médico receitou mas estou com medo porque na bula fala somente crianças acima 6 anos. Tem alguma contra indicação?

Obrigada.

Rezilda Maria Fagundes Silva , Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezada Sra. Rezilda,

“O uso das insulinas sem pico de ação, como a Lantus e a Detemir não são aprovadas para criancas com menos de 6 anos, o que se lê em bula. Apesar disso, vários centros nos Estados Unidos e, até mesmo no Brasil, fazem uso das mesmas em criancas abaixo dos 5 anos. A escolha do tratamento dado ao seu filho deve ser discutida antes de iniciá-lo com o médico prescritor para que todas as dúvidas sobre o uso dessa insulina em criancas sejam sanadas.”

Dra. Debora M. Nazato Médica ,Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Sou diabética tipo II e tomo bastante anti diabéticos orais. Numa crise de tosse e dificuldade respiratória tomei LEPICORTINOLO e o açúcar subiu para além de 300 (antes do jantar) Pergunto. Como posso baixar rapidamente este valor sem recorrer à insulina (que ainda não tomei nenhuma vez)?

Agradeço antecipadamente ,

Maria Costa , Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezada Maria,

Você é diabética tipo 2 faz uso de anti diabéticos orais. O medicamento Lepicortinolo é um tipo de corticóide que tem como substância ativa a prednisolona. Este medicamento eleva as taxas de açú- car no sangue, porém você fez uso numa situação emergencial. Se necessitar continuar a fazer uso de medicamento que contenha corticóide e o açúcar se mantiver nos níveis que você chegou é necessário tomar insulina. Se for apenas uma dose e não houver continuidade deste tipo de medicamento, restringir os açucares na alimentação, caminhe bastante e aguarde que o efeito do corticóide vá diminuindo progressivamente. Se o nível de açúcar aumentar muito e aparecer sintomas de sede, vontade de beber muita água e urinar muito, procure o seu endocrinologista para orientação.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Meu nome é Millena e estou com uma dúvida, meus avós, meus pais e tios são todos diabéticos, e a dúvida que tenho é que quando fui fazer a minha curva glicêmica, aquela bendita curva que tem que tomar aquela glicose pura, estava em jejum com 94 de glicemia, tomei a glicose, e uma hora depois, morrendo de sono, parceria que estava bêbada falando com a língua enrolada, fui medir e estava 82. Porque deu essa alteração, e quero saber também porque fiquei ruim o dia todo, e no dia seguinte fiquei mole.

Grata,

Millena Fereira, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Millena,

A sua curva glicêmica está incompleta, porém o fato de na primeira hora depois da sobrecarga de glicose você apresentar um glicemia de 82 mgdl, mostra que você tem um grande aumento nos níveis de insulina no sangue. Isto costuma acontecer em pessoas que são muito agitadas ou tem um grau de ansiedade aumentada. Esta insulina elevada pode causar tontura, moleza no corpo e zumbido no ouvido. Para melhorar os seus sintomas peço que:

1. Se alimente a cada 3 horas. Faça 3 refeições maiores e 2 pequenos lanches no intervalo entre as grandes refeições. 2. Procure evitar ingestão de carboidratos de absorção rápida, como açúcar, bolo, tortas, balas, sorvetes, refrigerantes, pudins, etc.

3. Recomendo também que você faça caminhadas diárias ou outro exercício aeróbico que você goste.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi, eu tenho Diabetes Tipo 1 desde os 8 anos de idade. Sei dos riscos para se engravidar, sei que a gestação tem que ser muito bem monitorada assim como a pré gestação, quando a glicose tem que estar muito bem controlada. Queria saber se eu, sendo portadora de Diabetes posso fazer insemina- ção in vitro, uma vez que namoro uma mulher.

Antecipadamente agradeço.

Renata Figueiredo Pinto, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Boa tarde Renata,

Você está bem orientada. O grande segredo para o sucesso da gestação em portadora de Diabetes é a manutenção da boa compensação glicêmica, tanto antes de engravidar quanto durante a gestação. Avaliar bem se não existe comprometimento de outros órgãos. Com relação à inseminação não há nenhum impedimento e nada tem de diferente na mulher com ou sem Diabetes. O segredo é somente estar compensada e proceder à inseminação na época da ovulação. Lembre-se de tomar acido fólico 3 meses antes de tentar a gestação.

Abraços,

Prof. Dr. Mauro Sancovski ,Médico Ginecologista/ Obstetra

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PERGUNTA:

Olá, no exame de HbA1c de 8% quer dizer que é diabético?

Obrigado.

Guilherme Ravin, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Boa tarde, Guilherme.

Sim, a faixa para o normal vai até 5,7%, e a partir de 6,5% já é considerado diagnóstico de Diabetes, se o método de determinação for o HPLC ou equivalente.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabético Tipo 1 desde os 12 anos, há 37 anos. Há um ano tornei-me também diabético tipo 2. Sou médico há 25 anos. Estou sendo processado pelo hospital no qual trabalho (Hospital Universitário USP) porque discuti com meu chefe. O motivo da discussão foi ele ter me impedido de me alimentar em vigência de uma crise de hipoglicemia. O motivo da crise foi a introdução do hipoglicemiante oral (Metformina) quando do diagnóstico de DM2. Além do meu chefe, seis outros colegas se recusaram a me ajudar. Seria muito importante para mim entrar em contato com uma associa- ção de diabéticos que disponha de Departamento Jurídico para orientação. Já constituí advogado, mas meu endocrinologista e eu consideramos necessário um alerta à comunidade de diabéticos sobre o caso.

Vocês podem me ajudar?

Fabio Ely Martins Bensenor, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Fábio,

Quem tem Diabetes Tipo 1 não passa a ter Diabetes Tipo 2. Pode sim ter características do Diabetes Tipo 2 como a obesidade, que melhora com uso da Metformina. Na sua defesa pode constar que durante a hipoglicemia, o portador perde o equilíbrio emocional, podendo ficar agressivo. Quem toma Insulina, necessita se alimentar, além das 3 refeições principais, com 3 colações, entre as refeições. Quem nos dá suporte jurídico é a Dra. Cynthia Cury, que poderá ser contratada para orientá-lo.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezado Dr. Fadlo, bom dia.

Sabendo que durante o programa na Trianon o tempo de 30 minutos não me permitiria lhe apresentar a questão a seguir sem prejudicar outras pessoas que telefonam, eu a descrevo por escrito para que o senhor. Não fui dos primeiros a ser adepto de usar celular, mas por necessidade, comecei a usar regularmente há uns 20 anos. Nos últimos 10 anos, comecei a ter problemas na pele das 2 mãos, com predominância na esquerda, com a qual mais manuseio o celular. Eram rachaduras profundas nas pontas dos dedos e que doíam muito, bem como a palma começou a rachar, coçando e descamando. Vários dermatologistas diagnosticaram como “dermatite de contato”, e me encheram de inúmeros cremes e pomadas corticóides diversas, mas que só aliviavam para depois voltar tudo novamente. Fiz exame de alergia, cujo resultado deu reação a NIQUEL e COBALTO e a mais nenhuma outra substância. Acontece que há exatos 3 anos, na troca de aparelho celular, comecei a ler os manuais de vários deles, e num só da NOKIA havia a menção no item “MATERIAIS” que aquele modelo não continha NIQUEL na sua parte externa, justamente um dos produtos a que meu corpo reagiu. Aquilo me chamou a atenção sobremaneira, e pesquisando diretamente com os fabricantes de outras marcas, eles me informaram que TODOS OS SEUS CELULARES CONTINHA NÍQUEL EXTERNAMENTE! Eu havia encontrado a fonte dos meus problemas: era o níquel do celular que come- çou a me dar a reação alérgica nas mãos, FATO QUE NENHUM DOS INÚMEROS DERMATOLOGISTAS MENCIONOU COMO POSSÍVEL FONTE DO MEU PROBLEMA, e que acredito seja o de muitas pessoas, mas que ninguém percebeu ainda! Troquei então para o celular SEM NÍQUEL, e o problema come- çou a SE REDUZIR GRADATIVAMENTE, e agora minhas mãos estão NORMAIS, e só reagem quando uso detergente líquido para alguma limpeza.

Agradeço e aguardo.

José Luiz Pinto da Fonseca ,São Paulo

RESPOSTA:

Sr. José Luis,

Realmente as ondas eletromagnéticas do celular podem interferir em tecidos e orgãos do corpo humano, que dependem de atividade de ondas elétricas no mecanismo de funcionamento  como o coração.Discute-se muito a ação do celular, sobre a atividade elétrica do sistema nervoso central. Não existem relatos de ação sobre outros órgãos como é o caso do pâncreas. Por via das dúvidas, é conveniente não deixar o celular encostado junto ao corpo, principalmente dos órgãos referidos. Uma dica importante é usar “Viva Voz”, porque você mantém distância do celular, bem como usar fones de ouvido, na saída de som do celular e mantendo-o a distância. Com relação à sua alergia a níquel, é possível, pois os metais utilizados no celular podem ser alergênicos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se o uso contínuo de insulina prejudica o organismo. Moro na Praia Grande, tenho 63 anos e o meu Diabetes é do tipo 2 descobri há mais de vinte anos, sou magra, gostaria também de saber se ficando sócia da ANAD é vantagem pra mim que moro na Praia Grande.

Vera Lucia Silveira , São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Vera Lucia,

A Insulina é o hormônio natural de importância vital para o organismo. Aqueles que a necessitam devem usá-la continuamente e só terão benefícios. Claro que tem potencial de provocar hipoglicemia e suas consequências, porém a variação das quantidades injetadas de acordo com a glicemia de ponta de dedo, evitará a hipoglicemia e fará melhor controle da doença. Não será útil você se associar, já que não poderá participar das atividades por morar distante.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Está faltando insulina N em toda grande Belém (PA) passei cinco dias procurando em todas as farmácias populares em bairro que moro e adjacências, só hoje encontrei em local bastante afastado. Meu objetivo é fazer um alerta, pois é muito preocupante a falta desse medicamento, pois acredito que não há outra alternativa para o dependente da insulina. Talvez haja outros dependentes que não conseguiram. A informação é que só tinha mais 2 frascos na farmácia onde adquiri.

Certo do atendimento, e se possível, providência agradeço.

Messias Pedro, Pará

RESPOSTA:

Prezado Sr. Messias,

O Ministério da Saúde informa que oficiou o coordenador da distribuição dessas Insulinas e diz que estão com esta crise há mais de 8 meses, mas que em janeiro regularizou e que receberam 2.800.000 frascos de NPH, o que garante o abastecimento em fevereiro/março, além do cronograma para os próximos meses.

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabética tipo-1 há 16 anos, moro na cidade de Birigui interior de SP, e estou entrando em contato com vocês devido a falta de respeito com que nós diabéticos somos tratados. A insulina nunca chega no dia certo e nem sempre é explicado o por que, pois um joga a culpa no outro .No mês passado eu procurei o Ministério Público que não ajudou em nada, pois me disseram que eu era apenas mais uma, daí eu fui na delegacia de policia e fiz um B.O e consegui. Hoje fui novamente buscar e não tinha. Todo mês é a mesma coisa e a secretaria de saúde acha que “ESTAMOS DIABÉTICOS”, mas não consegue entender é que “SOMOS DIABÉTICOS” pois há uma grande diferença entre SER e ESTAR. Gostaria que alguém fizesse algo por nós, pois aqui em nossa cidade tem a associação e quando podem doam insulina mas é muita gente e não tem para todos. Sou uma pessoa cheia de alegria e cheia de Deus no coração, mas é difícil manter a alegria de viver,quando se é dependente de algo que não depende só da gente e ser portadora de uma doença que apesar de não ter cura,mas pode ser controlada. A doença não me entristece, mas sim a falta de respeito das pessoas que deveriam zelar por mim. Espero ajuda o mais breve possível, pois pretendo conhecer todos os netinhos que ainda terei apesar do meu único filho ter só 15 anos.

Um abraço a todos e que a paz de Jesus e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Claudinéia Marques de Almeida , São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Claudinéia,

Encaminharei seu e-mail para a Secretaria de Estado de Saúde São Paulo e para o Ministro da Saúde para que eles possam nos explicar qual a razão desta situação que é a de milhares de pessoas em nosso país. Partimos de duas grandes realidades, a Insulina é fartamente produzida e o governo tem o dinheiro para sua compra. Vemos o problema como dificuldades e burocracia na administração, na gestão e na distribuição do produto.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Até quando vamos ficar sem insulina nos postos e nas farmácias? Eu pego minha insulina na rede publica e já há 2 meses… estou comprando nas drogarias, porém agora não consigo achar insulina na minha região. Isso é uma vergonha… Faço uso de Insulina NPH 100 injetável… Obrigada por receber meu desabafo… Pois não sei onde me dirigir pra fazer esse protesto…

Vera Lucia E. Oliveira Lopes ,São Paulo

RESPOSTA:

Sra. Vera,

Este é um assunto que temos notificado constantemente o Ministério da Saúde. A falta de Insulina é uma sucessão de erros burocráticos e administrativos, que vai desde a compra feita pelo Ministério da Saúde a preços aviltantes, a entregas dificultadas pelos processos de importação e liberação pela ANVISA, nos aeroportos, cujas exigências regulatórias e aeroportuárias, ultrapassam o valor pago pelo Ministério da Saúde. Como se não bastasse, existe falta de planejamento para o suprimento adequado à cada cidade, a cada Estado, aumentando esta falha, os entraves administrativos na distribui- ção das Insulinas. Encaminharemos sua queixa, para o mesmo destino das anteriores, ao Ministro da Saúde.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados,

Trabalhamos com um laboratório de análises clínicas e gostaria de saber se existe algum padronização na execução no teste de tolerância oral a glicose. Conforme consulta em publicações da OMS, percebi que existe determinação somente de 2 dosagens, Jejum e 2 horas após o DEXTROSOL, acontece que como sabemos existem várias metodologia regionais que realizam diversas dosagens em até 5 horas. Quando a solicitação mé- dica descreve o número de dosagens/hora, seguimos essa indica- ção. E quando não há nenhuma descrição do tipo, qual padrão de dosagem seguir?

Grato.

Bruno Donato Vieira ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Bruno,

No teste de tolerância oral a glicose para o diagnóstico do diabetes mellitus, preconiza- -se a administração de 75 g de glicose por via oral no adulto não gestante (ou 1,75 g/kg de peso em crianças). As dosagens de glicose são realizadas em jejum e 120 minutos após a sobrecarga.

Os resultados podem ser assim interpretados:

Resultados da glicose de jejum:

• Normal: 70-99 mg/dL

• Glicemia de jejum alterada: 100-125 mg/dL

• Diabetes: maior ou igual a 126 mg/dL

Resultados da glicose duas horas após sobrecarga:

• Normal: menor que 140 mg/dL

• Intolerância à glicose: 140- 199 mg/dL

• Diabetes: maior ou igual a 200 mg/dL

Importante ressaltar que para o diagnóstico de diabetes mellitus pode ser utilizada a dosagem da glicose de jejum, o teste de tolerância oral à glicose e também a hemoglobina glicada (A1C).

No diagnóstico do diabetes gestacional também se preconiza o teste com 75 gramas de glicose oral e coleta de amostras para dosagem de glicose em jejum, 60 e 120 minutos após sobrecarga, conforme recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA) e da Associação Internacional para Estudo de Diabetes e Gestação (IADPSG).

• Jejum: maior ou igual 92 mg/dL

• 60 minutos: maior ou igual 180 mg/dL

• 120 minutos: maior ou igual 153 mg/dL

O diagnóstico de diabetes gestacional é confirmado se uma dosagem de glicemia em qualquer um dos tempos se apresenta alterada.

Atenciosamente,

Dr. Nairo Sumita ,Médico Patologista

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PERGUNTA:

Fala-se muito na cura do Diabetes Tipo 1 por células tronco. Em que estágio anda tal pesquisa? Existem outras promissoras?

Grato pela resposta.

Jamir Ferreira Mendes ,São Paulo

RESPOSTA:

“As pesquisas com células-tronco são promissoras em diversas áreas, inclusive no diabetes. O nosso centro na USP-Ribeirão Preto é pioneiro mundialmente neste tema e tem a maior experiência mundial. Nossas pesquisas atualmente foram aprovadas pelo FDA e fazem parte dela dos centros conveniados como a Northwestern University em Chicago e o Hospital St Louis em Paris. Dos 25 pacientes incluídos nos estudos clássicos, 21 pararam de usar insulina em algum momento. Os pacientes envolvidos nas pesquisas com células- -tronco são Diabéticos Tipo 1 recém-diagnosticados. É bom frisar que os estudos com células-tronco são preliminares e isto não significa cura, pois todos os pacientes devem fazer exercícios regulares, manter a dieta saudável e fazer monitorização de glicose domiciliar diária. Esperamos também em breve iniciar os estudos com pacientes Diabéticos Tipo 2.” Atenciosamente,

Dr. Carlos Eduardo Barra Couri – PhD em Endocrinologia

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PERGUNTA:

Minha mãe Vera é Diabética Tipo 2 há muitos anos e tinha sua glicose controlada por medicamentos: onglisa e glucovance . Devido a insufici ência renal, os médicos endocrinologista e nefrologista que dela cuidam, retiraram o glucovance 500/5 (tomava 3 comprimidos diários). Após uns 15 dias, teve sua glicose chegando a quase 600, necessitando ser internada para tomar soro e doses de insulina (10 u), chegando a tomar 30 u numa noite. Hoje, após 8 dias do acontecido, ainda está com descontrole da dosagem, tomando 1 onglisa (comprimido) cedo, 12 u Lantus após almoço (13h). No final da tarde (17h), ao ser feita medição glicose por aparelho, apresenta por volta de 360 a 380. O endocrinologista mandou que se desse acima de 250, devia ser aplicada dose de insulina Humalog (10 unidades). Como isso está acontecendo diariamente, toda a tarde é aplicada uma dose. Ao medirmos por volta de 21h, a glicose está em 260/280 e na seguinte, em jejum, por volta de 140/160. Estamos perdidos no procedimento pois o médico não é claro na explicação.

Como proceder?

Atenciosamente.

Luiz Carlos Degarmi , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Sr. Luiz Carlos,

Os médicos acertaram em suspender o glucovance, porque a glibenclamida e a metformina são drogas contra indicadas no diabético com insuficiência renal crônica (IRC).Ele manteve o outro medicamento e entrou com insulina Lantus e Humalog o que também foi acertado. O que acontece é que quando o paciente fica com insuficiência renal o controle da glicemia fica com muita instabilidade fazendo a glicemia subir e descer com grande facilidade. É frequente que a HbA1c fique mais elevada no diabético com IRC.Acredito que embora fique mais difícil o controle do diabetes leve a medida da glicemia capilar antes e após as refeições para o endocrinologista da sua mãe que ele dará as orientações necessárias para um controle melhor.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sofro de Diabetes há cerca de 15 anos, a principio não me cuidei bem, cheguei a taxa de 600, tomando Glifage e Glibencamida, foi quando deixei o médico particular por falta de condições financeiras e procurei o Posto de Saúde, passei a tomar insulina NPH, 40 unidades pela manhã e 30 a noite. Minha glicose ficou mais ou menos em 130 dia e noite com pequenas variações às refeições. Tive um ferimento no tornozelo durante 4 anos numa área de + ou -15cm diâmetro, por 2ml. Com muito sacrifício fechou, porém a pele muito seca e nesta perna eu tenho um edema que quando ocorre e incha geralmente abre fendas de 2 cm e passa semanas para cicatrizar, se uso papaina, age, nebacetin ou hidratante a pele abre mais. Mostro aos mé- dicos do posto de saúde eles e olham e calam. Comecei a aplicar sangue da veia no músculo e aconteceu o seguinte após 3 meses, minha pressão que era altíssima 18 x 11 e só controlada com arenorese de 100 aí ela permanecia 13 x 8 ou 9, baixou de repente para 12 x 7,5 – 8 e se eu tomar pelo menos meio ou um quarto do atenorese ela cai muito, então me limito a monitorar 2 vezes dia a insulina tive que parar e minha glicose come- çou a cair para 62 – 70 e eu tinha hipoglicemia, hoje controlo com 3 glibencamida dia. Acontece porém que neste intervalo, eu há 5 anos fiquei com deficiência de ereção e há dois fui acometido do que eu penso ser uma neuropatia, pois apesar de se pisar em um grão de areia dói bastante os pés, os pés os mesmos são dormentes e agora de um ano para cá quando deito parece que alguém aperta meus pés e tornozelos. Gostaria que me orientassem qual a especialidade eu devo procurar, um neurologista, ou angiologista, pois os endocrinologistas por quem passei 4 de bom nome, pouca atenção me deram e no serviço público tenho que esperar meses. Para os senhores terem uma idéia quando procurei ajuda do urologista eu tinha 60 anos e ele perguntou o que eu queria, diabético, gordo e velho, que ele não podia fazer milagres. por isto solicito sua orientação pois sou aposentado e ganho 1 salá- rio e para sobreviver conserto máquinas e geladeiras em casa, e esta dormência me deixa sem equilíbrio, e se eu for à especialidade errada vou perder no mínimo os 300,00 de consulta. Por favor, qual a especialidade que devo procurar e que aconselhamento vocês podem me ajudar a tratar melhor de minha saúde. e de sobra ainda tem o preconceito em minha casa minha esposa com receio separou de cama, copos etc.., mas isto já não me incomoda muito.

Atenciosamente,

Carlos Frederico Magdalani , Ceará

RESPOSTA:

Prezado Carlos,

Todo diagnóstico deve ser feito após exames clinico e laboratorial, no entanto o seu quadro sugere tratar-se realmente de neuropatia. Nesse caso você deve procurar um neurologista e/ou um médico especialista em dor. Porém você deve manter sua glicemia dentro de níveis aceitáveis e para tanto se faz necessário o acompanhamento contínuo com o endocrinologista.

Boa Sorte!

Prof. Dr. Domingos Malerbi , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Estou com as mãos e os pés suando muito, dor nas pernas. Posso fazer glicemia capilar no dedão da mão? Estou tomando NORTRIPTINA de manhã e a noite, mas não está resolvendo a dor nas pernas.

Glaucio , Minas Gerais

RESPOSTA:

Boa tarde Glaucio,

Aparentemente trata-se de sintomas de neuropatia diabética, até mesmo pela medicação que o senhor está em uso. Como os sintomas não estão melhores, o senhor deve procurar seu endocrinologista para reavaliar o tratamento. Quanto às glicemias capilares, o senhor pode realizar em qualquer dedo da mão.

Dra. Débora M. Nazato ,Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Tenho diabetes, desde julho e com neuropatia minhas pernas começaram a doer e inchar, passei por vários médicos, uns não tiveram coragem de falar, só dois disseram, estou com dificuldade para andar, quero saber como posso adquirir as fitas para o controle, porque eu tenho que medir o diabetes, varias vezes no dia. Eu queria saber se existe uma lei que o estado ou o município, tem obrigação de fornecer a fita, mesmo eu não tomando insulina, como faço para conseguir um documento, que prove que sou diabética?

Osmarlei R. Simões Sasali , São Paulo

RESPOSTA:

Boa Noite Osmarlei,

Você poderá sim conseguir as fitas reagentes gratuitamente, basta o seu médico preencher um relatório, fornecido pela própria prefeitura solicitando o glicosímetro, e as fitas reagentes, que serão compatíveis com o glicosímetro fornecido, alem das lancetas! Caso você não tenha este papel em especifico, esta solicitação poderá ser feita em um receituário médico comum, que deverá conter o seu nome completo, idade, ano de diagnóstico de diabetes, complicações da doença, tipo de tratamento que está sendo realizado, e a justificativa da solicitação. Ainda deverá conter o pedido do glicosímetro, e a quantidade de fitas reagentes e lancetas que serão usadas diariamente, e o total para o mês, ok? Espero que consiga o mais breve possível, para que desta forma você possa fazer de maneira adequada o controle glicêmico e o controle da doença, evitando desta forma as complicações tão temidas do diabetes.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea ,Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Adquiri o diabetes há pouco tempo, nunca passou de 101, mas a médica mandou tomar Glifage. Não sei se é Tipo 1 ou Tipo 2, não entendo nada de diabetes e como doce todo dia, não consigo ficar sem, não tenho força de vontade.

O que pode me acontecer?

Obrigada.

Darci DE Lourdes Souza ,São Paulo

RESPOSTA:

Oi Darci, boa noite,

Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, chamada glicose que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia. A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não consegue ser utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue, estamos diante do que chamamos de HIPERGLICEMIA. Diabetes é a elevação da glicose no sangue, que pode ocorrer quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune, e neste caso estamos diante do Diabetes tipo 1; os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manter a glicemia em valores normais, normais. Outra forma de elevação de glicemia, é por diabetes tipo 2, ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes, este tipo de diabetes ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora na atualidade se vê com maior frequência em jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana. Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de HIPERGLICEMIA. Por ser pouco sintomática o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro. Ou seja, como é possível observarmos em qualquer um dos dois tipos de diabetes, comer qualquer alimento contendo glicose, ou que se transforma em glicose, é incompatível com esta doença, já que estamos diante de uma patologia em que independente da causa, tipo 1 ou 2, o seu corpo perdeu a capacidade de absorver a glicose, ou por ausência de insulina total, ou por resistência a insulina, e desta forma se continuar ingerindo açucares, além do risco de coma hiperosmolar, e morte, poderá apresentar a médio e longo prazo as complicações tão temidas do mau controle glicêmico, tais como: retinopatia diabética, e risco de ficar cega, nefropatia diabética, evoluindo para insuficiência renal grave, e risco de necessidade de diálise, alto risco de doenças cardiovasculares, tais como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, que são as principais causas de morte nos diabéticos tipo 2, além do risco de neuropatia diabética e de insuficiência arterial periférica, que leva ao pé diabético em alguns casos, podendo evoluir para necrose de extremidades e até mesmo necessidade de amputação. Acho que temos motivos de sobra para que comece a partir de agora a controlar melhor esta doença tão silenciosa, mas de consequências tão graves e tão devastadoras!!

Darci, você tem diabetes tipo 2, e não deve comer NADA de açúcar em hipotese alguma.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea ,Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Prezados amigos tenho diabetes e o médico me receitou Bezafibrato 200mg Diamicrom mr 60mg. Onglysa 5mg Clifagexr 500mg. Estes medicamentos somente dois remédios que a prefeitura fornece são Onglysa 5mg e o Glifage xr 5mg gostaria de saber se eu consigo o resto dos remédios do governo.

Muito Obrigado!

Luiz Fernando Felix , São Paulo

RESPOSTA:

Boa noite, Na verdade desta lista que o senhor acabou de me descrever os únicos dois fornecidos pelo governo são Glifage XR 500mg. E o genérico do Diamicron MR, mas não o de 60mg e sim o de 30mg, então o que o senhor poderá fazer é pedir ao seu médico que coloque o nome genérico do Diamicron, ou seja, GLIGAZIDA 30mg, e o senhor pode tomar dois comprimidos , ok? E mais o GLIFACE XR. Os outros medicamentos são muito importantes para o seu tratamento, são essenciais, mas infelizmente não estão na lista do governo de fornecimento!!

Espero ter esclarecido a sua dúvida.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea ,Médica Endocrinologista da Anad

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PERGUNTA:

Bom dia.

Minha avó tem Diabetes Tipo 2, tem 66 anos, e o médico que a acompanha há algum tempo receitou a ela para usar insulina. Antes de começar o tratamento, ela foi procurar outro médico para confirmar o uso. Este segundo médico também indicou o uso, porém com uma outra insulina. Qual a diferen- ça entre a insulina Levemir e a insulina Lantus?

Agradeço a atenção.

Thainá , Rio Grande do Sul

RESPOSTA:

Prezada Thainá,

Ambas são de uso adequado no Diabetes Tipo 2, sendo que a Lantus é para ser prescrita uma vez ao dia e a Levimir às vezes necessita 2 aplicações, dependendo da quantidade necessária para o controle do Diabetes. Assim sendo a LANTUS é de uso mais prático e mais fácil adequação de Insulina aos níveis de glicemia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho,  Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia,

como comprar remédios mais baratos como Diamicron e Glifaje pois sou aposentado esta muito caro.

Vitor Claudionor , Bahia

RESPOSTA:

Prezado Vitor,

O Glifage 850mg você pode ganhar gratuitamente no “Balcão da Farmácia Popular” dentro das grandes redes: Drogasil, Drogaria São Paulo, Droga Raia, e outras. Leve receita médica recente (até dois meses), carteira de identidade (RG) e CIC. Com relação ao Diamicron não está disponível na Farmácia Popular, mas se você não tem recursos, peça para seu médico trocar por outro disponível na “Farmácia Popular” ou genérico.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho , Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá gostaria de tirar uma dúvida. O que retinopatia diabética proliferativa Leve/Moderada. Fique assustada com esse resultado pois há seis meses não tinha.

Obrigada.

Marlene de Souza Moura , Bahia

RESPOSTA:

Cara Marlene,

O termo correto é Retinopatia Diabética não Proliferativa Leve. A Retinopatia Diabética é dividida em 4 categorias: Impossível classificar, Ausente, Não Proliferativa e Proliferativa. Na ausente não há subdivisão, na Não Proliferativa existem 3 sub-divisões: leve, moderada e severa; na Proliferativa mais 3 sub-divisões: Proliferativa, Proliferativa de risco e Proliferativa de alto risco. A cada nível de classificação a chance de cegueira duplica. No seu caso Retinopatia Diabética Não Proliferativa Moderada Leve e Retinopatia Diabética Não Proliferativa Moderada as chances são de 2% a 4% respectivamente. Neste nível o próprio controle do diabetes, e por ventura pressão arterial, são os mais eficazes para o tratamento. Para acompanhamento utilizamos olho de classificação mais avançado. No seu caso 6 meses para reavaliação do fundo de olho pelos exames de mapeamento de retina ou retinografia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Paulo Henrique de A.Morales, Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Bom dia.

Gostaria de agradecer pelas informações contidas aqui, pois meu filho de apenas 3 anos tem diabetes tipo I que foi descoberta quando tinha 2 anos e 8 meses, tudo foi e é difícil, mas com esclarecimentos e Deus nos ajudando chegaremos lá. O que também é um pouco complicado é variar a alimentação, mas aqui também achei várias receitas. Uma dúvida que temos é sobre os tipos de exames a serem feitos? Exemplo o de fundo de olho uns sites e o endocrinologista dele fala que é para fazer após 5 anos da doença e aí todo ano outros que já é para fazer?

Obrigado.

Adriana O. Silva Ladeira , Minas Gerais

RESPOSTA:

Boa tarde Sra. Adriana,

O exame para fundo de olho no Diabetes é chamado de mapeamento de retina. O exame de Retinopatia também é usado para este fim. A recomendação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade de Retina Vítrea é que o exame seja realizado anualmente em todos portadores de Diabetes Mellitus, sendo o primeiro exame após 5 anos de diagnóstico no Diabetes Mellitus tipo I e o segundo diagnóstico no Diabetes Mellitus Tipo II.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Paulo Henrique de Ávila Morales, Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Boa noite,

Por gentileza, gostaria de algumas informações. Após uma consulta no oftalmologista foi constatado que o meu pai precisava ser operado o mais rápido possível, passado pelo cardiologista foi dado o risco cirúrgico e encaminhado ao endocrinologista por ser diabético, ao chegar a endocrinologista ela disse que não autoriza a cirurgia até o exame de sangue normalizar, pois tudo esta alto. Entrou numa dieta com alguns medicamentos para diabético. Hoje, o meu pai fez uma ultra-sonografia ocular e a médica pediu para ele voltar no oftalmologista correndo. Confesso que estou muito preocupada, além do meu pai ser fumante ele continua trabalhando, ele tem 65 anos e é porteiro. A visão a cada dia piora e ele tem pressão alta. Esta perdendo audição de um ouvido e do outro já perdeu. Desculpa, meu nome e Elizabeth e estou um pouco confusa. Em quem devo confiar? No oftalmologista que quer operar logo ou na endocrinologista que disse que ele não pode operar até fazer o exame de sangue?

Elisabeth, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Boa tarde Sra. Elizabeth,

Você deve confiar nos dois. O oftalmologista quer operar assim que possível. O endocrimologista está afirmando que as condições de saúde são de alto risco. Leve o parecer do endocrinologista, mesmo que contrário à cirurgia, e defina comele a possibilidade da cirurgia. Ao final das contas o médico cirurgião é o responsável pelo paciente e irá auxiliar quanto ao risco que deve correr para realizar a cirurgia.

Atenciosamente,

Depto de Oftalmologia

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PERGUNTA:

Meu nome é Adelina Gomes da Silva, tenho 49 anos, 1,49 de altura, 122 kilos e sou diabética desde 1996. Estou com sérios problemas de saúde, mas apareceu a suspeita de neuropatia diabética. Gostaria que me enviassem o que puderem sobre tratamento de terapia anódina, se por acaso já trabalham com esse tipo de tratamento, e também gostaria de saber se podem me ajudar a conseguir a cirurgia bariátrica pelo SUS, pois não tenho convênio médico, e no momento não possuo nenhuma renda satisfatória que eu possa usar, pois estou sem emprego, e preciso com urgência dessa cirurgia. O meu endocrinologista me deu encaminhamento de urgência, mas ainda não consegui nada. Conforme instrução dele, não posso nem ao menos tentar emagrecer sozinha, pois o perigo que eu perca 1 kilo sequer, e engorde de volta o que perder e algumas gramas a mais, tornou-se mais prejudicial do que tudo.

Não sei o que fazer.

Podem por favor me ajudar?

Agradeço antecipadamente, e aguardo uma resposta ansiosa, mesmo que não seja favorável, embora, peço a esse “DEUS” que tudo pode, em nome de Vosso filho Amado Nosso Senhor “Jesus Cristo”, que possam realmente me ajudar.

Obrigada por tudo.

Adelina Gomes da Silva, São Paulo

RESPOSTA:

Boa Noite Adelina,

A Neuropatia diabética é uma doença que afeta os nervos causada pelo diabetes, e pode ter inicio desde as fases iniciais da doença. Os sintomas da neuropatia incluem adormecimento e às vezes dor nas mãos, pés e pernas. Os danos nos nervos causados pelo diabetes também podem conduzir a problemas com órgãos internos, tais como o trato digestivo, coração, e órgãos sexuais, causando indigestão, diarréia ou constipação, vertigem, infecções na bexiga, e impotência. A neuropatia pode desenvolver-se nos primeiros 10 anos de diagnosticada a doença e o risco de neuropatia em desenvolvimento aumenta ao longo do tempo de diabetes. Alguns estudos recentes mostram que: • 60 % dos pacientes com diabetes têm alguma forma de Neuropatia, mas na maioria dos casos (30 a 40 %), não há nenhum sintoma. • 30 a 40 % dos pacientes com diabetes têm sintomas que sugerem Neuropatia, comparados com 10 por cento das pessoas sem diabetes. O Tratamento ajuda a aliviar o desconforto e prevenir danos de tecido adicional. O primeiro passo é o controle glicêmico adequado. Embora os sintomas às vezes possam piorar a princípio com o controle glicê- mico, quando mantemos níveis controlados, a dor ou perda de sensação que a Neuropatia pode causar melhoram. Outra parte importante do tratamento envolve especial cuidado dos pés que são propensos a problemas. São usados vários medicamentos e outras medidas para aliviar os sintomas da Neuropatia diabética. Para queimação, formigamento, ou adormecimento, o médico pode sugerir um analgésico ou drogas antiinflamatórias que devem ser usadas com precau- ção em pessoas com doença renal. Medicamentos antidepressivos e medicamentos para nervos podem ser úteis. Resumidamente o tratamento baseia-se no controle da glicêmico em primeiro lugar, mantendo os níveis da HBA1 sempre menores do que 7,0 %, alem do tratamento sintomático da dor, com:

• antidepressivos tricíclicos;

• anticonvulsivantes.

• opióides;

• drogas de uso tópico

Quanto a cirurgia bariátrica infelizmente não conseguimos encaminhá-la para tal procedimento.

Atenciosamente

Dra. Maria Fernanda Cambrea , Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bafômetro. Qual a realidade do diabético? Alguns dizem que a cetona produzida pelo diabético traz problemas nos testes. Como proceder?

Obrigado.

Eduardo Monteiro ,São Paulo

RESPOSTA:

Olá Eduardo, boa noite.

Os aparelhos usados detectam especificamente a presença de álcool etílico no ar que sai dos pulmões. Somente em uma situação específica, quando o individuo está em um quadro de cetoacidose diabética, situação em que o paciente deve estar internado em unidade de terapia intensiva e que poderia alterar o resultado do teste, porém um paciente nesta situação não poderia em hipótese alguma estar dirigindo, pois estaria com muito desconforto respiratório, e com alterações do nível de consciência e desta forma não conseguiria dirigir, nem se quisesse. Somente por ter diabetes, não alteraria o resultado.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea, Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Dr. Fadlo,

Fiz exames e o médico me disse que tenho hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Passou remédio, mas não explicou e eu quero saber o que é isso e afinal o que eu tenho?

Larissa Andrade , Rio Grande do Norte

RESPOSTA:

Prezada Larissa,

Hiper quer dizer muito. Assim as 2 palavras definem um aumento, no sangue, destas 2 gorduras que são, o colesterol e os triglicérides. O Colesterol é necessário ao organismo, pois é matéria prima da membrana celular, para constante renovação, além de ser o precursor dos hormônios sexuais masculino e feminino. O problema existe quando o organismo produz valores aumentados, que se somam a aqueles que chegam por alimentos gordurosos. Este aumento acarreta um depósito de gordura nos vasos (ateromas) que provoca entupimento (aterioesclerose), originando enfarto do miocárdio e “derrame cerebral” (AVC I) e tromboses. A mesma situação ocorre com relação aos triglicérides, que são gorduras presentes em quase todos os óleos e gorduras naturais. Algumas doenças como o Diabetes e doenças do fígado, podem aumentar a produção dos triglicérides pelo organismo, que quando presentes e junto com o aumento do colesterol, potencializam aquelas complicações já mencionadas. Estas são as principais causas de morte, atualmente e por esta razão devem ser comba-tidas e tratadas com muita atenção. O tratamento deve ser contínuo e pelo resto da vida, com controles periódicos clínicos e laboratoriais.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente Anad

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se preciso tomar cálcio, porque tenho muitas dores nos ossos, tenho artrose na coluna, hérnia de disco e fibromialgia.

Obrigada,

Maria Iris , São Paulo

RESPOSTA:

Maria Iris,

Primeiramente você deve ser avaliada por um reumatologista, que irá solicitar exames de sangue para medir seus níveis de cálcio e outros sais minerais, hormônios relacionados e também uma densitometria óssea. Com esses exames será possível determinar se há necessidade ou não do uso suplementar de cálcio.

Atenciosamente,

Dra. Vivian F. D. de França Arruda ,Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá Bom dia!

Eu sou diabético T2 e tenho neuropatia nos dois pés, há dois anos fiz uma bolha na parte debaixo do dedão e tornou-se uma ferida, desde então tenho feito limpeza e curativos com uma podóloga de minha confiança aqui em Ribeirão Preto, o dedo está bem mas mês a mês tenho que retornar pois cresce um calo nas laterais da ferida e começa a sangrar, enfim vocês poderiam me ajudar, eu sou associado e na época, a enfermeira podó- loga Maria da Graça tratou do mesmo pé uma ferida parecida e me curou, minha glicemia está oscilando de 220 à 360! Obrigado por vossa atenção estou ao dispor.

Roneido Galdino Carneiro , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Roneido,

A neuropatia diabética é uma complicação crônica do diabetes, o que significa que uma vez presente, você conviverá com ela definitivamente. Isto usualmente acontece porque o controle do diabetes não é adequado, como parece ser o seu caso. Seus níveis glicêmicos estão fora de controle e isto faz a neuropatia se agravar assim como aparecer outras complicações. Portanto, o primeiro passo é procurar o mais breve possível um endocrinologista, para melhorar e controle do seu diabetes, e também pressão arterial e lipídeos. Além disso, é necessário uma avaliação médica do seu pé, para avaliar a circulação arterial nos membros inferiores, o grau de comprometimento neuropático e presença de deformidades. É também necessário a confecção de calçado especial sob medida, com palmilhas adequadas para o seu problema. Não serve cal- çado comercial. O senhor também deve evitar caminhadas e ficar muito tempo de pé, visto que isto dificulta a cicatrização de sua úlcera. Deve ser excluída a possibilidade de haver infecção no osso subjacente à úlcera, pois isto é outra causa de dificuldade de cicatrização, e a infecção muitas vezes é inaparente. O médico que lhe acompanha deve fazer isso. Por último, os cuidados com a ferida, limpeza, debridamento correto, e hidratação são fundamentais para ajudar a cicatrizar. Lembre que só o cuidado local não é suficiente. É preciso cumprir todas as recomendações, e caminhar o menos possível.

Atenciosamente,

Dra. Geísa Macedo Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho diabetes, as vezes eu enxergo tudo embaçado e me sinto muito fraca.

Isso é normal?

Elinalva S. Santos, Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezada Elinalva,

Agradecemos o contato com a ANAD. A sensação de ver embaçado em alguns momentos do dia nos portadores de diabetes está relacionado a grande variação da glicemia. Apesar da glicemia ser medida no sangue, este não é o único local que a quantidade de açúcar altera. Praticamente a concentração de açúcar varia em todos os líquidos de seu corpo. O olho tem muito líquido e a variação de açúcar nestes lí- quidos faz variar o grau de óculos que você necessita. Por esta razão você percebe a variação da nitidez do que você vê durante o passar do dia.diabetes se este é o problema e estabilize a sua glicemia. As variações grandes e constantes da glicemia são um dos principais estímulos para as complicações tardias do diabetes. Portanto o que está sentindo não é normal, mas comum nos portadores de diabetes com controle inadequado do diabetes.

Bom controle, conte conosco para chegar neste objetivo.

Um abraço,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftamologista

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PERGUNTA:

Bom dia Senhores, Tenho diabete há 6 anos, com 63 anos de idade, boa saú- de. Fiz 4 sessões de laser nos olhos. E agora o médico me orientou a fazer injeção intra vitrea em ambos os olhos, porque tenho tido perda de visão. Mas que é para eu me informar e tomar a decisão, porque em alguns casos ocorre glaucoma, pressão alta nos olhos, mas que isso é bom, é a ultima novidade. Gostaria de saber a opinião dos senhores a respeito desse assunto, o que a maioria dos pacientes comentam a respeito disso. Se os senhores poderiam passar o nome de duas ou três pessoas que já fizeram isso, para uma troca de informação a respeito desse tratamento, em vista que é bem invasivo, mais que o laser, e a gente fica com uma dúvida muito grande, talvez trocando idéias com pessoas que já fizeram a gente chegue a uma decisão. É o que peço aos senhores, esse grande favor, de me ajudarem. Sou uma pessoa estudada, Delegado de Polícia aposentado, mas precisava de um auxilio de pessoas como os senhores que lidam com isso o tempo todo.

Um bom dia a todos, obrigado.

Roberto Albuquerque de Oliveira, São Paulo

RESPOSTA:

Caro Sr. Roberto Albuquerque de Oliveira,

Agradecemos o contato com a ANAD sobre a questão de tratamento da retinopatia diabética. Antes de iniciarmos a discussão sobre retinopatia diabética, é necessário enfatizarmos, todo o tratamento das complicações do diabetes terão resultados melhores e duradores com o controle e estabilidade da glicemia. Sem esta premissa, toda a discussão a seguir perde seu significado. A Fotocoagulação a LASER ainda é o tratamento padrão para a retinopatia diabética. Nos casos onde este tratamento isolado não é suficiente, tratamentos coadjuvantes podem ser utilizados. Existem 2 classes de medicamentos atualmente: 1. Corticosteroides 2. Inibidores do VEGF Os corticosteroides apresentam uma maior chance de resultado, mas apresentam maior chance de complica- ções, normalmente controlada com colírios e com reversão dos problemas após período de 3-6 meses. Os efeitos adversos são mais comuns em inje- ções repetidas. Ambos os medicamentos devem ser aplicados com boa técnica de assepsia, para evitar infecções, que mesmo com este cuidado ocorrem em 1 caso a cada 2.000 aplicações. Lembramos que este tratamento é coadjuvante, sendo necessário retratamento com Fotocoagulação a LASER após 3-6 semanas da infusão intra- -ocular. Estas drogas abriram a oportunidade de tratamento para os edemas maculares diabé- ticos difusos, antes com resultados restritos. O efeito do tratamento pode ser observado pela melhora da visão, da diminuição do vazamento na angiofluoresceinografia, mas é melhor observado no exame de Tomografia Óptica Coerente (OCT). Não podemos encaminhar-lhe nomes de pessoas que utilizaram este medicamento, mas se permitir, enviaremos a sua solicitação a nossos associados na esperança de compartilhamento de experiência na utilização do medicamento .

Um abraço,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftamologista

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PERGUNTA:

Por favor, preciso saber o que é disglicemia.

Paulo P. Porto , São Paulo

RESPOSTA:

Quem tem disglicemia não produz naturalmente suficiente Insulina, e/ou seu organismo não a utiliza eficientemente. A disglicemia é uma patologia continua e progressiva, desde o pré diabetes até o Diabetes Mellitus 2 já estabelecido. Resumindo disglicemia significa alteração de glicemia e deve ser tratada. Procure o endocrinologista que é o médico especialista no tratamento do Diabetes.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

O médico disse que eu tenho pré diabetes e me deu Metformina. Afinal o que eu tenho, é diabetes ou não é?

Ana Liara Vasconcelos , Paraná

RESPOSTA:

A Pré Diabetes é diagnosticada com base na glicemia pós alimentação em 2h entre 140mg/dl e 200mg/dl, mais glicemia de jejum entre 100 e 125mg/dl denominado glicemia de jejum alterada. É que isso ocorre em quem tem parentes com DMT2, e fatores de risco como obesidade, triglicérides aumentado, hipertensão e por vez, alguma forma de coronariopatia já manifestada. A palavra pré sugere antes, mas neste caso não se aplica. Em verdade você tem DMT2 na fase inicial, que deve sim ser tratada, como já lhe foi prescrito, lembrando que parte importante desse tratamento é dieta e exercício físico adequado.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde, sou portador de diabetes tipo1, e gostaria de sanar algumas dúvidas através do site da ANAD que presta um enorme e excelente serviço de educação em diabetes à sociedade e aos diabeticos em geral.

Quero saber se a insulina R (regular) pode ser usada separadamente para corrigir glicemias altas depois das refeições, e quantas unidades aplicar?

Quais são as insulinas (nomes) disponíveis para corrigir glicemias altas após as refeições, e como calcular as unidades a aplicar?

Como eu faço para adquirir essas insulinas?

Gostaria de saber se a Smart Insulim ou insulina inteligente já existe no mercado ou daqui há quanto tempo chegará?

Quais as vantagens da bomba de infusão continua de insulina, e como usá-la e se com ela podemos comer carboidratos à vontade nas refeições, a qualquer hora do dia, como quem não tem diabetes?

Ou mesmo assim temos que manter a dieta de controle carboidratos?

Qual é o preço da bomba de infusão de insulina?

Meu médico me prescreveu insulina Glargina.

Qual a vantagens desta insulina em relação as outras?

Se a insulina Glargina provoca efeitos colaterais?

Se o diabético tem direito de andar de ônibus de viagem e de ônibus coletivo de graça? E como faço para conseguir este direito?

Desde já agradeço pela atenção, obrigado.

Fernando Araújo Ferreira

RESPOSTA:

Prezado Fernando,

As suas perguntas dão margem à respostas muito longas, porém vou tentar simplificar dentro do possível.

1. A insulina R também pode ser usada para corrigir altos níveis de glicose, para isto ela deve ser aplicada 30 minutos antes das refeições.

2. Em relação a quantas unidades aplicar antes das refeições é um pouco mais complexo. Você terá que determinar o bolus refeição que é calculado pela regra dos 500, que é 500 dividido pela dose diária de insulina, isto expressa a quantidade de carboidrato (glicose) que 1 unid. de insulina metaboliza e o bolus corretivo que é 1800 dividido pelot total da dose diária de insulina e que expressa a queda da glicemia por unidade de insulina.

O seu endocrinologista lhe dará mais detalhe desta informação.

3. As insulinas ultra rápidas para cobrir as refei ções são: lispro (nome comercial humalog), asparte (novo rapid) e glulisina (apidra) além da insulina Regular.

4. A Smart insulin ou insulina inteligente, numa linguagem simples é uma grande molécula que contém insulina ligada à molécula de glicose.Quando a glicose no sangue do paciente aumenta a insulina ligada àquela grande molécula é liberada desta estrutura e começa a ser absorvida pela corrente sanguínea. Ela é chamada de insulina inteligente porque é liberada automaticamente de acordo com o valor da glicose no sangue. Se a glicemia estiver baixa, não há liberação de insulina e se está alta a insulina é liberada. A grande vantagem é que o paciente tem muito menos hipoglicemia e se evita várias aplicações de insulina ao dia. Ela ainda não está disponível para uso na prática clínica.

5. A bomba de infusão de insulina tem vantagens em controlar melhor as variações glicemicas, porém você não está liberado para comer carboidratos à vontade.

6. A vantagem de usar a insulina glargina é que ela dá muito menos hipoglicemia, porque não tem pico de ação e já está homogenizada.

7. O efeito colateral da glargina é hipoglicemia.

8. As outras informações você pode obter no departamento juridico da ANAD

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde!

Minha mãe tem 65 anos, e possui diabete. Fazem dois meses que saiu um vermelhão tipo assadura e depois estouraram algumas feridas na boca. Ela já passou em seis médicos, todos disseram que é por causa do diabetes, mas o diabetes sempre esteve controlado, de 92 e no máximo 126. Ela já tomou vários remédios mas nada resolveu, só alivia um pouco, depois volta tudo de novo. Gostaria de saber se já houve casos assim , e o que ela deve fazer para melhorar.

Por favor nos ajudem.

Aguardo retorno.

Rosmarli Ribeiro ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Rosmarli,

Realmente é difícil orientá-la sem examinar pessoalmente. O ideal é você procurar um mé- dico dermatologista pois talvez seja necessário para o diagnóstico a solicitação de exames complementares (micológico direto e cultura da lesões, se necessário, biópsia). Lembre-se de levar na consulta todos os tratamentos que sua mãe já fez.Não tente tratá-la com “dicas” de outras pessoas e não espere melhorar sozinho. Não passe nenhum remédio “caseiro”. Procure um dermatologista o quanto antes.

Espero ter ajudado.

Dra. Viviane Scarpa Médica Dermatologista

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PERGUNTA:

À Diretoria da Anad,

Encaminhei este e-mail e resolvi enviar cópia para apreciação de renomada Associação, para apreciação e quem sabe ajuda.

Atenciosamente,

Breno V. Carvalho , Minas Gerais

Vossa Excelência Dr. Antônio Jorge de Souza Marques Secretário de saúde do Estado de Minas Gerais.

Primeiramente peço-lhe desculpas por ocupá-lo com assunto de tamanha insignificância, baseado nas responsabilidades de um Secretário, mas infelizmente e a princípio esta sendo a única alternativa. Liguei para a Secretaria para obter informações sobre o procedimento de vacinação da Influenza para portadores de Diabetes Tipo 2, após as tranferências frustradas para setores que não possuiam tal informação, fui encaminhado para a Coordenadora da Imunização Sra. Tânia Brant, onde soube que nós diabéticos e portadores de outras doenças crônicas, por critérios definidos pelo Ministério da Saúde, acatados pelas Secretarias Estaduais de Saúde e finalmente pelas Municipais seríamos vacinados num segundo grupo, pois, não houve por parte do governo aquisição suficiente de vacinas para tal campanha. Quando recebi esta informação questionei, indagando sobre a possibilidade de preconceito, já que desconheço qualquer legislação que determine estes critérios e que tomaria outras providencias, inclusive se necessário judiciais; Neste momento a Coordenadora Sr. Tânia Brant, disse-me:… “Quanta ignorância!” e continuou a falar da forma que achou melhor e bateu o telefone, liguei novamente para continuar o assunto e aproveitar para pedir o número de sua matrícula, para formalizar uma reclamação (A qual faço neste momento através deste contato) no fale conosco sobre a forma que fui atendido, com muito custo atendeu-me novamente, dizendo qua a campanha não começou e novamente bateu o telefone. Pergunto: Estes são os profissionais que os nossos impostos pagam? Não existe um superior para orientá-la?E afinal qual é a resposta para a vacinação do diabético? (Este sim é o ítem mais importante). Posso ir hoje me vacinar? Agradeço e aguardo retorno sobre a informação que não consegui obter. Aproveito para pedir que sugira ao setor de RH que oriente melhor seus colaboradores, mesmo, repito, sabendo que Vossa Excelência possui serviços mais importantes para realizar.

Atenciosamente,

Breno V. Carvalho ,  Belo Horizonte/MG

RESPOSTA:

Prezado Breno,

A vacinação recém iniciada é para grupos específicos, gestantes, idosos, profissionais da saúde e portadores de doenças crônicas, incluindo o Diabetes. Você deverá se vacinar também.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Senhor(a),

O diabetes surgiu na minha vida há 3 meses. Muitas ainda são as dúvidas.

Por isso, peço ajuda:

1. O exame para avaliar a neuropatia autonômica diabética é realizado pelo SUS, se positivo como conseguí-lo?

2. A retinografia digital já é utilizada no Brasil e está disponibilizada pelo SUS, se positivo como consegui-lo?

Peço desculpas pelo desespero, mas sou da cidade de Conselheiro Lafaiete MG e não fui orientado pelo endrocrinologista que me acompanha sobre este exames, os descobri lendo artigos publicados inclusive pela Anad (Dr. Clemente Rolim) e em outras revistas que discutem o assunto. Na realidade estou me sentindo sem chão. O médico pediu-me os exames comuns, hemoglobina comum, pós-prandial e hemoglobina glicada, os demais eu após leitura sugeri que os pedissem, bem como avaliações com pneumologista, cardiologista, oftalmologista, gastrointerologista, além da indicação de nutricionista, exame do pé diabético e indicação de atividade física (musculação e exercício aeróbico). Nestes 3 meses consegui perder 18 kg, estou seguindo à risca à alimentação indicada pela Nutricionista e faço exercícios de 2a. à 2a. (é claro que dentro dos meus limites). Fui liberado do uso de Insulina e do medicamento oral Betes, ficando com metformina 850, 3 vezes ao dia. Esclareço que nada disso foi sugerido pelo médico, mas sim por mim ao médico.

Estou muito perdido.

Agradeço se retornarem.

Atenciosamente,

Breno Vieira de Carvalho , Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezado Breno,

A neuropatia autonômica diabética é de diagnostico apenas clinico, A retinopatia pode ser diagnosticada pelos métodos existentes, de uso corrente pelos oftalmologistas. A informação e a orientação, bem como a educação em diabetes é que darão o “seu chão”, formando a dose de informa- ções necessárias para o conhecimento da doença e sua interação. A participação de outros especialistas deverá ser de acordo com as necessidades, sendo que o suporte contínuo de nutrição e educação física, são importantes, bem como a sua consulta anual ao oftalmologista. Segurança e confiança são requisitos fundamentais de um paciente ao escolher seu medico.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista Presidente da Anad

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PERGUNTA:

Boa tarde, casei -me com um europeu que tem diabetes. Ele veio da Áustria com um estoque de Actrapid penfill 5x3m e Insulatard penfill 5x3m. O estoque está no fim e precisamos comprar mais.

Quais os similares no Brasil?

Grata,

Adenize Ponisch ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Adenize,

A insulina Actrapid é uma insulina suina monocomponente do laboratório Novo Nordisk. No Brasil as insulinas correspondentes eram a monolin R e a neosulin R que saíram do mercado e não são mais fabricadas. Portanto para substituir a insulina actrapid ele deve usar a insulina regular e para substituir a insulina insulatard ele deve usar a insulina Humulin N ou Novolin N. As insulinas sugeridas para substituição são fornecidas pelo serviço público desde que você apresente a receita médica.

Dr. Orsine Valente ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber o que significa nefropatia diabética em estágio IV, qual as dificuldades que um diabético pode vir a ter com essa doença, se a pessoa é assintomática que fazer para alertá-la sobre os perigos dessa doença. Outra dúvida é quem tem essa doença + uma retinopatia diabética com perda de visão + amputação de hálux ainda tem condições de continuar sendo motorista carreteiro? Desde já agradeço a atenção e aguardo ansiosa a resposta.

Aparecida de Cássia dos Santos ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Sra. Aparecida,

Nefropatia estágio IV significa uma complicação renal provocada pelo diabetes em que o paciente tem perda de grandes quantidades de proteína na urina e apresenta pressão alta. Para evitar isto o paciente deve se manter com níveis de açúcar no sangue em níveis mais baixos e ser acompanhado por um endocrinologista que através de um exame chamado hemoglobina glicada (HbA1c), que mede num período de 3 meses as variações do açúcar no sangue, informar o seu paciente se ele esta com o controle do açú- car alterado ou normal. Dependendo do grau de perda da visão o paciente não deve dirigir carro e muito menos carreta. Isto vai ser avaliado com mais rigor pelo médico que vai examinar o paciente.

Atenciosamente,

Dr. Orsine Valente,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabético tipo 2, (Lantus e Rápida). Participei de uma campanha de doação de medula e fui selecionado. Existe uma pessoa com leucemia que precisa de uma doação de medula e a minha é compatível. Muitas pessoas estão dizendo que, devido ao diabetes, eu não deveria doar. Quero doar, mas preciso saber das complicações disso. Já fiz todos os exames preliminares e os médicos me consideraram apto.

E agora? Quais as implicações disso?

Marcos Francisco Bertoli , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Marcos,

Em primeiro lugar parabenizo-o pelo espirito solidário de ser um doador. A equipe médica que fará o transplante tem mais detalhes de todos os seus exames e melhores condições de avaliar. Porém o fato de você ser diabético e tomar insulina não contraindica ser um doador. Portanto você vai poder doar e ajudar essa pessoa que tanto está necessitando.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom Dia Sou portador da DMT1 desde meus 9 anos. E há pouco tempo ví uma reportagem sobre a “Cura da Diabetes tipo 1” com células tronco, que eram criadas ou faziam nascer novas células pro-dutoras de insulina. Todos os pacientes que submetidos, até o momento, estavam tendo seus níveis de glicemia reduzidos, dia após dia. A minha duvida e questionamento é: Eu queria me tornar uma destas pessoas que servem como “Cobaias”, eu sei que esta não é a palavra mais bonita, mas é clara, eu quero me dispor para que façam mais testes, e estou disposto a participar. Por favor, me ajudem.

Atenciosamente,

Rodrigo Rodrigo Andreas Martins ,Paraná

RESPOSTA:

Caro Rodrigo,

Realmente nossas pesquisas realizadas no HC de Ribeirão Preto – USP são pioneiras mundialmente no uso de células-tronco no tratamento do diabetes tipo 1 em humanos. Nossos resultados são promissores e temos pacientes atualmente há mais de 7 anos livres de insulina e temos também pacientes que retomaram a insulinoterapia porém com apenas 1 injeção ao dia em baixas doses. Obviamente por ser um trabalho ultra sério, temos aprovação do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa e mais recentemente conseguimos aprovação pelo americano FDA (Food and Drug Administration) para coordenar estudo nos Estados Unidos. Entretanto, nossos estudos infelizmente não visam a cura, pois os pacientes, mesmo sem usar insulina, precisam continuar a reeducação alimentar, atividade física regular e as medições diárias de glicemia. Outro ponto é que como os estudos com células-tronco necessitam de extrema segurança e por isso temos critérios rígidos de inclusão. A lista de critérios é enorme, mas os principais critérios no momento são idade acima de 18 anos e diabetes tipo 1 há menos de 3 meses. Nossos estudos também envolvem riscos e por isso,todos os voluntários (e não cobaias) sempre são cientes e convenientemente orientados quanto aos possíveis benefícios e possíveis malefícios das pesquisas. Até o momento ainda não temos pesquisas com células- -tronco em pacientes com diabetes tipo 1 de longa duração. Para se manter informado do andamento das pesquisas com células-tronco e de novidades sobre novas terapias e biotecnologia no diabetes convido-o a acessar nosso site www.carloseduardocouri.blogspot.com. br ou no twitter@cecouri .

Dr. Carlos Eduardo Barra Couri Médico Equipe Transplante Células Tronco – USP – Rib. Preto/SP

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PERGUNTA:

Senhores bom dia.

Meu nome é Carlos, tenho 63 anos e sou diabético há mais de 35 anos. Faço uso de insulina e tenho muitas informações sobre diabetes e suas consequências, no entanto tenho uma dúvida. Faço uso de meias de alta compressão por conta da neuropatia periferica e da complicação renal que faz com que minhas pernas inchem muito. Comprei 3 pares de meias de alta compressão 30/40, mas estou com medo de usá- las, embora minha endocrino as tenha recomendado. Como ela não especificou eu comprei as de alta compressão. Os senhores podem me orientar? Observei em vários sites da net que mencionam sempre meias de suave compressão, é isto mesmo? Agradeço pela resposta.

Obrigado.

Carlos Sérgio R. Ferreira, Santa Catarina

RESPOSTA:

Prezado Sr. Carlos,

A aquisição de meias elásticas de compressão deve requerer uma prescrição médica. Sugerimos uma avaliação mé- dica apropriada, visando um diagnóstico correto e uma adequada proposta terapêutica. O médico que após a avaliação clínica prescreve o uso dessas meias terapêuticas, pode verificar se o produto adquirido respeita a sua solicitação e indicação.

Cordialmente,

Dr. Fábio Batista ,Médico Vascular

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PERGUNTA:

Bom dia, minha tia é portadora de Retinopatia Diabética e gostaria de saber se existe algum tipo de tratamento que possa ser feito para esta doença.

Muito obrigada.

Christiane Alvares Vieira ,São Paulo

RESPOSTA:

Sra. Christiane,

O Diabetes pode atingir o olho de várias formas, como também atingir outros orgãos. Sugerimos a leitura de livros feitos para portadores de diabetes. Existem vários no mercado, minha sugestão é o livro: “MANUAL DO DIABETES” de Arual Augusto Costa – João Sergio de Almeida Neto – 5ª Edição – Editora Servier .

Abaixo algumas informações sobre a retinopatia diabética. Aproveitamos a oportunidade para adiantar algumas informções sobre o comprometimento ocular. Olhos Os olhos devem ser merecedores de grande atenção nos portadores de diabetes. Eles podem sofrer alterações que vão desde simples variação da refração (grau de óculos) até perda da capacidade visual. De todas as alterações tardias do diabetes a alteração ocular chamada de retinopatia diabé- tica é a mais comum.

Partes do olho e suas alterações:

Córnea:

estrutura, comparável ao vidro de um relógio, situada à frente da íris (parte colorida do olho). É coberta por uma camada de células chamada epitélio corneano. Esse epitélio tem aderência diminuída no portador de diabetes, sendo suscetível a erosões. Esse fato associado a alterações causadas pelo descontrole glicêmico, como dificuldade de cicatrização, diminuição da sensibilidade e da resistência à infecções, faz com que ocorra maior probabilidade de úlceras de córnea. Os sintomas incluem dor, sensação de corpo estranho, lacrimejamento, fotofobia (intolerância à luz)t e decréscimo da visão. Os usuários de lentes de contato devem ser especialmente cuidadosos para evitar essa complicação, evitando o uso das lentes em épocas de descontrole glicêmico e usando colírios lubrificantes sobre as lentes.

Íris:

responsável pela “cor dos olhos”, possui um vazio no centro chamado pupila (“menina dos olhos”). Tem a função de controlar a entrada da luz. Um retardo em sua movimentação pode causar dificuldade em adaptação à variações de luminosidade do ambiente, com sensação de dor em ambientes com muita luz (fotofobia) e dificuldade prolongada em ambientes escuros. Esta alteração pode ser amenizada com o uso de lentes fotossensíveis.

Cristalino:

estrutura localizada atrás da íris, transparente, com função de focalizar as imagens no olho. Alterações em sua estrutura provocam defeitos na focalização, e à sua opacificação chamamos de catarata. A hiperglicemia causa um envelhecimento do cristalino e consequente precoce aparecimento da catarata, sendo esta condição 20 vezes mais comum em portadores de diabetes abaixo de 40 anos e diminuindo para 4 vezes após os 40 anos.

Estrabismo:

devido a alterações na bainha que envolve a inervação dos músculos que movimentam os olhos e as pálpebras, podem ocorrer paralisias momentâneas destes músculos. Essa paralisia provoca diplopia (visão dupla), ptose (pálpebra caída) e estrabismo (olho torto) de acordo com o nervo acometido. Com cuidados adequados ocorre o restabelecimento da movimentação dos olhos no período de meses.

Glaucoma:

o olho transfere informações ao cérebro através do nervo óptico. A perda das fibras desse nervo é chamada glaucoma. A causa mais comum dessa perda é a elevação da pressão intra-ocular (normal abaixo de 21 mmHg), mas olhos suscetíveis (má circulação por exemplo) podem apresentar a doença com pressões normais. O glaucoma é uma doença lentamente progressiva, causa danos irreversíveis, sem sintomas até seus estágios finais. O portador de diabetes tem uma probabilidade maior de ter glaucoma. É importante medir a pressão intra-ocular! Erros refrativos: as imagens para ser nítidas têm de estar focalizadas na parede posterior do olho. Quando isso não ocorre chamamos de erro refrativo. Conforme a posição do foco, são chamados de miopia (antes da parede), hipermetropia (depois da parede) e astigmatismo (focados em mais de um plano). A hiperglicemia provoca aumento da convergência da luz dentro dos olhos e consequente miopização. Esse é o motivo das variações de visão durante o decorrer do dia. Portanto é aconselhável trocar os óculos apenas quando a glicemia estiver estável (de preferência verificada pela hemoglobina glicada). Esse cuidado é especialmente importante no caso de preparação para uma cirurgia refrativa. Retinopatia diabética: a retina é o revestimento interno do globo ocular onde a luz é transformada no estímulo neural. Em apenas uma pequena área da retina (5% do total) temos a capacidade de enxergar com nitidez, que é chamada de mácula. Enquanto as alterações do diabetes não atingirem a região da mácula, os sintomas da doença são mínimos, podendo coexistir casos avançados da doença com nenhuma ou pouca diminuição da visão. As alterações provocadas pelo diabetes são: formação de pequenos aneurismas (microaneurismas) e oclusões dos capilares. A evolução e associação dessas alterações levam ao edema, microinfartos, hemorragias, neovascularização (novos vasos) e descolamento tracional da retina. A classificação e o estadiamento da doença são realizados pela observação direta da retina, por meio de um exame com as pupilas dilatadas, chamado mapeamento de retina. Este exame pode ser fotografado sendo chamado de retinografia. Outro exame comum é a angiografia contrastada, chamada de angiofluoresceinografia, realizada para complementar os exames anteriores nos casos que necessitem de tratamento ou apresentem baixa de visão sem lesão aparente. Exames como a tomografia óptica de coerência óptica (OCT) e a ultra-sonografia são realizados para estudo do edema macular e hemorragias ví- treas, respectivamente. A ocorrência de retinopatia é muito comum nos portadores de diabetes, podendo chegar a atingir 90% das pessoas com 15 anos ou mais da doença. A diferença entre causar ou não baixa de visão está no controle clínico do diabetes e na realização periódica de exames preventivos. Quanto melhor o controle do diabetes, menor a possibilidade da retinopatia causar baixa de visão.

Exame oftalmológico nos portadores de diabetes deverá constar no mínimo de:

• medida da acuidade visual;

• refração;

• tonometria (medida da pressão dos olhos);

• mapeamento de retina.

Frequência do exame oftalmológico (mínimo): deve ser realizado com intervalo máximo de 1 ano, independente da visão do paciente. Em grávidas é necessário o exame antes da gravidez e acompanhamento trimestral. Tratamento com fotocoagulação (laserterapia) É realizado quando existe alto risco de perda de visão e o controle glicêmico seja insuficiente para conter a doença. O tratamento tem como objetivo estabilizar a doença, sendo conseguida com sucesso em 70% dos casos, podendo chegar a 90% nas pessoas com bom controle glicêmico. É muito importante que o tratamento se inicie antes da perda de visão.

NÃO PERCA TEMPO! Nos casos de hemorragias vítreas persistentes, descolamento tracional de retina ou tração em nervo ótico ou mácula está indicada a remoção cirúrgica do vítreo (gel transparente que preenche o olho por dentro), chamada vitrectomia.É oportuno comentar o temor que algumas pessoas manifestam em relação a laserterapia, por terem conhecimento de pessoas que, após a sua realização perderam a visão, atribuindo o fato ao início do tratamento. Essa interpreta- ção é incorreta. A laserterapia é realizada apenas em pessoas com alta probabilidade de cegueira e sua eficiência não é total, como descrito acima. Os efeitos colaterais da fotocaogulação, como aumento da dificuldade de adaptação ao escuro, presbiopia precoce (dificuldade para visão de perto) e outros são mínimos quando comparados a seus benefícios.

Medicamentos: novos medicamento estão surgindo, com grande ação na retinopatia diabética, mas a necessidade de aplicações intra-oculares e o tempo de duração de seus efeitos, atualmente, inviabilizam este tipo de tratamento por longo prazo, sendo um excelente tratamento coadjuvante. Podemos resumir os cuidados para preservação da boa visão, nos seguintes tópicos:

• PROCURAR MANTER A GLICEMIA ESTÁVEL E O MAIS PRÓXIMO POSSÍVEL DO NORMAL

• VARIAÇÃO DA VISÃO DURANTE O DIA PODE SIGNIFICAR GRANDE DESCONTROLE DA GLICEMIA, TROCAR ÓCULOS APENAS COM GLICEMIA ESTÁVEL.

• LEMBRAR QUE DIABETES É UMA DOENÇA SILENCIOSA E O QUANTO ENXERGA NÃO É UM BOM PARÂMETRO PARA MEDIR A SAÚDE DE SEUS OLHOS

• FAZER FUNDO DE OLHO COM PUPILAS DILATADAS UMA VEZ AO ANO OU A CRITÉRIO DO OFTALMOLOGIASTA.

• NÃO TEMER A LASERTERAPIA, POIS EM TEMPO HÁBIL, EVITARÁ A PERDA DA VISÃO.

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftamologista .

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PERGUNTA:

Por favor,

poderia me dizer se ter pré diabetes é o mesmo que diabetes?

Grata.

Rita Olga Riveros, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Rita,

Pré Diabetes é um estado inicial da doença, que se caracteriza por glicose de jejum de 100 a 125 mg/dl e Hemoglobina Glicada (A1c) de 5,7 a 6,4%. Ocorre em parentes de portadores de Diabetes, é importante o tratamento pois neste estado inicial já começam as complicações, se não tratado.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Dr. Fadlo,

Já estive com novo endocrologista e estamos verificando através de exames qual foi a causa das alterações. Provavelmente devo ser encaminhado ao neurologista. Gostaria de saber a respeito da vacinação dos diabéticos. Pois todo ano a nossa Secretaria de Saúde somente solicita vacinas Influenza para os maiores de 60 anos e os diabéticos somente tem acesso se houver sobra. Tem alguma diretriz ou portaria que diz que é obrigatório para todos os diabéticos? Caso exista envie para que possamos solicitar que a nossa Secretaria da saúde solicita uma quantidade maior.

Grato e aguardo resposta.

Didi , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Didi,

Realmente a recomendação é de vacinas para pessoas idosas e outros grupos especiais com Diabetes Mellitus. Com relação à “sobra” provavelmente deve ter conduta adotada pela secretaria de seu município. Informações mais especificas você poderá obter junto à Secretaria de Saúde.

Abraços.

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sou diabética tipo 2 e desde que engravidei aplico insulina regular e a NPH. Isso já tem + de 03 anos, pois deixei de lado os comprimidos e mantive a insulina. O problema é que ando exagerando na alimentação e estou “compensado” na quantidade de insulina aplicada. Quais os riscos que corro? Obs.: O meu médico havia prescrito 4 unidades da regular antes do almoço e jantar; e 16 unidades da NPH pela manhã e 12 à noite. Por conta própria, hoje a minha dosagem é: Pela manhã: 18 unidade regular; 30 NPH antes do almoço: 18 unidade regular antes do jantar: 18 unidade regular às 22:00h: 26 unidade NPH tenho vergonha de falar isso para o meu médico, mas também tenho medo das consequências.

Sandra Pinho ,São Paulo

RESPOSTA:

Oi Sandra,

O grande problema nestas situações de exagero alimentar é que provavelmente você não conseguirá manter a taxa de glicemia dentro dos níveis fisiológicos que seriam, no jejum entre 80 e 110 mg/dl e pós-alimentares inferiores a 140 mg/dl; o que te levará ao aumento da HBA1 e consequentes complica- ções crônicas relacionadas à esta doença, tais como: nefropatia, retinopatia, coronariopatia, neuropatia diabética. A hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) favorece o dano degenerativo dos tecidos, uma vez que a glicose é captada pelas proteínas para fornecer a energia contida dentro delas e quando está muito elevada, ela altera as funções da proteína, facilitando as complicações degenerativas. O diabetes mal controlado lentamente danifica os vasos arteriais pequenos e grandes e os nervos; como os vasos e os nervos existem em todas as partes do corpo, qualquer órgão pode ser afetado. Quando ocorre comprometimento nos olhos, na retina temos a retinopatia diabética, a segunda causa de cegueira do mundo; nos rins, temos a nefropatia diabética, causa frequente de hipertensão arterial e de insuficiência renal; e quando ocorre comprometimento dos nervos periféricos, temos a neuropatia diabética, causa de dores, paralisias e complicações como dificuldades de urinar, alterações da digestão, e disfunsão sexual. Além disto o coração e o cé- rebro também podem sofrer consequências, já que os vasos também sofrem com a glicemia descompensada, e além disto temos associado o aumento do colesterol e dos triglicerídes, favorecendo desta forma a arteriosclerose, ou seja formação de placas de ateroma que impedem a passagem de sangue para órgãos vitais com consequente comprometimento da circulação do cérebro, o que pode levar a acidentes vasculares cerebrais; do coração, e com infarto do miocárdio e dos membros inferiores com isquemia, necrose e amputações. Muitos pacientes por mais que não cuidem do diabetes, não sentem nada, mas SEMPRE devemos lembrar que a maioria dos danos causados pelo diabetes mal controlado são silenciosos, ou seja, ocorrem lentamente ao longo dos anos após a instalação da doença, e somente mais tarde vão ser notados todas estas consequências descritas anteriormente. Então precisamos rever a sua dieta, as doses de insulina e o seu controle glicêmico para evitarmos consequências graves e sequelas no futuro, que prejudicarão desta forma a sua qualidade de vida, o que pode dimunuir a sua expectativa de vida e de todos os pacientes portadores de diabetes e que não mantém o controle glicêmico adequado.

Atenciosamente.

Dra. Maria Fernanda Cambrea Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa Tarde Minha mãe tem 85 anos e é diabética, tipo 2 o que prejudicou sua visão. O hospital Mandaqui fez exames para fazer a operação de catarata, mas, como ela tem angina descartaram a operação. Por outro lado fico angustiada em vê-la desta forma, já a levei a oftalmologistas, e ambos não receitam lentes mais fortes para ela. O que devo fazer?Existe algum equipamento que ela possa usar no dia a dia?

Obrigada

Nilde Antonia da Silva ,São Paulo

RESPOSTA:

Cara Nilde,

A catarata só pode ser solucionada através de cirurgia. Doenças crônicas contra-indicam a cirurgia apenas quando estão instáveis. Sugerimos que verifique com os médicos que assistem sua mãe sobre a possibilidade de estabilizá-la clinicamente para realizar a cirurgia. Esta seria a melhor solução para recuperar a visão por catarata.

Uma alternativa seria buscar “Adaptação à Visão Sub-Normal”, procedimento que os médicos do Mandaqui podem solicitar, que consiste na prescrição de Auxílios Ópticos (Lupas, réguas de visão e outros).

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Olá, gostaria de saber mais sobre o projeto de formação de capacitadores em diabetes na rede SUS. Sou Nutricionista de uma UBS e tenho grupos de diabetes tipo 2 insulinodependentes ou não.

Aguardo resposta.

Atenciosamente,

Ana Valéria de Siqueira Pires , São Paulo

RESPOSTA:

O Projeto de Formação de Capacitadores em Diabetes na rede SUS é um projeto voltado para Gestores Municipais de Saúde. Acreditamos que encontrará em nosso curso de Pós-graduação Lato-Sensu para Formação de Educadores em Diabetes, à distancia pela Internet (www. anad.org.br) o que esteja buscando. De qualquer forma, deixamos a disposição o Kit de Histórias em Quadrinhos que produzimos para os agentes comunitários .

Boa sorte ,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales Projeto FENAD

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PERGUNTA:

Eu gostaria de saber se posso fazer uma cirurgia a laser do olho diabetico aí com vocês, por que, esse ano na UNIFESP não teve o mutirão onde eu fazia a cirurgia.

Muito obrigado, espero uma resposta nesse email.

Warrington Redman Batista  ,Amazonas

RESPOSTA:

Caro Warrington,

A retinopatia diabética quando necessita de Laser é considerada de alto risco para cegueira e necessita de acompanhamento frequente (não mais de 6 meses). Os mutirões foram feitos para pessoas que tinham a indicação de Laser, mas não conseguiam local para realizá- -la. Sugerimos ao senhor que procure Local para realizar “Mapeamento da Retina”. Este é o exame necessário para o seu acompanhamento. No caso de necessitar de Laser e não conseguir em sua região, vá a Secretaria Municipal de Saúde e solicite “Mudança de Domicílio”. Com isso a Secretaria terá a obrigação de providenciar serviço que ofereça o Laser, mesmo fora de sua cidade, e marcar hora e local para ser atendido. Sugerimos que regularize a sua situação, de outra forma não estará resolvendo o seu problema.

Grato ,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Olá, descobri que tenho diabetes tipo II. Tomo Metformina 850 mg, 2 vezes ao dia, minha glicose atualmente está entre 99 e 120. Gostaria de saber se estou em risco. Também gostaria de saber se a carne de porco faz mal ou bem para  o diabetes.

Obrigado!

José Antonio Rodrigues, Minas Gerais

RESPOSTA:

Seu José Antônio,

De acordo com a sua glicemia em jejum, tenho a impressão de que o seu diabetes está bem controlado, já que o ideal da glicemia em jejum para um paciente portador de diabetes é que seja em torno de 100mg/dl, em jejum; mas só estas medidas não são suficientes para que eu possa afirmar para o senhor que o controle glicêmico está adequado, já que isto só podemos analisar pela medida da Hemoglobina Glicada (HB A1c) que indica a média da sua glicemia nos últimos três meses, e é exatamente esta medida que me permite dizer se o senhor está apresentando risco de complicações crônicas da doença ou não; portanto sem este resultado não consigo afirmar sobre os riscos, entendeu?

Quanto à carne de porco, o problema é a gordura saturada, que devemos evitar para todos os indivíduos principalmente para os portadores de diabetes, devido ao maior risco de doenças cardiovasculares, dislipedemia e obesidade neste grupo de pacientes, devendo desta forma dar preferência às carnes mais magras como as das aves (sem a pele), do coelho e alguma carne de porco magra. E evitando as carnes de porco mais gordas e seus derivados ( banha, toucinho, linguiça, salame, mortadela, presunto), além de creme de leite, nata, manteiga, queijo curado, e é claro as frituras, pele de frango e couro de peixe, coco e leite de coco. Alguns estudos feitos por criadores de suínos são bem interessantes e mostram benefícios referentes ao consumo de carne de porco magra, mas temos sempre que ter bom senso diante das refeições e do prato dos portadores de diabetes. Nestes estudos a carne suína foi considerada como excelente fonte de vitamina do complexo B (tiamina, riboflavina, vitamina B6 e B12) e minerais (cálcio, fósforo, zinco e ferro). A carne suína tem também um maior teor de potássio. A gordura e o colesterol tem diminuído de forma progressiva nos últimos anos, em decorrência de melhoramento pelos técnicos e criadores, às vezes este fator é desconhecido; mas sempre devemos lembrar, estamos nos referindo à carne de porco magra, ok?. Os criadores dizem que de 1980 para cá, o suíno perdeu 31% do seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol, devido aos avanços na genética, através do cruzamento e seleção de animais superiores. O percentual de carne magra na carcaça, que era de 50% naquela época, subiu para 62% a 64 % nos dias de hoje. Esta considerável diminuição na gordura corporal dos suínos merece destaque. No suíno atual, 70% da gordura está localizada debaixo da sua pele (toucinho) e apenas 30% no restante do corpo. Ao se retirar a pele, a carne suína apresenta baixos teores de gordura. No interior dos músculos encontramos apenas 1,1 a 2,4 % de gordura, que é o mesmo das carnes de frango, e menor que das carnes bovina (2,5%) e de ovinos (6,5%). Mas atenção, estamos falando da carne sem pele, e nada de toucinho. E possui cerca de 65% de gorduras insaturadas e 35% de gorduras “indesejáveis”, conhecidas como saturadas, é rica em ácido linoléico, que neutraliza os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada. O nível de colesterol contido na carne suína é semelhante à de outras carnes e está perfeitamente adequada às exigências do consumidor moderno. Em relação às quilocalorias, a carne do suíno atual atende às necessidades de uma dieta correta. O homem necessita consumir em média de 2.000 a 2.400 quilocalorias para atender às suas necessidades diárias e ao consumir 150 gramas de lombo cozido, ele estará consumindo 270 kcal. Portanto não significa que o senhor pode comê-la à vontade, nem que seja a melhor escolha para o prato do paciente diabético, mas se for a carne suína magra, pode sim eventualmente entrar no cardápio, e no prato do portador de diabetes, desde que seja da forma como apresentamos e orientamos anteriormente.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

O Glucoflex R é o equivalente ao Haemoglucotest, (Glucose test strips ou tirinhas para medir glicemia), pelo método visual, através de cores. É um bom auxiliar no monitoramento diário, e bem mais acessível do que os leitores eletrô- nicos. O seu uso pode ser feito alternadamente com o aparelhinho eletrônico, principalmente nos casos em que há dúvidas. Meu filho é diabético (tipo 1) desde 1992, é bem controlado e sempre fez uso dessas tirinhas(além do aparelho eletrônico), que comprávamos em lojas para diabéticos e produtos afins. De uns tempos para cá, foi tornando-se mais difícil a aquisição do produto, sempre em falta. Há uns dias, fui comprá-lo na loja de sempre e fui surpreendida com a notícia de que a importação teria sido descontinuada, coisa que pude confirmar em outra loja, e, segundo soube, pelo próprio representante. Há uma versão não confirmada de que a ANVISA teria proibido a sua comercialização no Brasil. Infelizmente quanto a isso (não haver mais venda do Glucoflex no país) parece ser verdade. Imaginei que pudessem estar a par do que realmente aconteceu. Sempre resta a alternativa de procurar algum conhecido que viaje e possa trazer alguns tubinhos do teste, mas isso definitivamente não é solução. Parece que a cada dia criam-se mais dificuldades sob as mais variadas alegações.

Agradeço mais uma vez a atenciosa resposta,

Ana Luiza Penna Buarque de Almeida

RESPOSTA:

Prezada Ana ,

O teste a que você se refere é subjetivo, extremamente impreciso e por vezes fornece informações não adequadas.

Por essa razão foi substituído pelos testes de leitura eletrônica que são os glicosimetros, que são mais precisos. Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Desde maio último que minha filha de 8 anos de idade foi diagnosticada com diabetes tipo 1, em Natal, está sob os cuidados da Dra Lana Brasil, Gostaria de saber se há no mundo algum estudo avan- çado que venha a descobrir a cura da diabetes tipo 1. Há uma luz no fundo do túnel? Desde então, sofri um abalo que mudou até a minha vida, não só a dela (minha filha).

Grato pela atenção.

Nuremberg F de Sousa , Rio Grande do Norte

RESPOSTA:

Prezado Nuremberg,

Sim, existe uma “ luz no fundo do poço! “ São pesquisas que estão sendo desenvolvidas nos Estados Unidos de imunomoduladores que são medicamentos que bloqueiam o ataque dos anticorpos ao pâncreas e revertem em alguns casos o diabetes tipo 1. Uma das pesquisas que perdemos no Brasil por culpa da CONEP – Brasília, órgão burocrático e injusto que regula o assunto, tratava exatamente desse tema Acesse o site www.protejediabetes.com para mais informações.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Não sei o que fazer. Tenho 49 anos e vivo com um diagnóstico de depressão, feito pelos médicos, aqui de Santo Antônio de Jesus, estado da Bahia. Agora, há uns quatros ou cinco meses comecei a sentir uma coceira nas partes intimas, resolvi fazer um exame de sangue, cheguei a me assustar estava 194 foi o resultado da glicose. Fui a um clinico geral ela me receitou 2 comprimidos de glibenclamida, venho sofrendo com uma coceira, no corpo e logo em seguida aparecem de placas vermelhas no corpo. Em minha irmã de 41 apareceram muito antes de mim estes sintomas. Gostaria de saber o que devemos fazer. A saúde pública é uma vergonha.

Por favor, nos ajudem.

João e Joice Froes Prazeres , Bahia

RESPOSTA:

Prezado Sr. João,

Obrigado pelo contato!

Pelo o que o Sr. descreve, é provável que a coceira na região genital ou seja, nas partes íntimas, possa ser uma infecção por fungos muito comum chamada de candidíase, que aparece comumente nas pessoas que convivem com altos níveis de glicose no sangue como o Sr nos contou, pois não sabia que era portador de diabetes. É imprescindível que controle a doença para que os níveis de glicose no sangue permaneçam o mais próximos do normal possível, procure um Endocrinologista e se for necessário um Urologista para prescrever as medicações corretas para o problema que vem lhe afligindo. Se não conseguir os especialistas, converse com um clínico geral experimentado, certamente ele poderá ajudá-lo. As placas vermelhas necessitam de um exame “ao vivo” para que possam ser diagnosticadas corretamente.

É isso, um abraço!

Dr Marcio Krakauer Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, meu pai tem retinopatia diabética grave e estamos a procura de algum hospital que faça essa nova cirurgia para os olhos para que ele volte a enxergar um pouco. Ele já fez o tratamento a laser e não adiantou.

Por favor me oriente onde ir em São Paulo.

Obrigada.

Ingrid Mead

RESPOSTA:

Cara Ingrid,

Agradecemos o contato com o portal da ANAD. Você solicita orientação onde ir em São Paulo para cirurgia dos olhos devido a retinopatia diabética que não obteve controle com fotocoagulação. A cirurgia normalmente utilizada para este tratamento é chamada de Vitrectomia. Normalmente combinada a outros procedimentos, sendo os mais comuns: Retinopexia (se houver descolamento da retina), Endofotocogulação (se necessitar complementação da fotocoagulação), Facoemulsificação (se houver catarata) e Implante de óleo de silicone (se necessário tamponamento prolongado da retina). Atualmente algumas medica- ções são utilizadas para melhora do resultado cirúrgico: Drogas antiangiogênicas (Avastin e Lucentis) diminuem a chance de hemorragia no pós operató- rio e facilitam a separação das cicatrizes da retina durante a cirurgia, aplicado 5-7 dias antes da cirurgia e Corticóides (Triancinolona) diminuem em a reação inflamatória no pós operatório. Todos os procedimentos são realizados há algum tempo e espero que estejam dentro do que classificou como “essa nova cirurgia”. Estes procedimentos são realizados no SUS na cidade de São Paulo nos Hospital São Paulo (UNIFESP), Hospital das Clínicas (USP), Santa Casa de São Paulo e Unidade Várzea do Carmo (Secretaria Estadual de São Paulo). Para os 3 primeiros é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde da Prefeitura, com relatório contendo DIAGNÓSTICO e NOME DA CIRURGIA indicada; cobre desta unidade que agende uma avaliação em um dos 3 centros citados; eles são centros terciários e não recebem os pacientes diretamente para este tipo de cirurgia. A Unidade Várzea do Carmo é atualmente o melhor equipado, mas o tramite é diferente. Com relatório contendo DIAGNÓSTICO e NOME DA CIRURGIA indicada procure uma unidade da Secretaria Estadual de Saúde; neste local solicite que encaminhem para a Unidade Várzea do Carmo para seu tratamento. Este também é um centro terciário e não recebe pacientes diretamente. No caso de procura em rede privada de saúde, o Hospital será usado para realização da cirurgia, sendo necessário que procure um médico oftalmologista com especialidade em retina para conduzir o caso. Estes médicos estão fora dos hospitais, em clinicas privadas. Esperamos ter auxiliado na sua busca. Caso a referida “essa nova cirurgia” não esteja dentro das mencionadas, por favor especifique o nome do procedimento, para que possamos ajudar.

A ANAD agradece,

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Há risco de saúde para o diabético que viaja para uma cidade onde a umidade do ar é muito baixa? Se há, quais os cuidados que se deve tomar?

Desde já, agradeço a atenção.

Cedício de Vasconcellos Monteiro

RESPOSTA:

Seu Cedício,

A baixa umidade do ar provoca inúmeras complicações na saúde, sendo desta forma bastante prejudicial à saúde de todos e inclusive dos diabéticos. Com níveis tão baixos de umidade, os efeitos são ainda maiores. Para as pessoas portadoras de doenças crônicas, a chance do problema se agravar nesse mo-mento é grande. Podemos usar como exemplo os asmáticos que estavam livres de medica- ção, mas que provavelmente voltarão a usar medicamentos; já os diabéticos também podem ter dificuldade para manter o nível glicêmico. Em regiões, ou períodos de baixa umidade o ar acaba ficando com maior concentração de substâncias irritantes que afetam as mucosas expostas, ou seja, os olhos e vias aéreas.

A exposição intensa à determinadas substâncias causam as alergias, que podem resultar no desenvolvimento de doenças crônicas com o passar do tempo. Além da piora das doenças respiratórias, outros efeitos da baixa umidade são:

• Ressecamento de mucosas do nariz e da garganta

• Nariz entupido ou com sangramento, espirros, tosse, dificuldade para respirar, rinite e crises de asma.

• Ressecamento da pele

• Irritação dos olhos por ressecamento, com vermelhidão, ardência, sensação de areia nos olhos, coceira e aumento das conjuntivites alérgicas.

• Veja algumas dicas do melhor a se fazer nesta época ou nestas cidades;

• Evitar aglomerações

• Manter arejados os ambientes internos de casa e no trabalho

• Umidificar o ambiente com toalhas molhadas ou com recipientes de água

• Evitar a prática de exercícios físicos em ambientes abertos entre 10 e 16h.

• Os banhos devem ter água morna.

Mas no caso do senhor, como será apenas uma viagem, todas estas alterações e incovenientes não devem impedir a realização do passeio, a não ser que o senhor tenha alguma outra patologia associada ao diabetes, como uma doença respiratória ou cardiológica grave, que possa ser desencadeada e agudizada em condições de baixa umidade.

À Disposição,

Dra. Maria Fernanda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa noite. Sou diabético tipo II e tomo diariamente o Janumet 850 e a Aspirina. Agradecia que me informassem sobre algumas dúvidas que tenho, a saber: Quais os valores ideais de glicemia em jejum, pré e pós prandial. Quanto tempo após as refeições tenho que esperar para iniciar a caminhada.

Quanto tempo de caminhada e quantas vezes por semana.

Delfim Alberto S. Reis

RESPOSTA:

Boa Noite,

Seu Delfim.

O objetivo da automonitora- ção para pacientes diabéticos é chegarmos a valores mais pró- ximos do normal de glicemia capilar. Os níveis ideais para glicemia capilar em jejum de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) é que esteja entre 80 e 110 mg/dl, lembrando que a glicemia em jejum deve ser realizada após um período entre 8 a 10 horas, sem qualquer alimentação; já a glicemia pós prandial, que deverá ser realizada 2 horas após a refeição; de acordo com a SBD deverá ser menor do que 140 mg/dl, mas estes valores mudam um pouco de acordo com as sociedades de Diabetes; por exemplo: A Associação Americana de Diabetes recomenda para o controle de Diabetes em adultos uma glicemia < 180 mg/dl quando coletada entre 1 e 2 horas, após o início da alimenta- ção; já a Federação Internacional de Diabetes e Associação Européia de Diabetes recomendam que para a prevenção da macroangiopatia, a glicemia 2 horas após a alimentação deve ser <135 mg/dl. Mas vamos considerar como objetivo manter a glicemia, tanto antes como 2 horas após as alimentações, em torno de 130 a 140 mg/dl, para conseguirmos níveis de HbA1c (Hemoglobina glicada) satisfatórios.

Quanto à Atividade Física, esta é uma ferramenta que, bem aplicada, contribui de uma forma significativa para o controle e bem estar do paciente diabético. O tipo de exercício recomendado é o aeróbico, como a caminhada por exemplo. A frequência do exercício deve ser de três à cinco vezes na semana, e a duração diária de 30-60 minutos, de forma contínua, ou francionada, ou 150 minutos por semana, se somarmos todos os dias. Logo após a refeição o ideal é que não pratique nenhuma atividade intensa, pois precisamos do nosso metabolismo trabalhando na digestão. O ideal é que a atividade física seja realizada entre as refeições, e que em caso de uso de insulina ou medicamentos que promovam a liberação/produ- ção de insulina (secretagogos), deve-se repor carboidratos antes da atividade física, se a glicemia for inferior a 100mg/ dl, neste caso o ideal é que o senhor coma uma fruta ou barra de cereais, ou tome um suco, antes da atividade física para evitar hipoglicemias; e lembre -se, nunca inicie uma atividade física, caso a glicemia esteja menor do que 70, ou mais de 250mg/dl com cetose, isto pode ser perigoso.

À disposição,

Dra. Maria Fernanda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde, minha mãe é diabética há +ou- 2 anos, eu que faço as aplicações da insulina, 1x ao dia, toma os medicamentos Glibenclamida 3x ao dia, e Metformina 1x ao dia. A glicose dela anda bem controlada. A dúvida é a seguinte, qual é o limite da glicose quando ela está baixa e quando ela está alta. Ela faz tratamento no posto de saúde aqui em BH, e quem leva ela é meu pai, eu não sei se eles esquecem de perguntar ou se o médico nunca informa. Ambos são idosos, e tem 76 anos. Fiquei muito feliz por ter descoberto esse site.

Aguardo a resposta,

Luciana Aquino

RESPOSTA:

Oi Luciana,

O valor da glicemia capilar adequada depende do horário que estamos verificando, a relação deste com as refeições e também depende da idade dos pacientes em que estamos fazendo este controle. A glicemia adequada em jejum, seria em torno de 80 à 110mg/dl, antes das outras refeições (almoço e jantar) e antes de dormir, a glicemia deve estar em torno de 120mg/dl, assim como duas horas após as refeições deve estar no má- ximo em 140 mg/dl. Mas devemos lembrar um fato muito importante, pensando que a sua mãe tem 76 anos, temos que tomar muito cuidado para não exagerar no controle glicêmico e provocar hipoglicemias, pois este quadro pode levar à morte, por doença cardiovascular aguda ou lesão neurológica grave e irreversível; portanto para idosos evitamos um controle muito rígido, com glicemias muito baixas, devido ao aumento da morbi-mortalidade. Portanto para pacientes idosos com diabetes tipo 2, o nível-alvo da hemoglobina A1c (HbA1c) de menos de 6% está associado com risco aumentado de mortalidade e resultados são melhores entre aqueles com níveis intermediários de controle. Podemos observar um aumento da mortalidade e complicações entre aqueles com controle glicêmico elevado, mas por outro lado, acaba ocorrendo risco moderadamente aumentado de morte entre aqueles com níveis muito baixos de glicemia; portanto os melhores resultados globais estão entre aqueles com níveis intermediários de controle, entre aqueles com A1c abaixo de 8%, mas acima de 6% e observou-se comportamento semelhante para aqueles em seus 60, 70 e mais de 80 anos de idade.

Recomenda-se cautela ao se estabelecer um nível-alvo de A1c de menos de 8,0% para os pacientes mais velhos, porque os níveis de A1c inferior a 6% ficaram associados a maior risco de morte em diversos estudos realizados.

Fica a dica para os idosos

Dra. Maria Fernanda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia a todos!

Estou com uma dúvida e preciso da ajuda de vocês. Minha mãe é diabética, toma vários remédios e está com ela sempre alta (aprox. 250), e agora ela se encontra com bursite no quadril, o médico disse que o tratamento é a base de anti-inflamatório e repouso, porém ele falou que ela não pode tomar anti-inflamatório por ser diabética e atacar os rins. Ela não está conseguindo andar e chora de dor o dia todo. Gostaria de saber da ANAD, se existe algum tipo de anti-inflamatório que minha mãe possa tomar? ou outra sugestão que alivie a dor sem prejudicar os rins?

Grata,

Melissa Cecilia Vieira Trigo

RESPOSTA:

Oi Melissa,

Boa Noite, Realmente o uso de anti-inflamatórios deve ser muito criterioso, principalmente em portadores de diabetes devido a diversos fatores, sendo um deles o maior risco de insuficiência renal aguda, em pacientes que muitas vezes já apresentam diferentes graus de insuficiência renal. Outro motivo são os efeitos cardiovasculares trombóticos que podem causar um aumento no risco de infarto do miocárdio e derrame, que pode ser fatal. Todos os anti-inflamatórios não-esteróides podem ter um risco similar e este risco pode aumentar com a dose, duração do tratamento e fator de risco cardiovascular basal. Efeitos gastrintestinais: perfurações, úlceras ou hemorragias gastrintestinais altas podem ocorrer também. A maior parte dos relatos espontâneos de eventos gastrintestinais fatais aconteceu em idosos ou pacientes debilitados. Podem ainda levar ao início de hipertensão arterial ou piora da hipertensão pré-existente, as quais podem contribuir para um aumento na incidência de eventos cardiovasculares, portanto devem ser usados com cautela em pacientes com hipertensão. Retenção hídrica e edema também são sintomas que podem estar associados ao uso destes medicamentos e devemos usá-lo com cautela em pacientes com comprometimento da função cardíaca, como insuficiência cardíaca congestiva, e outras condições que predisponham ou piorem a retenção hídrica. Podem causar toxicidade renal como comentei anteriormente, portanto a função renal deve ser cuidadosamente monitorada em pacientes com doença renal avançada e deve-se ter cuidado ao iniciar o tratamento em pacientes com desidratação. Em pacientes com insuficiência hepática grave não é recomendado. Com isto é possível deixar claro que devemos evitá-lo, a não ser que o uso seja inevitável. Para pacientes com contra indicação, podemos investir em altas doses de analgésicos, e em alguns casos até mesmo utilizar analgésicos mais potentes, mas tudo com prescrição médica e caso a dor esteja associada à neuropatia diabética podemos tratar o componente da neuropatia que muitas vezes potencializa as dores no paciente diabético, mas para começar este tratamento, devemos em primeiro lugar controlar a glicemia e a HbA1. Outro fator que obrigatoriamente devemos observar é se a sua mãe tem osteoartrose de quadril associada, pois neste caso estaríamos diante de uma dor crônica agudizada pelo quadro agudo e poderemos associar os condroprotetores no tratamento. Todas estas medidas aliviariam as dores intensas da sua mãe; e ainda temos a possibilidade, dependendo do caso de indicar uma fisioterapia específica para o quadro clínico dela, além de acupuntura para alguns casos de dores de díficil controle.

Dra. Maria Fernanda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de verificar os valores padrão de diabetes?

Quando há necessidade de se preocupar?

Débora Nerts

RESPOSTA:

Oi Débora,

Os valores de diagnóstico para DIABETES são glicemia em jejum maior ou igual a 126mg/dl ou igual ou superior a 200 mg/dl e acompanhado de sintomas (volume urinário aumentado, sede exagerada, fome devoradora, emagrecimento inexplicável), ou igual ou superior a 200 mg/dl, 2 horas após ingestão de 75 gramas de glicose. Os valores de diagnóstico para PRÉ-DIABETES são glicemia em jejum entre 100-125 mg/dl ou entre 140-200 mg/dl, 2 horas após ingestão de 75 gramas de glicose. O paciente portador de diabetes é um doente de elevado risco cardiovascular: o coração de um diabético equivale ao coração de um não diabético que já tenha tido um infarto agudo do miocárdio. E o paciente pré-diabético tem risco cardiovascular semelhante ao do diabético. Assim os diabéticos devem essencialmente ser avaliados como doentes de alto risco cardiovascular, Portanto podemos concluir que devemos nos preocupar com as complicações mesmo em fases iniciais da doença. O tratamento adequado do diabetes significa manter uma vida saudável, evitando tanto as complicações cardiovasculares, como as outras diversas complicações relacionadas à esta doença que surgem em consequência do mau controle glicêmico. Afinal, como se sabe, a hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) crô- nica pode causar graves problemas à saúde.

Veja abaixo as complicações relacionadas ao diabetes:

• Nefropatia Diabética

• Infecções

• Infarto do Miocárdio e Acidentes Vasculares Cerebrais

• Neuropatia Diabética

• Pé Diabético

• Retinopatia Diabética

Portanto vale a pena previnirmos todas estas complicações, pois as mesmas promovem uma morbi-mortalidade elevada nos pacientes diabéticos. Espero que eu tenha esclarecido as suas dúvidas sobre os valores de diagnóstico para diabetes e o risco desta patologia tão silenciosa e perigosa.

Dra. Maria Fernanda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Desejo informações sobre os efeitos do uso da condroitina e da glucosamina em diabético tipo I, eis que, em razão de intensa atividade esportiva, estou com condromalácia grau III.

Marco André da Silva Caneia

RESPOSTA:

Prezado Marco,

Uma das indicações do sulfato de glucosamina e do sulfato de condroitina além da osteoartrose é na condromalácia. Porém a glucosamina é uma substância natural feita de glicose e do aminoácido glutamina, consequentemente pode provocar aumento da glicemia de intensidade leve a moderada dependendo da dose utilizada. A glucosamina e a condroitina quando tomadas conjuntamente tem efeito sinérgico, auxiliando na manutenção e reparação das cartilagens e das articulações.

O que você deve fazer:

1. Faça atividade física menos intensa, de preferência orientado por um prof. de Educação Física.

2. Você vai se beneficiar com o uso destas substâncias, porém há necessidade de determinar a glicemia capilar com mais frequência e aumentar as doses de insulina de acordo com as glicemias obtidas.

3. Seu endocrinologista te ajudará a ajustar as doses de insulina caso seja necessário.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá a todos, eu tenho uma filha tipo 1, ela já tem 14 anos de diabetes. Já um ano que apareceu um cisto no joelho esquerdo dela, chama-se cisto de beker, mais ou menos esse nome. Os médicos dela do hospital das clinicas de Ribeirão Preto, onde faz acompanhamento da sua diabetes e também o hipertireodismo, que já faz cinco anos que está sem medicamentos, graças a Deus, dizem que a cirurgia seria inútil, pois um outro cisto apareceria em outro lugar, mas esse cisto, não melhora, incha muito e dói demais . Eu tenho pra mim que eles não querem operá-la por causa da insulina que ela toma,ela faz usa da Lantus e da ultrarápida, eles dizem que tem muito risco, pois, ele a teria que ficar 24 horas sem insulina, pois a sua ação é de 24 horas, sendo assim, complicaria muito o pré e o pós operatório, gostaria de saber a opinião de vocês sobre essas duvidas que citei acima se possível.

Isabel Adriana R. Pescara

RESPOSTA:

Prezada Isabel,

O cisto de backer se situa atrás do joelho e em algumas pessoas, principalmente quando são portadoras de doenças inflamatórias pode inflamar o cisto e dar sintomas muito semelhantes a um quadro de trombose na perna acometida. Após avaliação do cirurgião, se ele achar que o caso é cirúrgico, ela pode ser operada normalmente, tomando insulina ultra rápida de acordo com a medida da glicemia capilar obtida durante a cirurgia e também no pós operatório imediato. É importante que ela seja acompanhada por um endocrinologista durante a intervenção cirúrgica e no pós operatório imediato.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de tirar uma dúvida a respeito desse polemico medicamento que surgiu no mercado, a Liraglutina.

Faço uso de Metiformina para controle de diabetes. Há 10 anos atrás tive uma diabetes gestacional e meus pais eram diabéticos. Tenho 47 anos e peso 89kg e alt.1,67. Faço controle alimentar e pratico exercícios físicos moderados 30 min, 5 dias na semana. Minha endocrino me receitou esse remédio e já estou usando há uma semana. Estou sentindo náuseas, barriga inchada de gases com dores abdominais, e hoje tive uma enxaqueca. Ela está para um congresso e não tem como comunicar com ela. Gostaria de saber se devo continuar usando mesmo sentindo essas coisas ou devo suspendê-lo. Gostaria também de saber se esse medicamento seria bem indicado para meu caso, até mesmo para a perda de peso.

Espero ansiosa pela resposta.

Grata,

Marcilene C. S. Nascimentov

RESPOSTA:

Prezada Marcilene,

Continue com seu medicamento. Seus sintomas são os já esperados e serão transitórios. Mantenha contato com sua médica que já deve ter voltado do congresso para continuar sua orientação.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Meu filho tem diabetes há um ano e seis meses. Ele tem 14 anos gostaria que ele fosse voluntário na pesquisa que vocês estão fazendo em diabéticos, eu acho que é meia cirurgia de pâncreas não tenho certeza gostaria muito que vocês pudessem me ajudar e que Deus de em dobro para vocês tudo que vocês estão fazendo pelos diabéticos.

Muito obrigado.

Rosinei Sousa Silva

RESPOSTA:

Prezada Rosinei,

Nossas pesquisas e estudos são para diabéticos tipo 2. As pesquisas em tipo 1 só estão sendo realizadas nos Estados Unidos, e para pacientes que tiveram diagnóstico até 3 meses do início. O que podemos oferecer é convidá-la para ser um dos nossos associados e desfrutar de muitos benefícios em seu tratamento com médicos endocrinologistas, nutricionistas, dentistas e podólogos, todos especialistas em pacientes diabéticos.

Nosso endereço é: Rua Eça de Queiroz, 198 – Vila Mariana – Tel.: 5572-6559.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Eu tenho 66 anos e todos os meus ancestrais, maternos e paternos tiveram problemas com a diabetes. Desta forma eu devo estar no grupo de risco. Quando a minha glicose ultrapassa 100mg, às vezes chega a 135mg, com um controle alimentar de dois a três dias ela baixa para menos de 90mg, o que, segundo os endocrinologistas consultados, me libera do uso de medicamentos, pois depende apenas do controle alimentar. A minha dúvida é que, se chega a esse nível de 135mg, eu já estaria com algum problema de funcionamento do pâncreas, e já poderia ser considerado um diabético do tipo 2, ou ainda não. Tenho Índice de Massa Corpórea igual 30, portanto já estou obeso, e vida sedentária que estou tentando mudar com caminhadas diárias de 30 minutos, mas continuo em dúvida com relação ao que acima eu expus.

Grato,

Iberê Lima Rameri

RESPOSTA:

Prezado Iberê,

Realmente você já está com Diabetes do tipo 2, herdado de seus ancestrais. A conduta padrão seria tratar com Metformina, dieta e exercícios adequados à sua idade e condi- ção física. Para sua idade (66 anos) as caminhadas diárias de 30 min são salutares, no entanto somente após avaliação clínica e laboratorial, poderá ser recomendado o tratamento. Procure um endocrinologista. Observo que os estudos feitos em população de pacientes que como você, antes eram denominados pré diabéticos, já demonstram alterações e complicações tais como coronariopatias, hipertensão arterial, e outras, quando não tratados e comparados com grupo controle de pessoas não diabéticas. A melhor definição para o seu caso é que você tem diabetes tipo 2 em fase inicial e deve ser tratado conforme acima sugeri. O seguimento através da hemoglobina glicada A1c, dará importante informação de como está seu estado glicêmico, visto que este exame mede a média das glicemias dos últimos 3 meses, incluindo os picos após alimentações.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia a todos!

Estou com uma dúvida e preciso da ajuda de vocês. Minha mãe é diabética, toma vários remédios e está com a glicose sempre alta (aprox. 250), e agora ela se encontra com bursite no quadril, o médico disse que o tratamento é a base de anti- -inflamatório e repouso, porém ele falou que ela não pode tomar anti-inflamatório por ser diabética e atacar os rins. ela não está conseguindo andar e chora de dor o dia todo. Gostaria de saber da ANAD, se existe algum tipo de anti-inflamatório que minha mãe possa tomar? ou outra sugestão que alivie a dor sem prejudicar os rins?

Grata

Melissa Cecilia Vieira Trigo

RESPOSTA:

Oi Melissa,

boa noite, Realmente o uso de antiinflamatórios deve ser muito criterioso, principalmente em portadores de diabetes, devido a diversos fatores, sendo um deles o maior risco de insuficiência renal aguda, em pacientes que muitas vezes já apresentam diferentes graus de insuficiência renal. Outro motivo são os efeitos cardiovasculares trombóticos que podem causar um aumento no risco de infarto do miocárdio e derrame, que pode ser fatal. Todos os antiinflamatórios não-esteróides podem ter um risco similar e este risco pode aumentar com a dose, dura- ção do tratamento e fator de risco cardiovascular basal. Efeitos gastrintestinais: perfurações, úlceras ou hemorragias gastrintestinais altas podem ocorrer também. A maior parte dos relatos espontâneos de eventos gastrintestinais fatais aconteceu em idosos ou pacientes debilitados.Podem ainda levar ao início de hipertensão arterial ou piora da hipertensão pré-existente, das quais podem contribuir para um aumento na incidência de eventos cardiovasculares, portanto devem ser usados com cautela em pacientes com hipertensão. Retenção hídrica e edema também são sintomas que podem estar associados ao uso destes medicametos e devemos usá-los com cautela em pacientes com comprometimento da função cardíaca, como insuficiência cardíaca congestiva, e outras condições que predisponham ou piorem a retenção hídrica. Podem causar toxicidade renal como comentei anteriormente, portanto a função renal deve ser cuidadosamente monitorada em pacientes com doença renal avançada e deve-se ter cuidado ao iniciar o tratamento em pacientes com desidratação. Em pacientes com insuficiência hepática grave não é recomendado. Com isto é possível deixar claro que devemos evitá-lo, à não ser que o uso seja inevitável. Para pacientes com contra indicação, podemos investir em altas doses de analgésicos, e em alguns casos até mesmo utilizar analgésicos mais potentes, mas tudo com prescri- ção médica e caso a dor esteja associada à neuropatia diabética podemos tratar o componente da neuropatia que muitas vezes potencializa as dores no paciente diabético, mas para começar este tratamento, devemos em primeiro lugar controlar a glicemia e a HbA1; outro fator que obrigatoriamente devemos observar é se a sua mãe tem osteoartrose de quadril associada, pois neste caso estaríamos diante de uma dor crônica aumentada pelo quadro agudo e poderemos associar os condroprotetores no tratamento… Todas estas medidas aliviariam as dores intensas da sua mãe; e ainda temos a possibilidade, dependendo do caso de indicar uma fisioterapia específica para o quadro clí- nico dela, além de acuputura para alguns casos de dores de difícil controle.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Cambrea Médica Endocrinologista

 

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PERGUNTA:

Boa tarde,

estive lendo a bula do medicamento Cialis e ele contém uma certa quantidade de glicose, por esse motivo o Cialis não deve ser utilizado pelo diabético? Gostaria de saber qual o medicamento para disfunção erétil indicado para uma pessoa com diabetes?

Obrigado.

Renato S. Bernardes

RESPOSTA:

Sr. Renato,

Na verdade o Cialis não deve ser usado pelo paciente diabé- tico, sem avaliação previa do médico que o acompanha, já que o paciente diabético é considerado um paciente de alto risco para outras patologias, principalmente doenças cardiovasculares, que em alguns casos chegam a ser uma contra indicação ao uso desta classe de medicamentos, que podem potencializar e interagir com outros medicamentos usados pelo paciente diabético, que geralmente e polimedicado.Portanto só o médico, que acompanha todos os aspectos e patogias do seu paciente consegue indicar estes medicamentos de forma segura e adequada. A glicose presente no medicamento é em quantidade bem pequena, e por ser um medicamento utilizado de forma esporádica, não seria suficiente para causar uma descompensação no paciente. A não ser que o paciente esteja descompensado, e nestes casos não deveria ser prescrito pelo médico. Por todos estes fatores é importantíssimo o acompanhamento médico adequado e a indicação deste e de qualquer outro medicamento pelo especialista, o que acarreta em segurança terapêutica e sucesso no tratamento.

A Disposição,

Dra. Maria Fernanda V. Cambréa Médica Endocrinogista

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PERGUNTA:

Prezados Senhores,

Foi descoberto que minha filha de 12 anos é portadora do diabetes tipo 1. Gostaria que Vossa Senhoria me informasse onde e como posso adquirir o mini refrigerador para o diabético Dison o que facilita o transporte da insulina em viagens e quando estiver fora de domicílio.

José Carlos de Oliveira

RESPOSTA:

Sr. José Carlos bom dia,

Não é necessário refrigerador para transporte, bastando apenas uma bolsa térmica, pois até 28 dias as Insulinas em uso não perdem sua validade. As Insulinas em estoque devem sim ser mantidas em geladeira comum, de preferência na gaveta das verduras.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinogista

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PERGUNTA:

Gostaria de obter informações referentes a cicatrização no diabético. Porque ele tem tanta dificuldade e demora tanto tempo para cicatrizar, qual é o processo de cicatrização das feridas em um diabético?

Juliana Novak

RESPOSTA:

Oi Juliana, Boa Noite!!

Inicialmente, é importante saber que no processo de cicatrização normal existe um mecanismo bastante complexo, envolvendo várias células e tecidos do organismo. Diversas situações médicas podem afetar esse processo, tais como estado nutricional, doença crônica debilitante, etc. As feridas podem ser divididas em: 1) agudas, onde o processo de cicatrização ocorre de forma ordenada e em tempo hábil, com resultado funcional e anatômico satisfatório; ou 2) crônicas (como as úlceras venosas e de decúbito), onde o processo estaciona na fase inflamatória, o que impede sua resolução e a restauração da integridade funcional.

Quanto ao mecanismo de cicatrização, as feridas podem ser classificadas em:

• Fechamento primário ou por primeira intenção: ocorre nas feridas fechadas por aproximação de seus bordos.

• Fechamento secundário, por segunda intenção ou espontâneo: a ferida é deixada aberta, sendo a cicatrização dependente da granulação e contração da ferida para a aproximação das bordas. Ex.: biópsias de pele, queimaduras profundas, feridas infectadas e feridas que o paciente nunca apresentou ao médico.

• Fechamento tardio ou por terceira intenção: feridas deixadas abertas inicialmente, geralmente por apresentarem contaminação grosseira. Após alguns dias de tratamento local, a ferida é fechada através de suturas, enxertos ou retalhos. Classicamente, a cicatrização de feridas, tanto em pacientes diabéticos, quanto nos não diabéticos; pode ser dividida em três fases: inflamatória, proliferativa e de maturação.

• Fase inflamatória: · É uma fase denominada por dois processos: hemostasia e resposta inflamatória aguda, com objetivo de limitar a lesão tecidual. Em feridas não complicadas, dura de 1 a 4 dias.

• Fase proliferativa: Prolifera- ção de fibroblastos na ferida, sob a ação de citocinas, dando origem ao processo de síntese de colágeno. A síntese de colágeno é estimulada pela TGF beta e IGF1, e inibida pelo INF gama e glicocorticóides. Simultaneamente, ocorre a prolifera- ção de células endoteliais, com formação de rica vascularização (angiogênese) e infiltração densa de macró- fagos, formando o tecido de granulação· Minutos após a lesão, tem inicio a ativação dos queratinócitos na borda da ferida, fenômeno que representa a fase de epiteliza- ção. Eles secretam laminina e colágeno tipo IV, formando a membrana basal.

• ase de maturação: O último passo no processo de cicatrização é a formação do tecido cicatricial propriamente dito, que histologicamente consiste em tecido pouco organizado, composto por colágeno e pobremente vascularizado. O processo de remodelamento da ferida implica no equilíbrio entre a síntese e a degradação do colágeno, redução da vascularização e da infiltração de células inflamatórias, até que se atinja a maturação da ferida. Este processo é longo. A contração da ferida é um dos principais fenômenos da fase de maturação; durante este processo, as bordas são aproximadas, reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada. A contração caracteriza-se pelo movimento centrípeto da pele nas bordas da ferida, impulsionada pela ação dos miofibroblastos.

OBS.: Tipos principais de colágeno:

I – Todos os tecidos, exceto cartilagem e membrana basal.

II – cartilagem, humor vítreo, disco intervertebral.

III – Pele, vasos, vísceras

IV – Membrana basal. Fatores que interferem na cicatrização: Infecção Causa mais comum de atraso do processo cicatricial. Quando a contaminação bacteriana ultrapassa 100000 unidades formadoras de colônia (CFU) ou na presença de qualquer estreptococo beta hemolítico, o processo de cicatrização não ocorre, mesmo com o uso de enxertos ou retalhos. A infecção bacteriana prolonga a fase inflamatória e interfere com a epitelização, contração e deposição de colágeno. Clinicamente há sinais flogísticos, geralmente acompanhados de drenagem purulenta. Nesses casos, deve- se expor a ferida, com retirada das suturas, realizar cuidados locais e antibioticoterapia, se necessário. Desnutrição Uma perda de 15 a 20% do peso habitual interfere significativamente com o processo cicatricial. Níveis de albumina inferiores a 2g/dl estão relacionados a uma maior incidência de deiscências, além de atraso na cicatrização de feridas. A deficiência de vitamina C é a hipovitaminose mais comumente associada à falência da cicatrização de feridas. Nesses casos, o processo pode ser interrompido na fase de síntese de colágeno. Doses de 100 a 1000mg/ dia corrigem a deficiência. A carência de vitamina A também pode prejudicar o processo de cicatrização A carência de zinco (rara, presente em queimaduras extensas, trauma grave e cirrose hepática), compromete a fase de epitelização. Perfusão tecidual de O2 A perfusão tecidual depende basicamente de três fatores: volemia adequada, quantidade de hemoglobina e conteú- do de O2 no sangue. Assim, a anemia, desde que o paciente esteja com a volemia adequada, só interfere na cicatrização se o hematócrito estiver abaixo de 15%. Diabetes Mellitus e Obesidade: Pacientes portadores de D.M. têm todas as suas fases de cicatrização prejudicadas. Notase espessamento da membrana basal dos capilares, dificultando a perfusão da microcircula- ção. Há um aumento da degradação do colágeno, além disso, a estrutura do colágeno formado é fraca. A administração de insulina pode melhorar o processo cicatricial de diabéticos. Indivíduos obesos também apresentam a cicatrização comprometida, provavelmente pelo acúmulo de tecido adiposo necrótico e comprometimento da perfusão da ferida. Glicocorticóides, quimioterapia e radioterapia Os glicocorticóides e as drogas citotóxicas interferem em todas as fases da cicatrização. As drogas utilizadas em quimioterapia devem ser evitadas nos primeiros 5-7 dias de pós operatório (fase crítica da cicatrização).

A radioterapia também compromete a cicatrização, pois é causa de endarterite com obliteração de pequenos vasos, isquemia e fibrose Em relação ao diabetes mellitus, são nos casos que apresentam controle glicêmico inadequado que ocorre comprometimento da cicatrização; e aqueles indivíduos diabéticos que apresentam associadas alterações vasculares e sensitivas (neuropatia) nos pés vão apresentar certamente um processo de cicatrização mais lento. Nos pacientes com diabetes bem controlado, a cicatrização ocorre de uma forma normal e natural, com o mesmo tempo de evolução quando comparado aos não-diabéticos; podendo ocorrer um retardo na cicatrização nas regiões em que exista comprometimento da circulação sanguínea. É importante ressaltar, entretanto, que nos pacientes com o diabetes mal controlado pode haver uma tendência maior a infecções e maior tempo para o processo de cicatrização. Nesses casos o controle rigoroso da glicemia, bem como das infecções, são medidas importantes para otimização do processo de cicatrização.

Dicas para uma boa cicatrização:

• Manter os níveis glicêmicos bem controladas, com HbA1 adequada.

• Fazer uma boa limpeza (higienização) das áreas com lesões

• Sempre contatar o médico -assistente para o acompanhamento.

Ficam as dicas:

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda V. Cambréa Médica Endocrinogista

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PERGUNTA:

Tenho diabetes há 14 anos, tomo 3 medicações+insulina, o meu médico indicou a gastroplastia por vídeo. Meu IMC é 33,4, porém o convenio SulAmerica, negou a autorização porque o IMC teria que ser de 35. Não posso engordar devido a todos os problemas de saude que tenho. Gostaria de uma orientação para solucionar meu caso.

Márcia P. Silva

RESPOSTA:

Prezada Márcia,

A melhor solução para o seu caso não é engordar mais e sim, ao contrário, emagrecer. A perda de peso resolve quase todos os problemas de doenças concomitantes ao diabetes, sendo o melhor tratamento para o próprio diabetes como também para a hipertensão arterial, para diminuição do colesterol e triglicérides. Saiba que embora seja difícil a modificação do hábito alimentar, a dieta para perda de peso é o melhor caminho, que oferece menos riscos e mais benefícios. Tome uma decisão, que você conseguirá perder peso.

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Caros Senhores,

Com muita alegria e esperan- ça recebemos a noticia de que o Governo Federal, através do programa da “FARMACIA POPULAR” iria distribuir a insulina de que precisamos a custo ZERO, substituindo o sistema de subsidio parcial ao preço comercial, conforme ocorria na rede de farmácias conveniadas. Certamente esta atitude contribuiria para alivio do orçamento de pessoas que necessitam de aplicação de insulina duas ou mesmo três vezes ao dia. Há anos venho comprando e usando a insulina em cartucho para aplicação com caneta, sempre comprada nas farmácias da rede credenciada do Programa, forma mais prática, segura e econômica para uso das injeções de insulina, e imaginei que assim continuasse. LEDO ENGANO. Agora o programa só disponibiliza insulina em frascos de 10ml, e somente o frasco, sem as necessárias seringas e agulhas para a aplicação do medicamento. Assim, o “barato/gratuito” sai mais caro para o paciente, pois temos que adquirir as seringas e agulhas necessárias !!! Esse remédio gratuito sai mais caro para nós que o produto anteriormente vendido para uso nas canetas. E mais, como a rolha do frasco terá que ser perfurada 30, 50 vezes, ou mais, o risco de contaminação do liquido e consequente risco de contaminação e infecção no local da injeção será agravado, gerando maiores custos para o sistema de saude, no atendimento a essas novas buscas de tratamento nos hospitais do SUS. Encaminhei uma carta, por e- -mail, ao suporte do programa da Farmácia Popular, no dia 23/03/2011, pedindo informa- ção, e nenhuma resposta foi dada. Acredito que os “Burocratas de Plantão” continuam pensando de menos, desconhecendo os riscos a que passarão a correr os usuários de insulina com essa providência “econômica”… Entretanto, ainda tenho esperança que alguns lampejos de criticidade corrijam essa medida prejudicial a todos, e voltem a disponibilizar a insulina em embalagem mais segura, mesmo que não gratuita, mas com subsidio, e que funcionava muito bem para todos!!!

Fernando J. C. Lopes

“Recebemos a carta acima que foi enviada à Dra. Rosa Maria Sampaio Villa-Nova de Carvalho, coordenadora de Diabetes no Ministério da Saúde que nos enviou a seguinte resposta”.

RESPOSTA:

Dr. Fadlo,

respondendo ao Sr. Fernando, informo que, o refil de canetas não existe e nunca existiu no “Farmácia Popular” acho que devemos comemorar o que já existe e que nunca existiu, como a gratuidade e aos poucos tentar implementar. Todos sabem a necessidade, mas as coisas não são tão simples e nem tão rápidas como perecem ser. Lamento mas entendo a impaciência dos cidadãos! Mas vamos chegar lá!

Atenciosamente,

Dra. Rosa Maria Sampaio Villa-Nova Carvalho Coord. de Diabetes e H. A do Ministério da Saúde

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PERGUNTA:

Meu filho Thiago revelou-se diabético tipo 1 há 03 anos. Atualmente está com 20 anos. Ouvimos e lemos muita coisa sobre a cura do diabetes, ou mesmo, para amenizar necessidade de doses diárias de insulina,de uma provável futura aplicação apenas mensal do remédio.Gostaríamos de saber se, de fato, estamos próximos da cura ou, em último caso, se vai existir a tal dose mensal.

Gratos pelas informações.

Jamir F. Mendes

RESPOSTA:

Prezado Jamir, As doses diárias de Insulina podem ser diminuídas atualmente com o uso do sistema de infusão contínua de Insulina, conhecido como Bomba de Insulina cujas trocas do cateter subcutâneo de teflon são de 03 em 03 dias (picada igual a da caneta). Será lan- çada dentro em breve a Insulina de uso a cada três dias e existem estudos de Insulina de mais longo período, sendo que todos necessitam de complementação de Insulina Ultra Rápida prévia às alimentações. A cura do Diabetes Tipo1, já está em andamento com uso de imunomoduladores, que necessitam ser usados nas 1ª, 3ª a 4ª semanas no início do Diabetes Tipo1.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, gostaria muito de uma orientação de vocês, por gentileza! Perdi a minha mãe Renal Crônica e com metástase por CA mama há 3 meses. Estou ainda muito abalada. Mas agora a minha irmã adoeceu com Diabetes e o médico prescreveu o remédio JANUMET 50-850. Acontece que estamos ainda terminando de pagar as parcelas do funeral de minha mãe, e a dificuldade financeira está muito grande. Vocês saberiam me informar se esse medicamento pode ser adquirido gratuitamente e aonde?

Pois ele é caríssimo nas farmácias!

Agradeço a atenção.

Marilda Sousa

RESPOSTA:

Boa Noite Marilda,

Infelizmente este medicamento que tem um mecanismo de ação diferente dos outros medicamentos para o tratamento do diabetes, não é encontrado no sistema público de saúde. Este medicamento é uma combinação de Metformina de 850 mg, no caso deste que foi prescrito para a sua irmã e o fosfato de sitagliptina de 50 mg. A metformina é encontrada gratuitamente nos postos de saúde, basta levar a receita médica de data recente que a senhora consegue adquiri-la, mas o fosfato de sitagliptina, ainda não está disponível. Uma boa possibilidade de aquisição deste produto combinado, seria a senhora ligar no telefone de atendimento ao consumidor do laboratório que o produz e fazer um cadastro, após efetuado você poderá comprá-lo em qualquer farmá- cia com um desconto de 50%. Esta é uma ótima dica para adquirir este produto com o custo reduzido, mas não gratuitamente.

O telefone para cadastro é 0800 01 22 232, e também precisará ter em mãos a receita médica para comprá-lo.

Atenciosamente,

Dra. Maria Fernanda Verano Cambréa Médica Endocrinogista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se a insulina NPH pode ser trocada pelo Exubera?

Quais as vantagens ou desvantagens?

Grato,

Mauro Augusto Furuyama

RESPOSTA:

Boa Noite,

Mauro,

A insulina inalável Exubera, foi uma grande novidade em 2006 para tratamento da diabetes. A comercialização do produto no Brasil foi liberada no início de junho desse ano (2006) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essa insulina, enquanto estava sendo comercializada possuia apresentação em pó de insulina de ação rápida, e estava disponível em cápsulas com doses de 1 mg e 3 mg, era aspirada através de um aparelho inalador; e seu início de ação era mais rá- pido do que da insulina humana rápida injetável (regular), e, por esse motivo, recomendava-se utilização 10 minutos antes do início de uma refeição. Uma cápsula com uma dose unitária de 1 mg fornecia aproximadamente a mesma dose de uma injeção subcutânea de 3 U de insulina rápida, de ação curta, e a cápsula com dose unitária de 3 mg correspondia mais ou menos a 8 U. Então esta é a primeira observa- ção que devemos fazer quanto à sua pergunta; pois essa insulina enquanto foi comercializada e utilizada; servia exclusivamente para substituir as insulinas rápidas ou ultra rápidas, e não as insulinas de duração intermediária ou prolongada, conhecidas como insulinas basais, como a NPH por exemplo; portanto não poderíamos substituir o uso da insulina NPH pela insulina inalável. E embora o mercado tivesse aguardado com muita ansiedade a chegada da Exubera; afinal seria a primeira alternativa às injeções de insulina oferecida aos diabéticos, desde 1920, quando foi criada a primeira insulina injetável; o entusiasmo inicial foi um pouco contido quando se teve conhe-cimento dos efeitos colaterais do medicamento. E todo o entusiasmo acabou, quando após um pouco mais de 1 ano do seu lançamento; o laboratório que havia lançado e produzia o produto; anunciou (em outubro de 2007), que iria interromper mundialmente a comercialização do medicamento. De acordo com a empresa, na época, a decisão foi tomada devido à baixa aceita- ção do produto no mercado e não estaria relacionada a possíveis problemas de saúde causados pelo medicamento. E por este motivo, atualmente, não teríamos nem a oportunidade de utilizar esta opção terapêutica no tratamento do Diabetes Mellitus.

À Disposição,

Dra. Maria Fernanda V. Cambréa. Médica Endocrinogista

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PERGUNTA:

Gostaria de tirar uma duvida sobre diabetes. Existe diabetes emocional? Se a pessoa passa por luto o diabetes pode aumentar?

Mara Lopes

RESPOSTA:

Boa tarde Sra. Mara,

Muitas pessoas dizem que tem “diabetes emocional”. O diabetes é uma doença orgânica, onde há deficiência e ou resistência a insulina. O que ocorre numa situação de stress, seja físico (como uma cirurgia ou infecção) ou emocional como luto, um assalto, problemas familiares… é uma elevação da glicemia em decorrência de fatores hormonais tais como da adrenalina e cortisol, que são conhecidos como “hormônios do stress”. Esses hormônios interferem na glicemia, fazendo com que num momento de stress a glicemia se eleve.

Dra. Vivian Fanny de França Arruda Médica Endocrinologista

—————————————————————————————————————————————–PERGUNTA:

Gostaria de saber o motivo de eu estar perdendo peso. Ao longo de 2 anos perdi 8 quilos, não consigo recuperar, estou urinando muito há cada 3 horas. Fiz vários exames e tudo normal, minha glicemia em jejum é 90, fiz até a curva glicêmica com 75 a primeira hora deu 115, a segunda hora deu 51 o que pode ser? Gostaria de ser atendido nesta situação, muito obrigado e até breve.

Aparecido Abreu

RESPOSTA:

Aparecido,

A sua glicemia de jejum é normal e sua curva glicêmica também, portanto diabetes não parece ser a causa destes sintomas. Estes são sintomas comuns do Diabetes, mas aparentemente não é seu caso.

Sugiro que você procure seu médico para uma investigação detalhada.

Dra. Vivian Fanny de França Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi bom dia,

tava assistindo uma entrevista com um professor de educação física e fiquei sabendo sobre atividades dos diabeticos, eu queria saber o seguinte, sou Diabético, tipo 1 uso insulina NPH e regular, tomo 50 unidades pela manhã, mais 6 da regular, mais 50 no almoço e 6 da regular mais 50 à noite e 8 da regular, me encontro com dificuldades de andar. Hoje, fiz exames onde constatou neuropatia e outras complicações onde o médico me falou que há um quadro irreversível. Tenho muitas dificuldades, estou afastado do trabalho, e cada 2 meses tenho que fazer pericia médica pelo INSS onde o constrangimento é muito grande, por sinal um perito há 4 meses me falou que diabetes não era doença, já faço tratamento psiquiátrico uso 60 gotas de rivotril à noite, mais 3 comprimidos de tegretol e uso anti-depressivo, VENLAXIN DE 225mg. Então gostaria que me orientassem como devo proceder, ah! além da insulina faço uso de comprimidos GLIBENCLAMIDA 3 comprimidos por dia e METFORMINA 3 comprimidos por dia, por favor qual orientação que vocês me dão.

Obrigado tenham um ótimo dia, irei passar por constrangimento agora no INSS oura vez porque meu beneficio se encerra dia 21 de abril, obrigado.

Cícero Alves da Silva

RESPOSTA:

Prezado Cícero

Você é portador de Diabetes Mellitus tipo 1 de longa duração em uso de Insulina NPH e Regular em 3 tomadas. É necessário saber se estas doses de insulina, a alimentação e sua atividade física estão mantendo os níveis das suas glicemias controlados. Você refere que está tendo dificuldade para andar e este pode ser um quadro de neuropatia periférica. A neuropatia periférica não necessariamente é irreversível. O bom controle do diabetes e uso de drogas específicas podem melhorar e evitar a progressão da alteração neurológica. Você não deve ficar constrangido pelo fato de ser submetido à perícia médica, pois como você, inúmeros outros portadores de diabetes, infelizmente, apresentam complicações crônicas que diminuem ou impedem a atividade laborativa. Não vejo necessidade de você usar a Glibenclamida, visto que o seu pâncreas não responde a este tipo de medicamento. Se você estiver com sobrepeso ou obesidade a Metformina poderá ser utilizada. Você deve manter uma atividade física orientada para a sua neuropatia, continuar com o tratamento psiquiátrico e não deixar de se cuidar, para manter qualidade de vida.

Um forte abraço.

Dr. João Sergio Almeida Neto Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa Tarde Dr Fadlo,

Meu nome é Rute, tenho 47 anos e tenho lupus eritematoso sistemico há mais de 16 anos. Ocorre que em 2008,2009 e 2010 o lupus ficou ativo e tomei altas doses de corticoides. Em Julho de 2010 a minha reumatologista me encaminhou à uma endocrinologista com o diagnostico de diabetes tipo 2 devido a uso prolongado de corticoides. Na minha família ninguem tem diabetes, pra mim era uma doença desconhecida e fiquei apavorada. Fiquei sabendo da Anad em novembro/2010 através de uma entrevista com o Sr. no programa da katia Fonseca e fui participar do dia mundial do diabético.

Que maravilha!!!

Fiquei sócia e hoje passo com a nutricionista Aline, (já perdi quase dez kilos), passo com a Dra Maria do Socorro, acabei meu tratamento dentário, passo com a podóloga Sandra e pretendo também mudar de endocrinologista, por uma da Anad.

Minha pergunta é:

como o Lupus agora está controlado e o médico reduziu para 20mg a dose do predson, e, uma vez que segundo eles a diabetes foi em decorrência do medicamento, a mesma pode desaparecer ou uma vez diabé- tico sempre diabético? Informo ainda que com a dieta, a medicação e a atividade física a diabete está controlada. De vez em quando só que ela dá uns picos e chega a 180mg/dl, mas normalmente está entre 90mg/dl a 140mg/dl. Também meus exames de Gama GT do figado também andam alterados há mais de 2 anos variando entre 360 e 470 também devido ao mesmo medicamento.

Rute Gusmão

RESPOSTA:

Prezada Rute,

Fico muito contente em ter aberto o caminho da Anad para você, que aliás tem sido para muitas pessoas um ponto de apoio e de salvação de vidas. Com relação a sua pergunta, uma vez diabético, sempre diabético, que poderá estar controlado hoje, mas se amanhã voltar às condições anteriores, ocorrerá o descontrole. Você deve manter seu tratamento e atividades atuais.

Quando decidir trocar, procure Dra Vivian, nossa endocrino, que seguramente dará atenção também às suas alterações hepáticas.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa noite, não sei exatamente se vocês podem me ajudar. Mas vou tentar do mesmo jeito. Eu não tenho diabetes ainda, mas tenho um alto grau de açúcar no sangue, que acreditávamos que era uma disfunção no fígado. Depois de vá- rios exames nada, tenho outras complicações de saúde também, mas esta taxa de açúcar não baixa, mesmo em dieta por três meses. Por isso pergunto, existe alguma instituição médica que eu possa procurar para poder tentar reverter este estado.

Muito obrigado por qualquer informação.

Maria José Franciscone

RESPOSTA:

Prezada Maria José, Todo aumento de açúcar no sangue, acima de 126 mg/dl, em jejum e acima de 200 mg/dl a qualquer hora do dia, é diagnóstico de Diabetes. Não existe outra doença com aumento de açúcar, que não seja o Diabetes.

Recomendamos procurar a Anad, Rua Eça de Queiroz, 198, Vila Mariana informações no telefone 11 5572-6559.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

———————————————————————————————————————————–PERGUNTA:

Boa Noite! Tenho 19 anos e sou diabético, faço uso de 2 tipos de insulina (a Lantus e a Novorapid), e vou para os EUA, nas férias de julho. Gostaria de saber como faço para embarcar com as insulinas.

Vilmar da Conceição Oliveira Filho

RESPOSTA:

Prezado Vilmar,

Você deve levar na bagagem de mão, de preferência em bolsa térmica própria. Considerando as exigências da Policia Federal nos Estados Unidos, sugiro que você leve uma receita em inglês, bem como uma declaração de seu médico como paciente de DMT1. Lembro ainda, que você deve levar uma quantidade maior do que aquela prevista para o consumo no período, uma vez que podem ocorrer situa- ções adversas como perda de frasco ou extensão da viagem, pois você não poderá adquirir insulina sem receita de médico local. Muito importante é que toda pessoa faça seu seguro saúde para o período de viagem, visto que qualquer procedimento ou internação custa muito caro.

Esperando ter colaborado, desejo-lhe boa viagem.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Por favor, eu preciso de uma resposta muito rápida. Sou portador de diabetes tipo 2 tomo o medicamento Janumet 50/500 MG e sigo as instruções dos médicos no dia a dia, mas como agora o governo está doando os medicamentos eu gostaria de saber qual é o medicamento gratuito que tenha a mesma eficá- cia ou muito próxima deste pois eu não tenho mais condições de comprar o Janumet que é caríssimo e na verdade são 2 em 1 e o que eles distribuem pelo o que eu vi é a parte barata, pelo amor de Deus me ajudem, estou desempregado e não quero morrer com os rins parados como foi meu pai.

Grato.

Claudio Noronha

RESPOSTA:

Claudio,

O Governo disponibilizou a Metiformina gratuita, porém não há substituto para a Sitagliptina, e o remédio Janumet é a Sitagliptiva associada à Metformina. Para não ficar sem tratamento, provavelmente você terá que trocar a medica- ção em questão por outra, porém não existem genéricos ou similares para o Janumet.

Drª. Daniela Miranda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa noite Gostaria de saber se uma pessoa que tem diabetes tipo 1 pode não ser diabético. Ele pode estar com diabetes e depois de um controle alimentar e insulina, ela sumir? Ter sido apenas devido a algum problema? Pode ficar uns dois meses com diabetes tipo 1 e não ser diabético?

RESPOSTA:

Cara Beatriz, O DMT1 é uma condição irreversível. Ele ocorre devido à disfunção das células B produtoras de insulina do pâncreas, por anticorpos. O que pode ocorrer é o que chamamos de período de “lua de mel”, que ocorre em alguns pacientes DM1 que apresentam melhora temporária do quadro logo após o diagnostico, porém em alguns meses o, paciente volta a apresentar necessidades de insulina, o DM1 é, até o momento, irreversível, e o uso de insulina é a única maneira de assegurar o bem estar e a vida do paciente.

Atenciosamente,

Drª. Vivian Fanny de Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi Anad, Minha filha tem 10 anos e tem diabetes tipo 1… a dela é emocional…..sempre está alta…. qual os cuidados que devo tomar em relação a alimentação dela?

Queria que me passasse algumas dicas.

Obrigada.

Luciana Libório

RESPOSTA:

Prezada Luciana,

O Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença auto imune e como o tipo 2 pode ser desencadeada como fator precipitante, como pelo stress. Glicemia sempre alta é uma condição que necessita ser corrigida para a preservação das complicações. Você deve insistir com o médico dela na melhora do tratamento, e de seu controle.

Profº. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi Anad,

Fui informada que existe uma operação que cura o Diabetes dependendo do tipo. Gostaria de saber se esta informação procede.

Rainise, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Rainise,

“O diabetes tipo 2 pode ser tratado com cirurgia bariátrica em alguns casos. Pessoas com diabetes tipo 2 e que tem obesidade mórbida (Índice de massa corporal maior que 35) tem uma reversão do diabetes em até 80% dos casos. Nas pessoas com IMC menor que 35 os resultados ainda são preliminares, mas é possível que 40 a 50% dos diabéticos terão uma intensa melhora da sua doença. Não devemos falar em cura, uma vez que parte destas pessoas voltam a apresentar diabetes depois de alguns anos. Além disso, não podemos esquecer que existe um risco de morte baixo, mas presente ao realizar-se uma cirurgia. Por fim, todos os pacientes operados devem ser seguidos clinicamente por toda a vida, mesmo quando obtêm grande melhora do diabetes, pois problemas de desnutrição são comuns e devem ser continuamente tratados após a cirurgia”. “A ampla divulgação de cirurgias que curam o diabetes está embasada em dados preliminares e que devem ser avaliados com cautela.

Por fim, profissionais especialistas em diabetes podem emitir opiniões consistentes sobre a indicação da cirurgia e sobre os resultados esperados para cada paciente individualizado”.

Profº Dr. Bruno Geloneze Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Querida Anad,

Boa tarde ao pessoal da ANAD.

Sou diabético há quase três anos. Tenho 50 anos. Moro em Minas Gerais na cidade de Sete Lagoas. Minha glicose está descontrolada apesar de tomar 60 unidades de insulina diária ela fica entre 480 a 515mg/dl. Quando abaixa para 200, 170, começo a passar mal. Fico mais em casa acamado. O meu endocrinologista, mesmo com esta taxa altíssima não me oferece um atestado de que não posso trabalhar. Ele pode me oferecer este atestado? Ele está me incluindo, mesmo com a glicemia nesse estado no quadro de diabéticos normais. Eu estou normal? Estou afastado do serviço vai fazer 3 anos. As perícias que já fiz, principalmente a última, o perito (que diga-se de passagem era um ginecologista) não quis me dar o benefício dizendo no laudo pericial que estou apto para o trabalho. Por gentileza me forneça esta orientação.

No mais agradeço a atenção.

Aécio E. César, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Aécio

Bom Sr. Aécio, realmente sua glicemia não está normal, está altíssima e acima dos níveis desejados, o que aumenta muitos os riscos de complicações crônicas a médio e longo prazo, além de risco agudo de coma hiperosmolar. Esta sua alteração glicêmica provavelmente está ocorrendo durante o dia todo, e há muitos anos, álias, pelo o que você está falando, a sua glicemia nunca foi controlada desde o seu diagnóstico, e é por este motivo que você tem sensação e sintomas de hipoglicemia, quando o nível de sua glicemia cai de 500 para 200. Estes sintomas nestes casos ocorrem mesmo, mas não é hipoglicemia efetiva, e você não deve corrigir com comidas ou sucos doces, pois após um tempo persistindo com a glicemia normal, mesmo com estes sintomas o seu organismo vai voltar a se adaptar aos níveis normais de glicemia, e durante este período você talvez necessite ficar em repouso mesmo. Sr. Aécio, em primeiro lugar, precisamos potencializar e distribuir melhor a sua insulina diária, com contagem de carboidratos, e se necessário associar medicamentos para melhorar a resistência à insullina, caso o Sr. tenha sobrepeso ou obesidade, e descartar outros diagnósticos, como anticorpo e reavaliar locais e técnicas de aplicação da insulina. Seria muito bom, reavaliarmos todos estes fatores, iniciariamos o controle glicêmico adequado, período que talvez seja necessário repouso, dependendo dos seus sintomas, e após o controle você estará apto à trabalhar dependendo da sua função, desde que possa no local de trabalho, ter alimentação ideal para diabéticos, desde que possa realizar glicemia capilar ao longo do dia, aplicar insulina normalmente; mas tudo vai depender das suas condições no trabalho e da sua função; pois também não vai adiantar o afastamento e não mudarmos o seus níveis glicêmicos. Precisamos, melhorar seus níveis glicêmicos urgente.

Drª Maria Fernanda V. Combréa Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Querida Anad,

O médico disse que eu tenho resistência à insulina, e eu não entendi nada, porque eu não tomo insulina, nem tenho Diabetes. Então como ele pode saber que eu tenho resistência a algo que eu nem uso.

Será que ele se enganou ou eu não entendi direito.

Clóvis Eloy Cryson Aruarana

RESPOSTA:

Prezado Sr. Clóvis,

Resistência à insulina não se refere ao medicamento insulina e sim à insulina que o organismo produz. A insulina é um hormônio, produzido pelo pâncreas e essencial para a manutenção da glicemia e diversas outras funções essenciais ao organismo. No diabetes ou ela está em falta ou também pode ocorrer resistência à sua ação. O termo resistência à insulina,em não diabéticos, pode ser considerado como um estado de pré-diabetes. Geralmente acontece em pessoas obesas e sedentárias e podem ser encontradas diversas alterações metabólicas nesse indivíduo. Pode ocorrer hipertensão arterial, aumento das triglicérides e diminuição do HDL – colesterol (colesterol bom) e aumento dos níveis de glicemia de jejum (em níveis não de diabéticos). A síndrome de Resistência à insulina é considerada como fator de risco para ocorrer doenças circulatórias como infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico (ou derrame).

Assim, pessoas com resistência à insulina, precisam perder peso, aumentar a atividade física e por vezes usar alguns medicamentos.

Profº Dr. Marcos Tambascia Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi Anad,

Que remédio é indicado para quem tem fígado gorduroso?

Qual é o risco que corre a pessoa que tem isso?

Obrigado.

Pedro Simão Cury , São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Sr. Pedro,

Trato conforme o texto explicativo anexo. Se for só fígado gorduroso sem outras patologias associadas, alimentação restritiva em gorduras animais e álcool. Se necessário associa- se N acetilcisteina 600 mg 1 a 2 vezes ao dia. Esteatose hepática (fígado gorduroso, fígado gordo)-EH Esteatohepatite não alcoolica, Doença hepática gordurosa não alcoolica- DHGNA A HE e a DHGNA decorrem da deposição de gordura no fíga-do. Estão intimamente associadas a carga de gorduras saturadas e hidratos de carbono em excesso; dependem assim de ingestão maior que o necessá- rio desses alimentos principalmente em portadores de diabetes, de dislipidemia(aumento de colesterol e triglicerides), na obesidade central e em situações de resistência periférica aumentada à insulina. Inicialmente pensava-se em alteração benigna, sem muita importância clínica. No entanto com estudos mais recentes, essas condições devem ser precocemente reconhecidas e tratadas adequadamente em virtude de poder evoluirem para doença hepática crônica e cirrose hepática. Na HE verifica-se aumento do fígado, com infiltração gordurosa ao ultrassom, porém sem aumento de enzimas hepáticos( TGO, TGP e GamaGT). Na DNGNA observa-se aumento de enzimas hepáticas e o diagnóstico de certeza de hepatopatia crônica se faz com biópsia hepática. \Tanto a HE como a DNGNA, naquelas populações susceptíveis assinaladas acima, ocorrem em mais de 50% dos casos. Assim o estudo do fígado é imperioso nessas pessoas.

Recomendações gerais

• Reduzir a ingestão aumentada de gorduras saturadas (origem animal)

• Preferir a ingestão de gordura de origem vegetal

• Reduzir drasticamente a ingestão de bebidas alcoólicas

• Tratar a dislipidemia adequadamente

• Controlar o melhor possível os níveis glicêmicos

• Evitar medicamentos potencialmente hepatotóxicas com a clorpropamida e a lovastatina

• Em portadores de hipertensão arterial, quando utilizar as sartanas (antagonistas do receptor de angiotensina II) dar preferência para a telmisartana (Pritor e Micardis)

Dr. Arual Augusto Costa – Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Vocês poderiam me informar sobre a METFORMINA?

O médico me mandou tomar, mais não explicou nada e eu gostaria de conhecer algo sobre o tratamento que estou fazendo, até para poder avaliar meus progressos.

Recebam meus agradecimentos.

Déscio Manoel Cruz , São Paulo

RESPOSTA:

Déscio,

A metformina é um medicamento do grupo químico das biguanidas utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2 isoladamente ou em combina- ção com outros medicamentos antidiabéticos orais Seu mecanismo de ação é de melhorar a ação da insulina produzida pelo pâncreas , aumentando os seus efeitos nas células onde a insulina age e tambem por bloquear a liberação de glicose do fígado reduzindo desta forma a glicose sanguínea (glicemia).

A metformina é utilizada em dosagens entre 500 e 200mg por dia geralmente dividida em 2 dosagens (café da manhã e jantar). Poucos são os efeitos colaterais pelo seu uso. O principal efeito colateral é o gastrointestinal (flatulencia e mal estar gastrico ou empaxamento gastrico) mas felizmente menos de 20% das pessoas apresentam estes sintomas.

Por ser um medicamento em uso há aproximadamente 40 anos, seus potenciais efeitos adversos são já conhecidos, garantindo a segurança do seu uso. Quando utilizado isoladamente não causa hipoglicemia.

Dr. Antonio Carlos Lerário Médico

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PERGUNTA:

Prezado Profº. Dr. Fadlo,

Sou um colega e estou com uma dúvida e acredito ser o senhor, o guia de referência para a mesma. Segue o problema: a glicemia venosa ainda é o teste ouro para o diagnóstico de diabetes? E qual a variabilidade de dosagem de glicemias venosa em relação aos glicosímetros capilares bem como interferentes e se em gestantes é adequado o seguimento de glicose fracionada por glicosímetro ou glicose venosa enzimática e se nesta situação a glicemia capilar há maiores interferentes?

Grato,

Fábio José Della Piazza, São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Fábio,

1 – Sim. A glicemia venosa ainda é o teste ouro.

2 – A glicemia venosa é feita no plasma, e a capilar no sangue total.

A plasmática sempre é cerca de 5 a 10% maior e sofre menos interferência de erros manuseios, material insuficiente e inadequação de procedimentos.

É evidente a vantagem no uso diário da glicose capilar pela sua facilidade.

Pode ser utilizado em gestantes, sendo útil no controle glicemico.

Atenciosamente,

Profº. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde, Preciso de orientações.

Tenho acordado de madrugada suando e me sentindo mal, toda manhã tenho hipoglicemia, como doce e minha glicemia sobe muito, ai tenho que tomar mais Insulina para baixar. Estou me sentindo numa gangorra.

Como posso melhorar esta situação?

Obrigado.

Jair Paranhos dos Santos , Paraná

RESPOSTA:

Sr. Jair,

Antes de qualquer coisa o senhor deve voltar ao seu médico.

Devem avaliar aonde esta o problema: Alimentação inadequada e/ou medicação inadequada.

Pelos sintomas descritos, durante a noite o senhor apresenta hipoglecimia, que pode estar relacionada à ingestão inadequada de alimentos e /ou dose da insulina.

O paciente com diabetes deve ter sempre orientação nutricional, de preferência com nutricionista, uma alimentação balanceada, comendo em horários regulares e quantidades adequadas.

A dieta é primordial no tratamento.

Você e seu médico devem ver também se a medicação e a dose estão adequadas.

Converse com seu médico e sua nutricionista e juntos chegarão a uma solução para esse problema.

Dra. Vivian Fanny de França Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia,

Preciso de orientação sobre próteses para perna amputada por Diabetes.

Onde há consultas, confecção e adaptação para esse tipo de problema aqui em São Paulo?

Obrigado.

Leonel Bezerra,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Leonel,

As amputações de membros devem ser vistas de uma forma bastante otimista e real por, algumas vezes, serem o início de um processo de reabilitação e por proporcionarem, em muitos cenários, a reintegração social e afetiva desses indivíduos, além de serem procedimentos técnicos altamente especializados e que requeiram do Ortopedista especializado na abordagem do Pé Diabético, familiaridade com as doenças que acometem os pés, coragem e autonomia na decisão de amputar, conhecimento dos níveis de amputação, de habilidade cirúrgica, de todo o processo de reabilitação e do entendimento, treinamento e acompanhamento evolutivo das soluções protéticas disponíveis. Avaliações médicas especializadas e sequênciais devem nortear os caminhos em todas as fases de reabilitação do amputado.

Deve-se ressaltar que, as próteses para amputados devem ser prescritas, quando bem indicadas e no momento oportuno para tal, por médicos familiarizados com este contexto.

Não se deve comprar próteses sem a devida avaliação, prescrição e seguimento médico.

Abraço,

Dr. Fábio Batista Médico Ortopedista

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PERGUNTA:

Prezados Drs. da Anad,

Gostaria que vocês me informassem quais são os medicamentos usados no tratamento do DMT2 e como é a sua atua- ção no organismo.

Perguntei ao meu médico, porque queria entender melhor como funcionam e a qual a diferença entre esses medicamentos, mas ele não tem tempo, nem paciência para me esclarecer, por essa razão me dirijo a vocês, que como entendem de Diabetes, realizam educação para a população.

Antecipadamente agradeço.

João Theófilo de Barros Leite, Minas Gerais

RESPOSTA:

Prezado João Theófilo,

Atualmente dispomos de inúmeros medicamentos para o tratamento do DM2, que vou divididos em classes pelo seu modo de ação.

As Sulfoniluréias (ex: Glibenclamida-Glimepirida) e as Glinidas (ex: Repaglinida-Nateglinida) são classes medicamentosas denominadas secretagogos, pois estimulam a produção de insulina pelo pâncreas.

Os sensibilizadores, que facilitam a ação da insulina, são representados pelas Metforminas e Glitazonas (ex: pioglitazona).

O medicamento que diminui ou retarda a absorção dos carboidratos presentes na alimentação, pertence a classe da Acarbose.

Medicamentos mais recentes, as Gliptinas, atuam bloqueando a inativação de um hormônio liberado pelo intestino delgado, quando da digestão alimentar, que é denominado, GLP1. Este hormônio, quando presente, estimula a produção de insulina pelo pâncreas, alem de bloquear a produção de um hormônio, que também é elaborado pelo pâncreas, denominado Glucagon, cuja função é aumentar a glicemia.

Nesta mesma área de atuação, existem os análogos de GLP1 (substâncias semelhantes ao GLP1), estes porém são injetáveis. Não podemos esquecer das insulinas que são de grande utilidade, quando indicadas.

Creio ter esclarecido a sua dúvida.

Um abraço,

Dr. João Sergio de Almeida Neto Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Querida Anad,

Tenho um filho com diabetes e sou professora. Gostaria de saber quais métodos educativos eu poderia empregar não só em casa mas também na minha escola para poder ajudar a prevenir a Diabetes, as complicações e também ajudar as pessoas já com Diabetes a se tratar melhor.

Conto com vocês.

Obrigada.

Lu – Jacobina, São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Sra. Lu,

Vou responder a sua pergunta em três partes:

Quanto a sua escola, o Instituto da Criança com Diabetes – site da ICDRS (www. icdrs.org.br) disponibiliza uma carta que pode ser impressa e entregue aos demais professores. Acesse Educação em diabetes – esclarecimento aos pais e educadores.

O programa de educação desta nossa entidade foi todo elaborado com supervisão pedagógica.

Na prevenção de diabetes recomenda-se mudanças em estilo de vida com alimentação saudável, manutenção de peso adequado e prática regular de atividade física.

Para melhor tratamento de diabetes e prevenção de complicações, atendimento do paciente preferencialmente por equipe interdisciplinar que esclareça e procure, “com o paciente”, buscar atingir as divulgadas metas de bom controle tanto da glicemia como da pressão arterial e lipideos resulta em melhor aderência e qualidade de vida.

Atenciosamente,

Dra. Mauren G. Papadopol Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho diabetes já há muitos anos e tenho me cuidado e me controlado sempre, mas estou cansado.

Gostaria de saber se há novidades tanto no tratamento quanto em tecnologia para o cuidado da doença.

Muito obrigado,

Gerson Boas ,Rio de Janeiro

RESPOSTA:

Prezado Gerson,

Há sim muitas novidade tecnológicas que colaboram com um melhor controle do diabetes, tanto Tipo 1 quanto Tipo 2.

Por exemplo, estão em desenvolvimento monitores de glicemia que medem a glicose em tempo real, e boa parte deles sem agulhas. Há tatuagens de nanoparticulas, lentes de contato, medidor auricular e outros. Já há no Brasil um monitor da marca Medtronic que se chama Guardian, seu médico deve indicar se há ou não indicações de uso no seu caso.

Por outro lado em termos de controle da glicemia há o desenvolvimento de novas medicações que em breve estarão disponíveis (Glifozinas, Análogos GLP, Novas Gliptinas) e as bombas de infusão de insulina, que são uma realidade em nosso meio, porém ainda muito pouco utilizadas. As novas bombas vêm com novos dispositivos que aumentam a segurança do portador de diabetes, melhoram o controle da glicemia e reduzem a variabilidade glicêmica. No sentido da educação em diabetes, acreditamos ser indispensável o comparecimento em reuniões de uma associa- ção que realize palestras sobre Diabetes.

Muitas informações podem ser conseguidas via internet hoje, e a tecnologia da informação só traz benefícios em todas as áreas.

É isso, fique antenado!!

Abraços,

Dr. Marcio Krakauer Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Anad,

Por favor, me expliquem quais são os exames de laboratórios que uma pessoa com diabetes deve fazer, como rotina anual para controle de sua saúde. Meu pai e minha mãe têm Diabetes já há vários anos e eu quero fazer exames neles e também em mim para prevenção.

Recebam meus agradecimentos pela atenção.

Soraya Maria Breves

RESPOSTA:

Prezada Soraya Maria,

Para fins de acompanhamento clínico do Diabetes Mellitus, o médico assistente poderá solicitar exames específicos para avaliar o nível de controle do diabetes, bem como complementar com outros exames que auxiliam na avaliação global do estado de saúde do diabético.

Os exames caracterizados como específicos para o controle do diabetes são:

• Glicemia de jejum;

• Hemoglobina glicada.

Outros exames úteis que podem ser solicitados para complementar a avaliação do diabético são:

• Uréia;

• Creatinina;

• Colesterol total;

• Frações do colesterol;

• Triglicérides;

• Exame de urina tipo I;

• Dosagem de microalbuminúria ou proteinúria.

Podemos também citar um grupo de exames que auxiliam na avaliação global do estado de saúde do diabético, os quais podem ser solicitados quando houver a indicação clínica.

• Hemograma;

• Dosagem de eletrólitos: Sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, etc.

• Ácido úrico;

• Proteína C Reativa;

• Glicose pós-prandial;

• Depuração da creatinina;

Existem alguns exames, de custo mais elevado, que necessitam ser realizados por alguns pacientes diabéticos, sempre com indicação médica.

Dentre eles podemos citar:

• Dosagem de insulina com glicose de jejum;

• Dosagem do peptídeo C Importante ressaltar que o seu médico é o profissional capacitado para indicar os exames laboratoriais necessários para o controle e acompanhamento adequados do diabetes.

Os exames citados compõem uma lista simplificada dos exames mais comumente solicitados na prática médica diária para o acompanhamento do diabético. Certamente, nem todos os exames listados são aplicáveis a todos os diabéticos. Conforme a fase de evolução da doença acrescenta-se outros  exames e, eventualmente, substitui-se aqueles que não mais tão úteis naquela fase de evolução da doença.

Consulte sempre um médico.

“Ele indicará os melhores exames a serem realizados, bem como irá realizar a interpretação correta dos resultados, sempre baseados na história clínica e no exame físico.”

Dr. Nairo M. Sumita Médico Patologista Clínico

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PERGUNTA:

Dr(s). da Anad.

Gostaria de saber qual é a diferença entre gripe e resfriado.

O que é pior para quem tem Diabetes?

Getúlio Amaral da Silva ,São Paulo

RESPOSTA:

Prezado Getúlio,

Tanto o resfriado como a gripe são doenças causadas por vírus e transmitidas por via respiratória.

Em geral, o resfriado comum é uma doença benigna e automitada, que se manifesta com febre baixa, coriza, espirros e tosse, dura 3 a 7 dias e, em geral, evolui sem complicações; enquanto “gripe”, causada por vírus influenza, é uma doença de maior gravidade, que geralmente se manifesta com febre alta de início súbito, tosse coriza, dor de cabeça, mal estar, dores no corpo (mialgia) e que, frequentemente, apresenta complicações bacterianas secundárias (otite, sinusite, pneumonia), desencadeia crises de broncoespasmo (chiado) e descompensação de doenças de base, como cardíacas, pulmonares e metabólicas (diabetes, p.ex). Eventualmente surgem complicações mais graves e raras como convulsão, encefalite e miocardite. Os diabéticos são considerados grupo de alto risco para complicações da gripe, apresentando altas taxas de complica- ções, principalmente pneumonia, assim como descompensação do quadro (hiperglicemia/ acidose).

Para prevenir o resfriado, não existem vacinas, mas para prevenção da gripe, existem vacinas seguras e efetivas, recomendadas pelas autoridades de saúde para todas as pessoas maiores de 6 meses de idade que queiram evitar a doença e suas complicações.

A vacina é particularmente indicada para os grupos de risco, como diabéticos, que podem recebê-la nos postos de saúde ou em clinicas privadas de vacinação. Vale lembrar que a vacina não contém vírus vivos, não causa infecção, mas demora em torno de duas semanas para proteger o indivíduo. A vacina de influenza pode ser administrada no mesmo dia que outras vacinas recomendadas para adultos e crianças e vale ressaltar que os diabéticos também devem ser vacinados para prevenção de pneumococo (bactéria que causa infecção secundária).

Atenciosamente,

Dra. Lucia Ferro Bricks Médica Pediatra Diretora Médica de Vacinas da Sanofi Pasteur

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PERGUNTA:

Prezado Dr.

Não consigo entender se uma diabética que fica grávida é igual a que tem Diabetes Gestacional.

Cristina Fonseca, São Paulo

RESPOSTA:

Olá Cristina,

A sua dúvida é em relação à gravidez em uma diabética pré-gestacional, como chamamos, e a gestacional.

Nos dois casos é fundamental que os níveis glicêmicos estejam dentro dos parâmetros normais para não determinar complicações ao fato e recém-nascidos. Assim o tratamento vai ser a manutenção do normoglicemia. Em relação à diabetes pré-gestacional, que já vinha diabética antes de engravidar, é necessário que esteja compensada antes de engravidar e no início da gestação, para não aumentar o risco de malformações decorrentes de hiperglicemia. Em relação às diabéticas gestacionais, este problema não ocorre, pois o diabetes aparecerá somente na gestação mais avançada, após a formação do feto.

Outra diferença é que as diabéticas de longa data, podem apresentar complicações de órgãos alvo, como hipertensão, nefropatia ou alterações de fundos de olho.

O grande segredo é manter as glicemias compensadas.

Um Abraço,

Dr. Mauro Sancovski Médico Ginecologista e Obstetra

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PERGUNTA:

Gostaria de saber o que é pé de Charcot.

Tenho diabetes e agora estou com uma ferida que não quer sarar.

Alguém falou em pé de Charlot e eu quero saber se é isso que eu tenho.

Maria Lindaura , Rio Grande do Sul

RESPOSTA:

Prezada Maria Lindaura,

Pé de Charcot ou neuroartropatia de Charcot é uma condição progressiva que afeta os ossos e articulações do pé, levando a luxações, fraturas e desarranjo da arquitetura normal do pé, em pacientes portadores de neuropatia diabética. Representa um estágio avançado da neuropatia e representa um pé em risco de ulceração e amputação. Pode ocorrer tanto em diabetes tipo 1 como em tipo 2 de longa duração e é usualmente unilateral. Muitas vezes o pé de Charcot é confundido com artrite ou celulite. Uma vez que o diagnóstico é suspeitado, o paciente deve ser imediatamente visto por um médico com treino e experiência em pé diabético, para que o tratamento correto seja instituido o mais breve possível.

Dra. Geísa Macedo Médica Endocrinologista

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Entrevista concedida pela Dra. Vivian Fanny de França Arruda à revista “Food Service News” No que consiste a síndrome metabólica?

RESPOSTA:

Síndrome Metabólica não é simplesmente uma doença, mas sim um conjunto de enfermidades e alterações metabólicas, como hipertensão arterial, dislipidemia (alterações no colesterol e triglicérides) no metabolismo da glicose, associadas à obesidade. A base para o desenvolvimento desse conjunto de doenças, seu elo comum é a chamada resistência à insulina. Mas o que é a resistência à insulina? É quando nosso organismo deixa de responder adequadamente à ação da insulina e portanto ela não pode exercer suas funções, gerando assim uma série de alterações no metabolismo. Por sua vez, o aparecimento da resistência à insulina está intimamente igado à obesidade, principalmente à obesidade abdominal. Como definimos a Síndrome Metabólica? Diversas Sociedades Médicas como a International Diabetes Federation, a Organização Mundial de Saúde e o National Cholesterol Education Program americano possuem suas próprias definições e consensos, que diferem um pouco de um para o outro.

A International Diabetes Federation considera que, para que um indivíduo seja considerado com Síndrome Metabólica deve obrigatoriamente apresentar obesidade abdominal (circunferencia abdominal >94 cm para homens e >80 cm para mulheres) e mais dois dos seguintes fatores:

• triglicerides > 150 mg/dL ou em tratamento para triglicerides alto

• colesterol HDL < que 40 mg/dL em homens e < que 50 mg/dL em mulheres

• pressão arterial sistólica > 130mmHg e diastólica > 85mmHg ou em tratamento para hipertensão.

• glicemia de jejum > 100mg/ dL ou com diagnósticvo prévio de diabetes

Já o National Cholesterol Education Program considera que para que um indivíduo possua Sindrome Metabólica deve apresentar pelo menos três dos seguintes fatores:

• circunferência abdominal >102cm para homens e > 88cm para mulheres

• triglicérides > 150mg/dL

• HDL <40 mg.dL em homens e < 50mg/dL em mulheres

• pressão arterial sistólica > 130mmHg e diastólica > 85mmHg

• Glicemia de jejum > 110mg/dL As definições são um pouco diferentes, porém o que devemos ter em mente é que indivíduos que possuam tais fatores de risco devem ser avaliados para Síndrome Metabólica. e que a Síndrome Metabóloica está associada à mortalidade duas vezes maior do que a população geral, tem risco três vezes maior de morte por eventos cardiovasculares, maior risco de desenvolver diabetes e de ter AVC.

Quem está propenso a desenvolver a síndrome metabólica?

RESPOSTA:

Pacientes obesos, sedentá- rios, com história familiar de diabetes, pacientes com colesterol alto, hipertensão, glicemia de jejum alterada. A idade também é um fator de risco para o desenvolvimento da Síndrome.

Como a síndrome metabólica pode propiciar o surgimento do diabetes?

RESPOSTA:

Como já falamos antes, a Síndrome Metabólica tem tudo a ver com resistência à insulina. E resistência à insulina tem tudo a ver com diabetes. A insulina é o hormônio responsável por metabolizar a glicose que ingerimos e transformá-la em energia para nosso organismo. Se não há insulina, ou essa insulina não exerce sua ação adequadamente, a glicose que ingerimos não é metabolizada e fica se acumulando em nosso sangue, o que leva à hiperglicemia, ou seja, açúcar alto no sangue, o que caracteriza o diabetes. Portanto, uma pessoa que tem Síndrome metabólica tem resistência à insulina. Se tem resistência à insulina, a ação da insulina no organismo que é “queimar” a glicose que ingerimos está prejudicada. E se a insulina não pode agir adequadamente, isso pode levar à elevação ‘da glicose no sangue e ao longo do tempo ao desenvolvimento do diabetes neste indivíduo.

Como a ANAD orienta os pacientes pré-dispostos ao diabetes e/ou diabéticos?

RESPOSTA:

Todos os pacientes com diagnóstico de diabetes são sempre orientados a fazer acompanhamento médico com um endocrinologista, que é quem entende de diabetes. São orientados quanto à importância de uma dieta adequada, a importância do exercício físico, da automonitorização da sua glicemia, de seguir o tratamento estipulado pelo seu médico. E são estimulados a tomar parte das atividades multidisciplinares educativas para melhorar o conhecimento sobre sua condição.

Também devem tratar condições associadas como hipertensão, dislipidemia e são orientados a deixar de fumar. Pacientes em risco de desenvolver diabetes, ou seja, aqueles com sobrepeso ou obesidade, maior de 45 anos, com familiares de primeiro grau com diabetes, hipertensos, com alteração do colesterol, com problemas cardíacos, devem também ser avaliados por um endocrinologista e orientados quanto à dieta saudável, perda de peso, exercício físico e tratamento das condições associadas.

Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a maior número de eventos cardiovasculares e alta morbidade e mortalidade é importante o tratamento dos componentes da Síndrome.

É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso.

Em alguns casos o uso de medicação se faz fundamental.

Um endocrinologista pode avaliar e orientar cada caso especificamente.

Dra Vivian Fanny de França Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, tenho dores nas pernas formigamento, dificuldade para andar, e isso está me afligindo muito. Estou com 35 anos e tenho Diabetes há 10. Me disseram que pode ser Neuropatia Diabética, mas não tenho diagnostico ainda,

Por favor me digam o que é Neuropatia Diabética e o que posso fazer para me curar desse incomodo.

Obrigado,

Dorgival Menezes ,Rio Grande do Norte

RESPOSTA:

Sr. Dorgival Menezes

O primeiro passo é consultar um neurologista para confirmar o diagnóstico. Ele saberá fazer o diagnóstico às vezes só com o exame clínico, mas pode ser necessário pedir exames. Se confirmada a hipótese de neuropatia diabética, o tratamento é para amenizar os sintomas. Podem ser necessárias medicações por via oral e eventualmente por via endovenosa. Também exercícios, fisioterapia e outras medidas podem ajudar, dependendo de cada caso.

Sempre, porém, o controle rigoroso da glicemia é fundamental.

A neuropatia diabética é, em palavras simplificadas, uma inflamação dos nervos causada pelo diabetes.

Dr. Roberto Godoy Médico Neurologista

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Entrevista concedida à revista Alvorada

1. O diabetes é considerado, ao lado da depressão, como um dos piores males do século 21.

Isso é alarmismo ou realidade?

Não é alarmismo e sim realidade pois se hoje contamos com aproximadamente 300 milhões de pessoas com Diabetes (segundo a IDF), dentro de 20 anos, serão 450 milhões.

Considera-se um nº de 420 milhões de indivíduos com a doença na fase pré-clínica (pré diabético) No Brasil 12 milhões.

2. O que existe de verdade e o que existe de mito em tudo que tem sido dito sobre diabetes nos últimos tempos?

A verdade atual é que vivemos hoje a catástrofe das conseqüências e complicações do Diabetes não tratado adequadamente e não controlado (há décadas).

Este impacto se mede pelas principais conseqüências:

1. perda de visão progressiva e hoje principal causa de cegueira no mund

2. 45 a 50% das pessoas que fazem hemodiálise (insuficiência renal, fase terminal) são portadores de Diabetes

3. 40% dos coronariopatas (angina, enfarte) são portadores de Diabetes.

4. 29% de todas as revascularizações de miocárdio são em portadores de Diabetes, doença que leva a um alto impacto na maior causa de morbi mortalidade no mundo moderno que são as doenças cardio vasculares ateroscleróticas (enfarte, AVC, trombose e amputa- ções de membros inferiores – 1º causa)

Mito –

O Diagnóstico do Diabetes não significa sentença de morte, nem que vá desenvolver todas estas complicações. Aqueles que se tratam, cuidam, controlam e recebem assistência especializada terão uma vida normal.

3. Qual é a relação entre maus hábitos alimentares e diabetes?

Soube que a alimentação é uma das maiores culpadas pela doença.

É verdade?

Sem dúvida a alimentação errada, rica em carboidratos e gorduras e em abundância, pode desenvolver a obesidade que é o principal “passaporte” para o Diabetes.

4. No combate ao diabetes, muita gente acredita que a cirurgia é a melhor solução. É isso mesmo, ou a mudança de hábitos continua essencial?

A cirurgia é a solução para o Diabetes que surgiu em decorrência de obesidades mórbidas. Sabemos que com a mudança do hábito alimentar e o emagrecimento, aliados ao exercício físico, podemos regredir e controlar a doença e nos casos do pré Diabetes, normalizar as alterações metabólicas.

5. Quais os melhores alimentos e a melhor dieta para vencer a gordura e o diabetes?

Essas dietas famosas funcionam mesmo?

Os melhores alimentos são aqueles que têm maior índice glicêmico e menor valor calórico. Adotados de forma correta melhoram o controle do Diabetes e diminuem o peso.

6. O senhor acredita que um estilo de vida mais frugal e práticas espirituais sejam bons aliados na vida para combater o estresse e consequentemente diversas doenças? O stress da vida moderna está levando à muitas doenças, entre elas o Diabetes.

A mudança do estilo de vida (o que é muito difícil) com alimentação adequada, realização de exercícios físicos, programação de lazer/prazer, são importantes para minimizar estas doenças e suas conseqüências.

Atenciosamente ,

Profº Dr. Fadlo Fraige Filho Presidente

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PERGUNTA:

Olá Dr. Fadlo,

Gostaria de saber se devo parar ou continuar a tomar AAS infantil que tomo já há 3 anos . Gosto muito do seu programa, que continue assim, dando informações para todos.

Que Deus ilumine sempre seu caminho, parabéns a todos os funcionários da ANAD que nos recebem com carinho.

Atenciosamente;

Sua ouvinte Maria Iris , São Paulo

RESPOSTA:

Sim, deve continuar a tomar, pois a aspirina em pequenas doses, de 80 a 100 mg produz uma proteção às pessoas com Diabetes para que não sofram problemas de trombose, prolongando a vida e evitando enfartos.

Obrigado pelas palavras, pois o apoio de vocês é nossa principal motivação.

Atenciosamente ,

Profº. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Precisamos saber qual é a diferença entre DMT1, DMT2 e Diabetes Gestacional.

Grata,

Maria Judite de Souza, São Paulo

RESPOSTA:

DMT1 – é o que é desenvolvido na criança e no adolescente cuja causa é o aparecimento de anticorpos contra as células do pâncreas, que fabricam Insulina. Estes anticorpos destroem as células não havendo mais produção de insulina e sendo necessário o uso contínuo de aplicação de Insulina.

DMT2 – é uma doença que aparece geralmente após os 40 anos, em que existe produção de Insulina, porém sua ação é ineficaz tendo em vista a resistência à ação da Insulina principalmente pelos tecidos muscular e adiposo (músculo e gordura). Geralmente se controla com o uso de comprimidos e depois de muito tempo de evolução, necessitando também de Insulina para seu controle.

Diabetes Gestacional – é o Diabetes que aparece durante a gravidez (não confundir com a paciente diabética que fica grávida). Ocorre em mulheres que tenham histórico familiar (genética) e tenham outros fatores de risco associados como obesidade e hipertensão. Geralmente regride após o parto.

Atenciosamente,

Profº. Dr. Fadlo Fraige Filho Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Sr Dr. da ANAD,

Meu médico me disse que tenho fígado gorduroso, mas não me receitou nada;

Gostaria que me esclarecessem:

– O que é fígado gorduroso?

– Qual a medicação indicada?

– Tenho que fazer algum regime?

– Com isso pode aparecer Diabetes?

Na esperança da resposta ,

Pedro Paulo Guimarães ,Pará

RESPOSTA:

Prezado Sr. Pedro Paulo

Fígado gorduroso pode ser causado por diabetes, obesidade e ingestão excessiva de álcool.

O tratamento deve ser orientado dependendo da causa. Se o Sr estiver acima do peso e com o figado gorduroso o sr. terá mais chance de ficar diabético, por isto é necessário que faça uma dieta de aproximadamente 1200 calorias. Se já estiver com diabetes o Sr. deve ficar com os níveis de açúcar no sangue os mais perto da normalidade e em alguns casos pode-se usar uma medicação chamada de cloridrato de metformina. Nas situações acima, consulte um endocrinologista para receber a orientação correta. Se estiver ingerindo quantidades excessivas de álcool, deve parar com a bebida alcoólica ou diminuir muito.

Se o grau de gordura no fígado for avançado, o Sr deve seguir com rigor a orientação do seu médico para evitar outros problemas no futuro.

Um abraço,

Prof Dr Orsine Valente. Médico Endocrinologista

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PERGUNTA:

Precisamos saber se já há solução para quem tem mácula nos olhos, devido à diabetes, se há como deter o avanço da mácula, antes que chegue à cegueira?

Maria Imaculada Pisselli Abranches

RESPOSTA:

Prezada Maria Imaculada,

A mácula é uma parte da retina, tecido neural que recobre o olho por dentro e com a função de captar a luz (imagens). Somente nesta parte da retina temos a visão de detalhes.

Por essa razão a retinopatia diabética tem uma classificação especial para ela, a chamada Maculopatia Diabética.

Para o tratamento da Maculopatia os fatores mais importantes são:

1. Controle da Glicemia;

2. Controle da Pressão arterial.

3. Níveis de colesterol e triglicérides

4. Anemia

Nos casos mais avançados é necessário tratamento com foto-coagulação (laser).

Existem hoje medicamentos que melhoram o tratamento com laser. São chamados tratamentos coadjuvantes. Quer dizer que sozinhos tem um efeito temporário, mas em conjunto com o laser, aumentam as chances de melhor resultado.

Todos estes medicamentos são usados de forma intra-ocular quer dizer “injeção dentro do olho”.

Atualmente temos as opções da:

1. Triancinoloma;

2. Beuacizumabe;

3. Ranibizumabe.

Todas com bons resultados, sem um consenso de qual é melhor. O único consenso é de que a aplicação deles isoladamente causa uma melhora temporá- ria, necessitando do tratamento com laser em conjunto e que sem o controle dos fatores sistemáticos o tratamento é pouco efetivo.

Atenciosamente,

Dr. Paulo Henrique Morales Oftalmologista

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PERGUNTA:

Por favor, poderiam me explicar sobre a Hemoglobina Glicada e o que ela tem a ver com o Diabetes.

Agradeço.

Maria Luiza Thomé, Amazonas

RESPOSTA:

Prezada Maria Luiza.

A hemoglobina glicada é uma forma de hemoglobina ligada à glicose. Todas as pessoas possuem, uma quantidade de hemoglobina que se liga à glicose e esta quantidade depende, basicamente, da concentração de glicose no sangue. Quanto mais glicose, ou seja, quanto maior for a glicemia, maior será a quantidade de hemoglobina glicada. Pessoas não diabéticas tem, em geral, hemoglobina glicada abaixo de 6,5%, enquanto pacientes diabéticos que mantém glicemias elevadas possuem níveis aumentados da hemoglobina glicada. Por esta razão, a dosagem da hemoglobina glicada pode ser utilizada no acompanhamento do paciente diabético, sendo esperado que um indivíduo diabético bem controlado mantenha a hemoglobina glicada abaixo de 7%.

Algumas vezes, a hemoglobina glicada é referida pelas siglas HbA1c ou apenas A1c.

Maiores informações podem ser obtidas no site da SBPC – www.sbpc.org.br

Prof. Dr. Adagmar Andriolo Médico Patologista Clinico

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PERGUNTA:

Prezados senhores da Anad,

Meu pai tem Diabetes há 20 anos e nos últimos tempos tem tido feridas nos pés.

Gostaria que me informassem qual é o médico especialista para tratar do problema e qual o melhor tratamento, que remédio podemos usar.

Ele corre o risco de cortar o pé?

O que podemos fazer para prevenir?

Há sapatos especiais?

Agradeço

Lourival Martins , Ceará

RESPOSTA:

Prezado Lourival,

O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha, infecções e amputações, entre outras. A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.

Prof. Dr. Fábio Batista Médico Ortopedista

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PERGUNTA:

Dr da ANAD ,

Gostaria de saber se a pessoa com Diabetes vai sofrer dos rins no futuro e se vai ter que fazer hemodiálise, ou tem maneira de prevenir.

O que é nefropatia diabética?

E quem pode fazer transplante para curar o Diabetes e a doença do rim.

Obrigada,

Maria Augusta Cavalheiro , São Paulo

RESPOSTA:

Prezada Maria Augusta,

A nefropatia diabética é uma das complicações do diabetes mellitus (DM) caracterizada pela perda persistente de determinada quantidade de proteína na urina (proteinúria) em 2 ou 3 amostras coletadas no período de 3 a 6 meses. Cerca de 20 a 40 % dos DM tipo 1 e cerca de 20% dos DM tipo 2 irão desenvolver esta complicação após 10 a 20 anos de duração, com evolução variável para perda definitiva da função renal. As melhores estratégias para diminuir o risco de progressão para doença renal terminal são: um excelente controle glicêmico e da pressão arterial, detecção precoce das alterações em exames de sangue e urina, utilizar medicações apropriadas para reduzir a proteinúria e tratar as co-morbidades (obesidade, dislipidemia, tabagismo, etc). Vale ressaltar que o DM é a segunda causa de doença renal crônica com necessidade de hemodiálise no Brasil e a primeira causa nos Estados Unidos. Quando a lesão renal se instala existem duas opções de tratamento: a diálise ou o transplante, cuja indicação varia com cada caso. Os pacientes diabéticos com acomentimento renal devem ser referenciados para o nefrologista precocemente para que algumas medidas específicas sejam tomadas no sentido de postergar esta complicação ou de definir qual a melhor opção de tratamento.

Dra. Adriana Nazaré Castro da Silva Médica Nefrologista

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PERGUNTA:

Gostaria de tirar uma dúvida.

Há possibilidade do Diabetes tipo 1 desaparecer após 3 anos de tratamento com insulina?

Meu filho, hoje com 9 anos, há 3 anos toma insulina, e hoje está estranha sua glicemia, pois está o dia inteiro com hipoglicemia. Precisei dar algo doce para ele comer e mesmo assim ele está tendo hipo. Geralmente quando ele tem isso e eu dou algo doce, sobe demais. E eu já ouvi casos de pessoas que tomaram insulina quando criança e de repente sua glicemia se estabilizou e não toma mais insulina e tem vida normal. Isso é possível acontecer? Outra duvida é sobre a cura da diabetes se está perto de descobrirem.

Eu vi uma reportagem no Globo Repórter sobre a cura através de célula tronco. Essa possibilidade existe? Como é feita?

Aguardo Respotas,

Obrigada.

Silvia Patrícia

RESPOSTA:

Prezada Silvia Patrícia,

Se seu filho fica o dia inteiro com hipoglicemia a questão é a quantidade de insulina que deve ser adequada a cada dia, conforme as glicemias que ele apresentar. Isto é o que chamamos de Titulação de Insulina.

Poucos são os portadores de DMT1 que não necessitam de insulina ou que por algum tempo ficam sem aplicar.

A cura do DMT1 vem sendo muito pesquisada e esperamos não tardar muito para chegar ao futuro promissor e que todos esperamos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, quero tirar uma dúvida!

Fiz um exame de glicose (sangue) porém não estava em jejum e o resultado deu 77. Como muito doce, mas mesmo assim está baixa.

Corro risco de ficar diabética?

Obrigada

Lívia Dias

RESPOSTA:

Cara Livia,

Não se considera “baixa” uma glicemia de 77mg/dL. Está dentro do normal. Consideramos glicemias baixas, ou hipoglicemia, como chamamos em termos médicos, valores glicêmicos menores que 70-60mg/dL (dependendo de cada Sociedade de estudo em diabetes). Você não deve se preocupar com esse valor.

Realize investigação médica para hipoglicemia se começar a apresentar valores glicêmicos muito baixos, menores de 45mg/dL e acompanhados de sintomas como sudorese fria, tremores, mal estar, visão turva, tontura, náuseas ou desmaio.

Não há como prever se uma pessoa ficará diabética, mas há alguns fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes como:

• obesidade/ obesidade abdominal

• parentes de primeiro grau com diabetes

• sedentarismo

• diabetes gestacional prévia ou mulheres que deram à luz bebês com mais de 4 kg

• idade > 45 anos

Fique atenta a esses fatores.

Leve uma vida saudável, com uma dieta equilibrada, com pouca ingesta de açúcares e gorduras e exercício, mantendo-se sempre ativa e dentro do peso desejável.

À disposição,

Dra Vivian Fanny de França Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Durante algum tempo (com trinta e poucos anos de idade, e sem ser diabético) sofri com uma “candida não albicans” no pé esquerdo, localizado na curva interna do pé.

Ficou muito tempo no meu pé até conseguir curar. Depois de muitos anos (hoje estou com 48, e sou diabético tipo 2 controlado), me aparece de novo e a terapia não está dando resultado, tanto que estou retornando ao dermatologista. Minha preocupação é: corro algum risco em potencial, pelo fato de ser diabético?

O médico que fui não quis entrar em detalhes.

Edson Gimenes , São Paulo

RESPOSTA:

A infecção pela Candida albicans é denominada candidíase. A Candida é uma levedura que habita a nossa pele e mucosa em condições normais e alguns fatores predisponentes podem fazer com que esta levedura se prolifere e se modifique causando doenças. Os fatores mais comuns são crianças e idosas (pela menor defesa), gravidez, diabetes, uso de anticoncepcionais orais, uso de antibióticos, obesos, pessoas que transpiram muito nos pés, clima quente e úmido, pessoas que usam fraldas por dificuldade de reter a urina, contato constante com água (“mão de lavadeira”), dentre outros. Uma forma comum de infecção por cândida que conhecemos é o famoso “sapinho” que atingem crianças e a dermatite de fralda. O paciente diabético pode ter este fungo nas áreas de dobras (axilas, virilhas e entre os dedos) e é comum nas mulheres os corrimentos vaginais. O aspecto da pele é bem sugestivo, mas o diagnóstico definitivo é feito por um exame que faz uma raspagem superficial da pele para verificar a presença da levedura (exame micológico direto). É importante lembrar que como ela vive na nossa pele ela pode ser encontrada mesmo sem causar doen- ças, mas neste caso sua forma é diferente, ou seja, quando ela passa a causar doença sua estrutura se modifica e são estas mudanças que aparecem na levedura que vemos no exame micológico. No seu caso Edson a infecção é no pé. Neste caso temos que ver se você não está usando muito sapatos fechados, se você transpira muito nos pés e se tem o costume de usar meias (que ajudam a absorver o suor). No caso da candidíase que ocorre entre os dedos (também conhecida como pé de atleta ou frieira), temos que tomar cuidado porque esta pele que está infectada perde sua camada de proteção e pode ser a porta de entrada para bactérias. A mais comum é o Staphylococcus aureus que causa a erisipela ( ou celulite) nas pernas, que exige um tratamento com repouso e uso de antibióticos. Mas isso ocorre não só em diabéticos. Pessoas que não apresentam infecção por cândida nos pés (principalmente entre os dedos) e não tem mais nenhuma outra doença também têm o risco aumentado de desenvolver erisipela nas pernas. O correto você já está fazendo que é controlar o seu diabetes e visitar o dermatologista regularmente. Talvez alguma mudança de hábito como andar com sapatos mais abertos, trocar meias regularmente, secar bem os pés após o banho possam ajudar a melhorar mais rápido.

Alguns casos são mais resistentes do que outros e, portanto cada paciente tem seu tempo certo de melhorar.

Drª Viviane Scarpa Médica dermatologista

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PERGUNTA:

Bom dia, meu marido é diabético e o médico indicou Levemir mas é uma insulina caríssima…

Qual o problema de se usar a que é distribuída na rede pública?

Por obséquio, indicar a diferença entre elas com a maior urgência.

Agradecemos.

Neusa V. Thut

RESPOSTA:

Estimada Neusa,

Atualmente existem diversos tipos de insulinas no mercado. Elas diferem principalmente na duração de seu efeito, na amplitude de seu pico de ação e no seu perfil de segurança. Diferem também em sua indicação. A insulina que foi prescrita para seu marido, a Levemir, é uma insulina de nova geração, que apresenta algumas vantagens para o paciente: -pode ser usada em canetas de aplicação, que são mais práti-cas, seguras e menos dolorosas que as seringas convencionais. As canetas de aplicação apresentam visores onde se visualiza facilmente a dose que deve ser aplicada. Muitas inclusive já apresentam marcadores digitais. -tem melhor perfil de seguran- ça: por não apresentar pico de ação, reduz o risco de hipoglicemia. -maior duração: a insulina detemir tem uma média de tempo de duração no organismo de aproximadamente 16h, podendo até atingir 24h. Isso significa que o paciente muitas vezes poderá usar apenas 1 ou 2 aplicações diárias de insulina. A insulina que é distribuída gratuitamente pelo governo, é a insulina humana NPH. O governo distribui esta insulina em frascos, e esta deve ser aplicada com as seringas convencionais, que são mais dolorosas e apresentam maior dificuldade para manipular: o paciente tem que aspirar a insulina do frasco e olhar aqueles numerinhos minúsculos da seringa para acertar a dose. A insulina NPH apresenta pico de ação, portanto é maior o risco de hipoglicemia. Tem duração efetiva no organismo de aproximadamente 8-10h, e portanto, muitos pacientes chegam a necessitar até 4 aplicações de insulina por dia. Mas esses inconvenientes não se traduzem num impedimento para o uso da insulina NPH pelo seu marido. Com certeza o médico que prescreveu a insulina Levemir se preocupou em oferecer o que há de melhor a seu marido. Caso vocês não possuam condições financeiras para manter o tratamento conversem com seu médico para fazer a conversão para insulina NPH (caso seu médico não veja contra-indicações para a mudança) Sugiro que você e seu marido procurem a Secretaria de Saú- de de sua cidade e se informem qual o procedimento para conseguir que o governo lhes forneça insulina Levemir.

Algumas cidades já fornecem as insulinas de última geração a seus moradores. E em cidades onde é fornecida gratuitamente apenas a insulina NPH, muitas pessoas entram com mandados de segurança solicitando que o governo assegure seu tratamento com as insulinas que não são fornecidades nos centros de saúde.

Espero ter esclarecido sua dúvida.

À disposição,

Dra Vivian Fanny de França Arruda Endocrinologista

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PERGUNTA:

Parabéns pelo site informativo para nós portadores de Diabetes.Tenho 59 anos e tenho diabetes tipo 2.

Há mais de 30 anos por hereditariedade do pai e mãe. Tenho me tratado com nutricionista e médicos além de exercício físico porém, na Amazônia onde moro há 40 anos não dispomos de muitos alimentos por vocês sugeridos e minha glicose mesmo com medicamento gira em torno de 200.

O que devo fazer para amenizar tal situação?

Muito obrigado .

Carlos Antonio Pinotti Plachi

RESPOSTA:

Boa Noite,

Sr. Carlos

Em primeiro lugar, é importante que o senhor saiba que além do Diabetes Mellitus (DM) do tipo 1 e 2 , existem outros subtipos desta patologia, e a definição diagnóstica quanto ao tipo de DM é muito importante para a instituição da terapêutica adequada e acompanhamento do paciente; o Sr. por exemplo pode fazer parte de um destes subtipos, já que não é tão comum o desenvolvimento de DM tipo 2 aos 29 anos como ocorreu com o Sr., à não ser que estivesse bem acima do peso na ocasião do diagnóstico. Portanto o seu DM pode ser do tipo 1 tardio (Latente Autoimune Diabetes do Adulto:LADA); que situa-se entre DM1 e DM2, mas com a diferença em relação ao DM 2 pela presença de anticorpos contra o pâncreas positivos e portanto é um tipo autoimune, podendo ter outras doenças autoimunes associadas, e ainda evoluir para a necessidade de insulina mais precocemente do que um tipo 2; ainda temos que avaliar a possibilidade de DM do tipo MODY para o seu caso, já que cerca de 5% dos indivíduos classificados como portadores de DM tipo 2 são portadores de mutações MODY, este tipo de DM é definido como um diabetes familiar com idade de diagnóstico precoce (infância, adolescência ou adultos jovens) e modo de transmissão autossômico-dominante (revelado pela presença de três gerações da mesma família afetadas); e mesmo que seja realmente um DM tipo 2, temos que lembrar que um paciente com DM há 30 anos apresenta grande chance de estar em fase de falência terapêutica com medicamentos (antidiabéicos orais), pois a insulina que é produzida pelo pâncreas no nosso organismo, vai se esgotamento ao longo dos anos da doença, o que ocorre em média de 10 à 15 anos após o diagnóstico e por mais que o Sr. comesse tudo de forma correta, como indicamos e tomasse os melhores e mais modernos medicamentos, se estiver nesta fase, o controle glicêmico só será obtido com sucesso após insulinoterapia (ou seja após iniciarmos o seu tratamento com o uso de insulina), já que a função pancreática poderá estar esgotada. Então neste momento precisamos substituir a sua produção de insulina por insulina subcutânea. Desta forma Sr. Carlos se a sua glicemia não está controlada com medicamentos, teremos que fazer isto com insulina, independente do tipo de DM que o Sr. tenha, pois sempre visamos em primeiro lugar um controle glicêmico adequado seja ele com dieta e mudanças do hábito de vida, medicamentos ou insulina, tudo para evitar as complicações agudas e crônicas do Diabetes Mellitus.

À Disposição

Dra. Maria Fernanda Verano Cambréa Endocrinologista

———————————————————————————————————————————— PERGUNTA:

Há algum outro método para aferição de glicemia que a Dra. entenda conveniente mencionar?

RESPOSTA:

Os sensores contínuos de glicose podem ser uma ferramenta extremamente útil no controle glicêmico.

Corresponde a uma monitorização contínua e minimamente invasiva da glicemia. O chamado GCMS, Continuous Glucose Monitoring System, é um sensor subcutâneo acoplado a um dispositivo de leitura que fica adaptado ao cinto do paciente e obtém medidas de glicemia a cada 5 minutos por até 72 horas. Após retirar o aparelho, um software analisa os resultados, calcula médias e monta gráficos que permitem ao médico e paciente visualizar as oscilações glicêmicas. A monitorização contínua é extremamente útil para condições onde é necessário um controle mais rigoroso da glicemia (como em gestantes, pacientes em UTI, crianças), e, devido ao grande número de aferições da glicemia, permite traçar um perfil mais acurado do comportamento da glicemia do paciente possibilitando melhor ajuste da medicação, dieta e exercício. Permite também melhor visualização do controle para o paciente, mostrando que a glicemia não é algo estático, mas que oscila durante todo o dia, de acordo com sua alimentação, exercício, medicação etc. A monitorização do paciente, seja ela através de diversas aferições com o glicosímetro ou através dos sensores contínuos, permite ao paciente entender que suas decisões ao longo do dia sobre alimentação, exercício e uso regular da medicação refletem realmente no controle de sua glicemia.

Dra. Vivian Fanny D. de França Arruda Médica Endocrinologista

A seguir, reprodução da entrevista concedida pela Dra. Vivian Fanny Delgado França de Arruda para a revista da Abrange

PERGUNTA:

Qual a importância de se manter a glicemia controlada?

RESPOSTA:

O Diabetes é uma doença silenciosa e muitas vezes os sintomas são inespecíficos ou inexistentes. É muito importante que o paciente saiba que a hiperglicemia pode causar danos sérios ao seu organismo tanto a curto como a longo prazo. Controlando a glicemia o paciente evita afecções relacionadas ao diabetes como diminuição da imunidade, com conseqüente maior risco de infecções (principalmente vaginais, de pele, urinária, pulmonares e virais como gripe), dificuldade de cicatrização, abortos espontâneos, doenças periodontais entre outras. Evita também as chamadas “complicações agudas” como a cetoacidose diabética e o estado hiperosmolar não cetótico, ou seja, hiperglicemia grave com desidratação que pode levar até aocoma. Mas o maior impacto do controle da glicemia se vê a longo prazo: a prevenção das “complicações crônicas”. As complicações crônicas do diabetes são responsáveis por grande parte das causas de morte e diminuição da qualidade de vida dos pacientes diabéticos. São elas: doença cardiovascular, compreendendo infarto do coração, acidente v.ascular cerebral (“derrame”), tromboses com amputação, nefropatia, que é o dano renal que evolui para perda da função do rim e conseqüente hemodiálise, retinopatia, que é o dano à vista com posterior cegueira e a chamada neuropatia periférica, que é o dano aos nervos perifé- ricos que leva à diminuição da sensibilidade nas extremidades com maior propensão a desenvolver feridas e amputação. Quanto maior o controle da glicemia ao longo da vida menor o risco do paciente desenvolver as complicações citadas acima.

PERGUNTA:

Quais são os produtos utilizados hoje em dia no controle do diabetes?

RESPOSTA:

São basicamente comprimidos, chamados hipoglicemiantes orais, e as insulinas. Há diversos tipos de comprimidos atualmente, e com diferentes mecanismos de ação. Uns aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas, outros diminuem a resistência do organismo à ação da insulina, outros diminuem a absorção de glicose. Por isso muitas vezes um paciente usa diversos tipos de comprimidos combinados, pois cada um age de uma maneira. Há diversas insulinas no mercado também. A insulina baixa a glicemia do paciente “queimando” a glicose que está no sangue e fazendo que ela seja usada como fonte de energia pelas células do nosso corpo. Muitas vezes também o paciente usa duas insulinas combinadas, porque elas diferem em seu tempo de ação e duração no organismo.

PERGUNTA:

Com que periodicidade é recomendável ao paciente procurar seu médico?

RESPOSTA:

Aproximadamente de três em três meses é recomendável que o paclente. volte para controle com seu médico endocrinologista. O diabetes é uma doença em que o paciente deve receber educação e estímulo contínuo e estar sempre comprometido com seu cuidado. Sabemos que quanto mais o paciente se sente cuidado e comprometido com seu tratamento, melhore a sua adesão ao tratamento e controle.

PERGUNTA:

Quais os métodos de aferição rápida da taxa glicêmica?

RESPOSTA:

Usamos hoje em dia basicamente a dosagem da glicemia capilar. Esta é realizada através da amostra de pequena quantidade de sangue da polpa digital, que é depositada em uma tira reagente e analisada por um medidor chamado glicosímetro. É prático, rápido e praticamente indolor. O paciente dá uma “picadinha” no dedo com uma pequena agulha acoplada em um dispositivo chamado lancetador, recolhe a gota de sangue na tira reagente e rapidamente o resultado está disponível na tela do glicosímetro.

PERGUNTA:

As tiras de teste de glicemia pela urina são eficientes no controle da glicemia?

RESPOSTA:

A chamada avaliação da glicosúria, ou seja, do açúcar na urina, não é mais preconizada para monitoriza- ção e controle da glicemia, pois apresenta uma série de limita- ções, tais como: a glicose só é excretada na urina quando supera o limiar de 180mgjdl, a taxa de excreção de glicose na urina varia de um indivíduo para outro, varia de acordo com a quantidade de liquído ingerida, reflete apenas o nível médio de glicemia desde a última micção e não o valor em tempo real, e sofre a interferência de alguns medicamentos. Portanto é de pouco valor para detectar hipoglicemia, e pouca praticidade.

PERGUNTA:

As tjras de teste de glicemia via sangue são mais recomendadas?

RESPOSTA:

Sim. A dosagem da glicemia capilar, ou seja, usando as tiras reagentes para sangue, reflete com bastante segurança os valores da glicemia e forma juntamente com a dosagem de Hemoglobina Glicada o pilar para a avaliação do controle diabético. Todo o paciente diabético deveria realizar dosagens de glicemia capilar de acordo com as recomendações de seu médico. Isso ajuda o paciente a ter uma noção real e imediata de seu valor de glicemia, permite detectar rapidamente e com segurança hipoglicemias e hiperglicemias, permite ao medico traçar um perfil do controle no dia a dia do paciente avaliando assim a resposta individual de cada paciente, permitindo ajustar as medicações, dieta e exercício para alcançar as metas preconizadas.

PERGUNTA:

Há algum outro método para aferição de glicemia que a Dra. entenda conveniente mencionar?

RESPOSTA:

Os sensores contínuos de glicose podem ser uma ferramenta extremamente útil no controle glicêmico. Corresponde a uma monitorização contínua e minimamente invasiva da glicemia. O chamado GCMS, Continuous Glucose Monitoring System, é um sensor subcutâneo acoplado a um dispositivo de leitura que fica adaptado ao cinto do paciente e obtém medidas de glicemia a cada 5 minutos por até 72 horas. Após retirar o aparelho, um software analisa os resultados, calcula médias e monta gráficos que permitem ao médico e paciente visualizar as oscilações glicêmicas. A monitorização contínua é extremamente útil para condições onde é necessário um controle mais rigoroso da glicemia (como em gestantes, pacientes em UTI, crianças), e, devido ao grande número de aferições da glicemia, permite traçar um perfil mais acurado do comportamento da glicemia do paciente possibilitando melhor ajuste da medicação, dieta e exercício. Permite também melhor visualização do controle para o paciente, mostrando que a glicemia não é algo estático, mas que oscila durante todo o dia, de acordo com sua alimentação, exercício, medicação etc. A monitorização do paciente, seja ela através de diversas aferições com o glicosímetro ou através dos sensores contínuos, permite ao paciente entender que suas decisões ao longo do dia sobre alimentação, exercício e uso regular da medicação refletem realmente no controle de sua glicemia.

Dra. Vivian Fanny D. de França Arruda Médica Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, não tenho diabetes, mas adquiri um accu check active para monitorar a glicose, e meus resultados são de 60 ate 90 de manhã.

Estão ruins? Tenho um metro e oitenta de altura e peso 87 quilos. Tenho chances de ter diabetes? Minha mãe tem. Faço uma dieta em que apenas almoço e faço muito exercícios. De andada são mais de 18 quilometros. Tenho riscos de diabetes mesmo com sobrepeso? É possível pegar diabetes em apenas uma semana de comilança? (carnaval).

Muito grato,

Raimundo Costa Neto

RESPOSTA:

Sr. Raimundo ,

Os seus resultados estão normais. Seu IMC é = 27 e está bom, indicando um peso discretamente aumentado em relação a faixa normal de 25 (discreto sobrepeso).

Quanto às chances de ter Diabetes, ela existe, visto que é uma doença hereditária e sua mãe já é portadora. A dieta pobre em carboidratos, visando não aumentar peso e sua caminhada diária são armas importantes para evitar o risco de aparecimento do Diabetes. Uma semana de “comilança”, para quem tem todos os cuidados anteriores, é pouco prová- vel que venha a desencadear o Diabetes, porém para aqueles que já estão no limite superior da glicemia, poderá vir a ser o fator desencadeante.

Não há necessidade de monitorização contínua da Diabetes. Eventualmente uma vez ou outra, nos pós alimentares.

Sugiro que você distribua melhor suas refeições durante o dia, com orientação medica, endocrinológica.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber onde posso comprar um aparelho para injeção de insulina a jato, isto é sem agulha e que injeta a insulina através de ar comprimido.

RESPOSTA:

Os injetores de Insulina de ar comprimido não foram aprovados pelo FDA americano por causa das imprecisões das doses injetadas. Caso exista em outros países, não temos endereços para informar.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Presidente ANAD

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PERGUNTA:

É verdade que pessoas diabéticas não podem utilizar a pomada HIPÓGLOS?

Ouvi esse comentário de uma tia, e gostaria de saber se há algum fundo de verdade. Liguei no atendimento ao consumidor da empresa fabricante, e a área mé- dica de lá disse que desconhece essa informação, que em princí- pio não teria contra- indicação, mas de qualquer forma, não poderiam afirmar que sim nem que não, pois não desenvolvem pesquisas de uso do produto em adultos, já que o público alvo são bebês / crianças e tratamento de assaduras apenas. Minha mãe faz uso do produto preventivamente, em pequenos rachinhos no calcanhar, e tem excelentes resultados.

Um abraço,

Maria Lúcia

RESPOSTA:

Prezada Maria Lúcia,

A pomada Hipoglos  tem como seus principais componentes o óxido de zinco, a vitamina A e vitamina D.

Esta pomada não é contra-indicada para o uso em pacientes com diabetes, apesar de classicamente ser usa para assaduras de bebês. Por ter esses componentes, a pomada tem função emoliente (deixa a pele mais macia) e hidratante (restaura a umidade da pele) e, ainda faz uma barreira de proteção. É importante lembrar que é comum o paciente portador de diabetes ter doenças de pele como infecções fúngicas, infecções bacterianas, pele seca, eczemas, dentre outras. O paciente deve se auto examinar sempre após o banho prestando atenção principalmente nas áreas de “dobras”, como virilhas, axilas, entre os dedos das mãos e pés e embaixo das mamas no caso das mulheres. Caso perceba algo diferente, consulte um dermatologista. É importante lembrar que para o cuidado da pele o banho não deve ser muito quente, não deve ser demorado e não deve ser usado bucha diariamente. Prefira os sabonetes neutros de glicerina e hidrate sempre a pele depois do banho. Enxugue bem entre os dedos, axilas e embaixo das mamas para evitar o aparecimento de doenças de pele.

Dra. Viviane Scarpa Dermatologista

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PERGUNTA:

Sou filha de um portador de DMT2. Meu pai já toma alguns medicamentos, mas a médica também passou para ele uso contínuo o REMÉDIO GALVUS 50 mg, com Substância VILDAGLIPINA 50 mg,fabricado pelo Laboratório NOVARTIS, é o medicamento com só esta substância, mas ele custa caro, quase R$ 180,00 cada caixa.

Desejo saber onde posso conseguir este medicamento Gratuito, pois não tenho condições financeiras para comprá-lo.Venho por meio desta pedir ajuda para o Senhor Presidente Dr. Fadlo Fraige Filho para que consigamos incluir este medicamento na LISTA do SUS para ser distribuído em POSTO DE ALTO CUSTO para que a população que precisa deste medicamento tenha acesso ao mesmo. Pois já verifiquei que em Portugal, tal remédio já é fornecido pela REDE PÚBLICA DE SAÚDE para a população.

Acredito que o Brasil também tem condições de fazer o mesmo. Aguardo um retorno e fico agradecida pela atenção e ajuda.

Patricia C Schmidt.

RESPOSTA:

Prezada Patrícia,

Solicite de seu médico um cartão de 50% para aquisição desse medicamento. Considerando ser uma inovação terapêutica, faremos contato com o laboratório farmacêutico e as autoridades do Ministério da Saúde para tentar incluir sua sugestão. Devo lembrar que existe uma resistência muito grande na incorporação de novos medicamentos de alto custo, para os portadores de Diabetes, pois segundo as autoridades os mesmos resultados terapêuticos podem ser conseguidos com os medicamentos existentes mais baratos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Presidente

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PERGUNTA:

Olá, meu nome é Isabel e recentemente soube que sou diabética. Minha dúvida é a seguinte: em janeiro desse ano fiz um teste de glicose em jejum e o resultado foi 91 mg/dl e um pos prandial com resultado de 101 mg/dl. E o mais recente em jejum 127 mg/ dl.

Posso ter ficado diabética de janeiro pra cá?

O que pode ter acontecido?

Desde já muito obrigada!!!

Isabel

RESPOSTA:

Olá Isabel,

Uma pessoa que não tem diabetes deve apresentar os seguintes parâmetros:

• Glicemia de jejum menor que 100mg/dL

• Glicemia no Teste de Tolerância Oral a Glicose (tempo 120 min): menor que 140mg/dL (Teste de Tolerância Oral a Glicose é o que se chama popularmente de curva glicêmica e avalia a capacidade do paciente no controle da glicemia apos uma sobrecarga de glicose).

Segundo a American Diabetes Association os critérios diagnósticos para diabetes são:

• a pessoa apresentar sinais clássicos de diabetes (sede exagerada, urinar muitas vezes ao dia, emagrecimento, cansaço) e uma glicemia feita ao acaso maior ou igual a 200mg/dL. ou

• apresentar glicemia de jejum maior ou igual a 126mg/dL ou

• apresentar no Teste de Tolerância Oral a Glicose (glicemia no tempo 120 minutos maior ou igual a 200mg/dl .

Os exames sempre devem ser confirmados com uma segunda analise a menos que a pessoa apresente os sinais clássicos do diabetes.

Outra coisa bastante importante são os estágios em que a pessoa já possui alteração na glicemia porem ainda não se enquadram nos critérios descritos acima.

É o que hoje ‘define-se como pre-diabetes. Quando uma pessoa tem glicemias que não são consideradas normais, mas estes valores ainda não alcançaram os valores diagnósticos para diabetes.

O pré diabetes é composto por dois estágios:

-glicemia de jejum alterada: o paciente apresenta glicemia de jejum maior que 100mg/dL ( a partir de 100mg/dL a glicemia já é considerada anormal) porém é menor que 126mg/dl (lembre-se que para ser considerada diabetes a glicemia de jejum deve ser maior ou igual a 126mg/dL!!!!) O Teste de Tolerância é normal.

-intolerância a glicose: dizemos que uma pessoa é intolerante a glicose quando no teste de tolerância oral apresenta glicemia de jejum menor que 126mg/dl e no tempo 120min maior que 140mg/dL porem menor que 200mg/dL. (lembre-se que no Teste de Tolerância a partir de 140mg/dL a glicemia já é considerada anormal porem só é classificado como diabetes de maior ou igual a 200mg/dL.

O pré diabetes já é uma doença e a pessoa já corre risco de desenvolver as complicações do diabetes e a médio prazo desenvolve diabetes franco.

Portanto deve ser tratada como uma pessoa com diabetes.

Toda essa explicação foi pra você entender que provavelmente você já estava nessa fase inicial de pré diabetes e em janeiro ter apresentado uma glicemia de jejum de 97mg/dL e agora estar diabética.

A maioria dos pacientes nos quais fazemos diagnóstico geralmente já são diabéticos ou pré diabéticos há alguns anos e não foram diagnosticados. O atraso para o diagnóstico de um paciente é de mais ou menos 5 anos. Ou seja, o paciente passa todo esse tempo com glicemias alteradas e com seus órgãos em risco para as complicações. Nesta fase, muitos pacientes podem apresentar glicemias de jejum normais e quando se faz o Teste de Tolerância este vem alterado. Ou apresentar glicemia de jejum anormal e o Teste alterado. Cabe ao médico fazer a triagem e identificar as pessoas que apresentam fatores de risco para o diabetes para que estes sejam diagnosticados o mais precocemente possível para que possam ser tratados adequadamente e prevenir o aparecimento das complicações.

Espero ter respondido sua dúvida!

Dra. Vivian Fanny França Arruda, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Tenho 23 anos, peso 70 quilos e tenho 1,68m. Meu pai e minha irmã são diabéticos. Em dezembro descobri que tenho o índice da hemoglobina 8.6, acima do normal, porém faço atividades físicas, ginástica e musculação. Ao continuar com as atividades controlando a alimentação e cortando 70% do açúcar tenho cura, ou não há mais jeito a terei pro resto da vida?

No aguardo e desde já agradeço a atenção.

Amanda Santos de Lima

RESPOSTA:

Oi Amanda,

Em primeiro lugar o diagnóstico de diabetes não é feito pela hemoglobina glicada (HbA1), mas sim pela glicemia de jejum (2 medidas) maior ou igual à 126 mg/dl ou glicemia aleatória maior ou igual à 200mg/ dl em caso de associação com alguns outros sintomas tais com perda de peso, excesso de urina, de sede, de fome; então deveremos fazer o diagnóstico adequado e após, iniciarmos o tratamento que varia de acordo com o perfil de cada paciente que deverá ser avaliado individualmente. A atividade física e hábitos saudáveis de vida são obrigatórios para qualquer indiví- duo, inclusive para os diabé- ticos desde que a sua glicemia esteja em níveis seguros para tais práticas. Outro ponto essencial e que não deve ser esquecido é que após o diagnóstico de diabetes em qualquer fase da vida, a doença não tem cura, mas sim controle, pois estamos diante de uma disfunção das células (beta pancreáticas) produtoras de insulina, hormônio essencial para que a glicose seja absorvida, ou seja, colocada para o interior das células do nosso corpo que vão utilizá-la para a obtenção de energia; portanto se a insulina não for suficiente, a glicose acumula-se no sangue; então pacientes diabéticos devem cortar o açúcar em 100% e não apenas 70%. Esta alteração das células do pâncreas pode ser em menor ou maior grau nos casos de diabéticos tipo 2 e associada à resistência à ação da insulina, mas lembre-se a disfunção estará sempre presente, ou até mesmo falência e não funcionamento de 100% destas células em casos de diabéticos tipo 1 ou fases avançadas dos diabéticos tipo 2; portanto temos que ter consciência que uma vez instalada; a doença é crônica e controlada com o objetivo de prevenir as complicações futuras, muitas vezes incapacitantes desta patologia; que é silenciosa e que é uma epidemia mundial.

Dra. Maria Fernanda Cambrea , Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde,

O motivo da minha dúvida é o texto a seguir:

“A hiperglicemia caracteriza-se pelo elevado nível de glicose no sangue. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) considera que valores acima de 126 mg/dl em jejum caracterizam indícios de diabetes. Valores acima de 200 mg/dl, em qualquer ocasião, confirmam o diagnóstico. Outras fontes consideram que valores acima de 160 mg/dl já caracterizam a hiperglicemia.”

Tenho hiperglicemia, pelo menos acho. Não tenho certeza, pois cada endocrinologista que fui consultar me dizia uma coisa diferente. Realizei dois exames, certa vez, cujo resultado foi 126 mg/dl (em jejum). A médica me disse que eu sou DMT2, que deveria a partir daquela consulta usar o medicamento “METIFORMINA 500mg”. Ela fez o maior terrorismo comigo, disse que eu ficaria cego, amputaria membros e ficaria “broxa” se eu não iniciasse o tratamento que ela me passou. Sai do consultório pensando que eu era um diabético. Ela também cortou toda minha alimentação com doces e excesso de carboidratos. Bom, hoje encontrei este site dizendo que “valores acima de 126 mg/dl em jejum caracterizam indícios de diabetes”.

Gostaria de entender um pouco mais, para que eu fique mais tranqüilo e saber em quem confiar. Sou ou não diabético?

Atualmente estou tratando com Endocrinologista e Nutricionista no Hospital da Policia Militar, pois outros médicos que consultei me disseram que minha glicose não estava tão alta a ponto de tratamento com medicamento. Eles me orientaram a realizar mais atividades física e com a nutricionista realizar um controle alimentar para o meu caso.

Resumindo, gostaria apenas de tirar esta dúvida dos 126mg/dl, se é indício de diabetes ou se é diabetes mesmo.

Obs: Realizei há uns dois anos um exame chamado curva de glicose, onde me deram destrosol, tive um resultado de 199mg/dl, fora isso minha glicose nunca subiu dessa forma, chegou no máximo a 130mg/dl.

Obrigado e aguardo resposta.

Wendelson Jesus

RESPOSTA:

Boa Tarde,

Prezado Wendelson,

O DMT2 é uma doença evolutiva que vai do estado normal a um estado de início da doença (que é o seu caso) também chamado de pré Diabetes ou intolerância à glicose, cujas glicemias de jejum vão de 100 a 125 mg/dl, ou glicemias normais com a curva glicêmica (que você fez) em 2 horas, com valores que ficam entre 140 e 200 mg/dl. Para glicemias igual ou acima de 126 mg/dl caracteriza-se o Diabetes. Deve-se entender que estes estágios são uma evolução de uma mesma doença, que infelizmente alguns profissionais de saúde, por vezes, não sabem interpretar e prescrevem diferentes condutas. Já existem diretrizes de tratamento para este início da doença, que chamamos inapropriadamente de pré Diabetes, que é o que já foi prescrito a você, dieta, exercícios e metformina, lembrando que aqueles que fizeram somente dieta e exercícios e emagrecerem terão a reversão para o estado normal, quando atingirem o peso normal.

A esta situação poderemos chamar de prevenção do aparecimento do Diabetes Mellitus.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho ,Endocrinologista

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PERGUNTA:

Meu nome é Marísia. Sou DMT1 há 13 anos. Uso insulina Levemir e Novo Rapid, faço contagem de carboidratos e faço exercícios físicos (caminhada pela manhã e esteira à tarde). Às vezes o resultado da glicose no glicosímetro e até a glicohemoglobina não são satisfatórios, o que me faz sentir impotente.

Exemplo: às vezes acabo de fazer ginástica e a glicose dá alta; outras vezes, como alimentos considerado de carboidratos alto, porém a glicose dá baixa. No momento estou grávida, e mais do que nunca, preciso de ajuda.

Há explicação para esses fatos? Há uma lógica? Até a minha endocrinologista e o meu ginecologista acham que não estou relatando fatos com sinceridade, mas para o bem do meu filho, por que mentiria?

Gostaria que me orientassem e me ajudassem.

Desde já agradeço,

Marísia de Oliveira

RESPOSTA:

Prezada Marísia,

A sua HbA1c não é satisfatória e as suas glicemias são muito oscilantes porque o diabetes tipo 1 freqüentemente costuma ter este comportamento, mesmo fazendo a dieta corretamente, tomando insulina e fazendo exercícios.

Eu gostaria de dar alguns conselhos para tornar a sua qualidade de vida melhor:

1- Quando você faz ginástica e a glicemia capilar vem mais alta após o exercício do que antes do exercício é porque a sua glicemia quando iniciou o exercício estava muito elevada, isto significa que você tinha pouca insulina no seu sangue naquele momento. Por isto quando a glicemia antes do exercício estiver acima de 250 mg/dl você não deve iniciar o exercício naquele dia.

2 – No primeiro trimestre da gravidez a tendência da gestante é ter hipoglicemia, por isto se alimente a cada 3 horas.

3 – Quando você pratica esporte, seus músculos aumentam a utilização de glicose não somente enquanto você pratica o exercício mas durante todo o dia. Como você faz exercícios nos 2 períodos você aumenta suas chances de hipoglicemia, o que não é bom na gravidez. Por isto te aconselho a fazer somente a caminhada pela manhã que está muito bom para uma gestante.

4 – A insulina que você aplicar num determinado dia deve estar adequada aos seus exercícios e a alimentação daquele dia.

5 – Nunca inicie o exercício sem se alimentar. Coma um porção de carboidratos de absorção lenta com por exemplo um sanduíche de pão integral com peito de peru, queijo mineiro etc…

6 – Durante o período gestacional você terá que fazer a glicemia capilar varias vezes ao dia e apresentar ao seu médico que deverá te dar toda orientação necessária.

Espero ter te ajudado a melhorar a sua qualidade de vida com estas sugestões .

Um abraço,

Dr. Orsine Valente, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Há mais de 10 anos, venho tomando remédio para diabetes (1500 miligramas de Metformina diário), porque em um exame de sangue deu 125mg/dl. Acontece que mesmo tomando o remédio, os valores não se alteram muito, no máximo caem para 107mg/dl.

Parei de tomar o remédio por dois meses e a taxa ficou em média 137mg/dl. Faço exame duas vezes por semana, aquele de furar o dedo.

Pergunto:

Nestas condições é realmente necessário tomar o remédio?

Eu passo mal quando tomo nas refeições, e são 3 comprimidos enormes.

Laelson Francisco

RESPOSTA:

Bom dia Laelson,

Hoje sabemos que uma vez diagnosticado diabético, o paciente deve ser tratado com medicamento e não apenas com a dieta, caso não se sinta bem com a metiformina, existem várias outras medicações disponíveis no mercado e um  médico endocrinologista poderá identificar sua necessidade em uma consulta através do exame físico, laboratorial e perguntas investigativas.

Atenciosamente,

Dra. Daniela Miranda, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Muito se tem falado que nós, diabéticos, somos grupo, de risco para Gripe Suína ou gripe A.

O que devemos fazer, como nos comportar? Se contagiados, é o nosso fim? Não temos salvação?

José Antonio Bastos

RESPOSTA:

Prezado José Antonio

O diabetes é fator de risco quando está descompensado, por isto cuide bem do seu diabetes.

Mantenha sua HA1c abaixo de 7, caminhe diariamente se possivel, e faça dieta como orientado por seu médico.

Quanto a gripe suína, segue instruções:

PARA PREVENIR INFLUENZA A (H1N1) GRIPE “SUÍNA” – PERGUNTAS E RESPOSTAS:

1. Quanto tempo dura o vírus da gripe “suína” em uma superfície lisa?

R: Até 10 horas.

2. Qual é a utilidade do álcool para limpar as mãos?

R: Torna o vírus inativo e o mata.

3. Qual é o meio mais eficaz de infecção deste vírus?

R: O ar não é a forma mais eficaz para a transmissão do vírus, o fator mais importante para a fixação do vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos), o vírus não voa e não atinge mais de um metro distância.

4. É fácil se contagiar em aviões?

R: Não, é um meio pouco propício para contágio.

5. Como posso evitar o contágio?

R: Não levar as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca. Não ficar perto de pessoas doentes. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6. Qual é o período de incubação do vírus?

R: Em média 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.

7. Quando se deve começar a tomar medicação?

R: Dentro de 72 horas depois do diagnóstico é muito bom, a melhora é de 100%.

8. De que forma o vírus entra no corpo?

R: Pelo contato, ao dar as mãos ou beijar na bochecha e pelo nariz, boca e olhos.

9 . O vírus é letal?

R: Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é pneumonia .

10. Quais os riscos dos familiares de pessoas que morreram?

R: Podem ser portadores e formar uma cadeia de transmissão.

11. A água nas piscinas transmite o vírus?

R: Não, porque contém químicos e cloro.

12. O que faz o vírus quando provoca a morte?

R: Uma cascata de reações, tais como insuficiên cia respiratória; a pneumonia grave é a que causa a morte.

13. Quando se inicia o contágio,antes ou até que os sintomas aparecem?

R: Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14. Qual é a probabilidade de recaída com a mesma doença?

R: 0%, pois a recaída imuniza o vírus da gripe “suina”.

15. Onde é que se encontra o vírus no ambiente?

R: Quando uma pessoa espirra ou tosse, o v&iacut e;rus pode permanecer nas superfícies lisas, como portas, dinheiro, papéis, documentos, desde que haja umidade. Desde que não se esterilize o ambiente é extremamente recomendável a higiene das mãos.

16. Se eu for a um hospital particular vão me cobrar pelo remédio?

R: Não, existe um acordo de não cobrar porque o governo está entregando os remédios a todas as instituições de saúde públicas e privadas.

17. O vírus ataca mais os asmáticos?

R: Sim, os pacientes são mais suscetíveis, mas tratando-se de um novo germe todos nó s somos igualmente suscetíveis.

18. Qual é a população que estaria  este vírus está atacando?

R: De 20 a 50 anos de idade.

19. É útil cobrir a boca?

R: Há algumas máscaras de boca de mais qualidade que outras, mas se você for saudável é contraproducente, pois o vírus por seu tamanho atravessa a máscara como se ela não existisse e usando-a criase na área do nariz e boca um micro clima úmido propício ao desenvolvimento viral; mas se você já está infectado use-a para NÃO infectar outras pessoas; é relativamente eficiente.

20. Posso fazer exercício ao ar livre?

R: Sim, o vírus não anda no ar e nem tem asas.

21. Tomar Vitamina C serve para alguma coisa?

R: Não serve de nada para prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

22. Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscet&ia cute;vel?

R: A salvo ninguém está, o que ajuda é a higiene dentro de casa, escritórios, utensílios e evitr ir em locais públicos.

23. O vírus se move?

R: Não, o vírus não tem asas nem pernas, uma pessoa contaminada o faz entrar no interior do organismo.

24. Os animais de estimação se contagiam com o vírus?

R: Com este vírus NÃO, provavelmente se contagiam com outro tipo de vírus.

25. Se eu vou a um velório de alguém que morreu deste vírus posso infectar-me?

R: NÃO.

26. Qual é o risco de mulheres grávidas contrair este vírus?

R: As mulheres grávidas têm o mesmo risco, mas é em dobro, elas podem tomar antivirais em caso de contágio mas com rigorosa supervisão médica.

27. O feto pode ter lesões se uma mulher grávida estiver contagiada por este vírus?

R: Não sabemos que estragos pode fazer no processo, pois é um vírus novo.

28. Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?

R: Não é recomendado, pode causar outras doenças, a menos que você já o utiliza por prescrição médica para problemas coronários, nesse caso, continue tomando-o. 29. Ajuda alguma coisa tomar antivirais antes dos sintomas? R: Não ajuda em nada.

30. As pessoas com HIV, diabetes, aids, câncer, etc., podem ter maiores complicações do que uma pessoa saudável quando se contagia com o vírus?

R: Sim.

31. Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

R: NÃO.

32. O que mata o vírus?

R: O sol por mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, o álcool gel.

33. O que fazem nos hospitais para evitar contágios em outros pacientes que não têm o vírus?

R: O Isolamento.

34. O álcool gel é eficaz?

R: Sim, muito eficaz.

35. Se eu sou vacinado contra a gripe da estação estou segura contra este vírus?

R: Não serve para nada, ainda não há vacina para este vírus.

36. Este vírus está sob controle?

R: Não totalmente, mas as autoridades da saúde estão tomando medidas agressivas de contenção.

37. O que significa passar do alerta 4 ao alerta 5?

R: A fase 4 faz as coisas diferentes na fase 5; isso significa que o vírus se propagou de pessoa a pessoa em mais de 2 países, e a fase 6 é que se propagou em mais de 3 países .

38. Quem foi infectado por este vírus e se cura, fica imune?

R: Sim.

39. As crianças com tosse e gripe têm influenza?

R: É pouco provável, as crianças são pouco afetadas.

40. Quais as medidas que as pessoas que trabalham devem tomar?

R: Lavar as mãos várias vezes ao dia.

41. Eu posso me contagiar ao ar livre?

R: Se há pessoas infectadas e que tossem ou espirram sim, pode acontecer, mas o ar é um meio de pouco contágio.

42. Pode-se comer carne de porco?

R: Sim, pode e não há nenhum risco de contágio.

43. Qual é o fator determinante para saber se o vírus já está controlado?

R: Embora a epidemia esteja controlada agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode retornar e ainda não haverá vacina.

Fonte: Sociedade Paranaense de Pediatria

Um abraço,

Dr. Orsine Valente Endocrinologista

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PERGUNTA:

Boa tarde.

É verdade que o diabético tem mais dificuldades de ser identificado como portador do vírus por não ter febre. Gostaria de saber se essa informação é verdadeira ou não.

Por favor, vocês podem me orientar?

Agradeço pela informação.

Antonio Miranda do Carmo

RESPOSTA:

Boa Tarde Antonio,

Não, não é verdadeira a informação sobre a febre. Na verdade o diabético tem mais suscetibilidade à gripe, já que tem uma diminuição da sua resistência imunológica, que piora com o descontrole da doença.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se a ANAD tem uma posição sobre o tratamento cirúrgico para o Diabetes tipo 2, onde o paciente apresenta IMC entre 30 a 35.

Atenciosamente.

Adelino Haruo Sakaguchi ,

RESPOSTA:

Prezado Adelino,

A posição da Anad e de outras Entidades na área de Diabetes, bem como a do Ministério da Saúde é de que a cirurgia para o DMT2 com IMC entre 30 e 35, é ainda um procedimento experimental, que deveria ser apenas e unicamente objeto de pesquisa clínica com protocolo aprovado por comissão de ética e pesquisa local (CEP) submetida à CONEP – Comissão Nacional de Ética e Pesquisa só podendo ser realizado o procedimento, após a aprovação dessa comissão. Lembro que todo procedimento em pesquisa clínica deve ser gratuito ao paciente, podendo ou não haver um patrocinador para a pesquisa. Lamentavelmente temos observado que esta cirurgia está passando para a prática clínica, sem ter a aprovação da medicina baseada em evidência e as aprovações dos órgãos internacionais, dos quais emanam as diretrizes. Há muito ainda a ser esclarecido, desde melhor identificação do tipo de Diabetes, até a avaliação física da capacidade, de resposta pancreática da síntese de insulina por parte do paciente submetido a essa cirurgia.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Endocrinologista

 

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PERGUNTA:

Estou com um planejamento para estudar no Canadá e tenho dúvidas sobre a medicação que utilizo.

Tenho diabetes tipo 1, faço uso diariamente da insulina Novolin N e Novolin R.

Gostaria de receber algumas informações:

– Quais são os procedimentos corretos para entrar no país com uma certa dose da medicação?

– O país possui esses dois medicamentos para comprar?

– Eu preciso passar por algum endocrinologista canadense para me receitar tal remédio? Ou posso levar daqui do Brasil uma declaração e as receitas do meu medico traduzidas para o inglês?

– Posso embarcar com o medicamento?

– Necessito passar por algum órgão ou colocar em algum recipiente especial?

– Qual a quantidade máxima que posso levar?

Aguardo

Obrigado Gustavo Croitor

RESPOSTA:

Prezado Gustavo,

1. No Canadá há disponível insulinas iguais a Novolin N e Novolin R

2. A quantidade dependerá de quanto tempo você ficara lá. Acima de 4 meses sugerimos que você consulte um endocrinologista, como faria aqui.

3. Todo medicamento fora do Brasil só é vendido com receita médica do país.

4. Você deve levar uma declaração em Inglês, de seu medico, para provar sua condição de diabético. Sugiro levar canetas e refis em vez de seringas.

5. Você pode embarcar com insulinas na mão devendo levá-los em bolsa térmica.

6. A quantidade não está especificada, mas sim o quanto você necessita para o período que lá ficar.

Lembro que deve levar pelo menos 30% a mais do que você vai usar.

Cordialmente,

Prof. Dr. Fadlo Faige Filho Endocrinologista

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PERGUNTA:

Gostaria de saber se a insulina Lantus Solostar e a Aprida, propiciam ganho de peso. Um amigo me falou isso e estou preocupada.

Obrigada.

Juliana P.

RESPOSTA:

Oi Juliana,

Isto que seu amigo falou na verdade não está relacionado especificamente com a insulina Lantus e Apidra, mas sim com as insulinas de forma geral, já que a insulina funciona como um hormônio anabólico que leva muitas vezes ao aumento do apetite e conseqüentemente ao ganho de peso; outro fator envolvido neste processo é que muitas vezes o indivíduo que já tem indicação de insulina, antes de usa-lá, está com o diabetes tão descompensado que devido à hiperglicemia acaba apresentando perda de peso consequente aos níveis altíssimos da glicose sérica ( no sangue) e ao compensar o diabetes com o uso da insulina volta ao seu peso normal. Mas independente disto Juliana, este ganho de peso desde que não seja muito intenso, não é nem comparável com o mal ocasionado pelo diabetes descompensado e pela hiperglicemia ocasionada pela falta de insulina, poisisto sim provocará consequências para a sua vida podendo levar à complicações agudas como a cetoacidose diabética e crônicas como retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética, além de infarto, acidente vascular cerebral e pé diabético; portanto nunca deixe de usar a insulina conforme prescrito pelo seu médico, pois o problema será muito maior do que uma pequena alteração estética, já que vai estar comprometendo a sua saúde e o seu futuro.

À Disposição,

Dra. Maria Fernada Verano Cambréa ,Endocrinologista

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PERGUNTA:

Meu nome é Marcio, sou diabético tipo I e minha esposa não.

Gostaria de saber se tivermos filhos, a probabilidade da criança ter diabetes é grande?

Marcio Correa

RESPOSTA:

Sr.Márcio Respondendo à sua pergunta, diria que, como o Snr. tem diabetes tipo 1 ou juvenil,se a sua senhora não tem diabetes tipo1, mas se na família dela, a mãe ou o pai tem ou teve diabetes tipo 1, ai é possível que a sua senhora seja normal portadora do gene da diabetes tipo 1. Nesse caso haveria a probabilidade de 50% dos senhores terem um filho diabético e 50 % desse filho ser normal. Se na família de sua senhora não existir alguem com diabetes tipo 1, a probabilidade de seu filho(a) ter diabetes tipo 1, é Zero%.

Prof. Horácio Bernardo Rosário Prof. de Genética

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PERGUNTA:

Gostaria de saber qual é a prevalência do Diabetes Mellittus tipo I no Brasil e no mundo.

RESPOSTA:

A prevalência de DM no mundo atualmente é de 200 milhões de pessoas, dos quais, 3 a 5% são do tipo I. O mesmo percentual pode ser aplicado no índice estimado de prevalência do DM no Brasil de cerca de 10 milhões de pessoas.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá, eu gostaria muito de saber sobre um fato que acontece comigo, a minha urina é doce e isso já é um fator certo de que tenho diabetes? Se não for, qual outra explicação teria para uma urina ser doce?

Desde já, agradeço.

Kayla Barros

RESPOSTA: Prezada Kayla, Se a sua urina é doce, é muito provável que você seja diabética. Sob o ponto de vista pratico, faça uma glicemia de jejum e tire sua dúvida. Normalmente, mesmo ingerindo grande quantidade de doces e açucares se a pessoa é normal em geral a glicose não passa para a urina e, portanto a sua urina não fica doce.

Um abraço,

Dr. Orsine Valente Endocrinologista

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PERGUNTA:

Senhores:

Assisti pela Tv Record uma entrevista do médico Lazzarotto Souza, de Curitiba, que diz ter inventado uma nova técnica de emagrecimento,com êxitos também na Diabetes Tipo 2 e Pressão Alta,sem redução de estomago, mas só com desvio de uma determinada área do intestino delgado.Também sem retirar nenhuma parte. Só desvio. Que já vem praticando esta sua técnica há alguns anos com sucesso total. Gostaria que me informassem se,acaso, possuem alguma referência sobre o referido profissional ou onde eu poderia conseguir, pois achei o método interessantíssimo pois sou Diabético Tipo 1. Não gostaria de cair nas mãos de um charlatão. Mas com a informações foi pela TV, portanto pública e de conhecimento do Conselho de Medicina, eu fiquei na dúvida.

Também indica o site www.emagrecer. tv.br. Nele tem o nome dele e do filho.

Grato pela ajuda que puderem me dar.

Hemeterio Fernandes Gurgel

RESPOSTA:

Boa Tarde, Esta é uma técnica experimental, ainda não aprovada cientificamente pela comunidade internacional e é feita exclusivamente para DMT2.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Endocrinologista

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PERGUNTA:

Minha filha tem 4 anos e descobrimos que ela tem diabetes há 3 meses. Na família, meu sogro tem diabetes tipo 2 e minha filha tem diabetes tipo 1.

Ela fica me pedindo um irmãozinho, mas tenho medo de ele ter também diabetes.

Qual a probabilidade?

Gislene Colognesi da Silva

RESPOSTA:

Sra.Gislene,

Para responder à sua pergunta eu preciso de mais informações, para montar a genealogia da família e saber a probabilidade de nascimento de filho ou filha com diabetes tipo 2 ou tardia ou de diabetes tipo 1 ou juvenil, como a do seu filho.

Preciso saber se os pais do seu marido e se algum dos irmãos dele, tiveram diabetes tipo 2 ou diabetes tipo 1, assim como se os pais da senhora ou algum dos seus irmãos tiveram diabetes tipo 2 ou tipo 1. No caso do diabetes tipo 1 ou diabetes juvenil, que existe em seu filho, há probabilidade da senhora e seu marido terem um segundo filho ou filha, também com diabetes tipo 1 ou juvenil.

Com as informações que a senhora nos passou, no momento, não é possível fazer um cálculo probabilístico mais preciso.Entretanto, como já ocorreu uma vez,a probabilidade de ocorrer novamente, será no mínimo, de 25%.

Posso também atendê-la na ANAD, para uma entrevista que poderá ser agendada para uma 4º ou 6º feira às 10 horas da manhã.

Obrigado.

Prof. Ms. Horácio Bernardo Rosário, Geneticista

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PERGUNTA:

Olá, Gostaria de saber se a cirurgia de redução de estômago é indicada para pacientes DM tipo 1, se há estudos como para a tipo 2.

Obrigada desde já.

Atenciosamente,

Mariáh Oyarzabal da Luz

RESPOSTA:

Até o momento não existe nenhuma cirurgia bariátrica ou metabólica indicada para o diabetes tipo 1.

O procedimento cirúrgico possível para o DM1 refere-se às técnicas de transplantes.

No caso do diabetes tipo 2, as cirurgias consagradas e aprovadas são as cirurgias bariátricas que além de eficazes nos obesos mórbidos (índice de massa corporal maior que 40kg/m2), também pode ser utilizada em pacientes com graus de obesidade menos intensos.

Para a obesidade grau II (IMC de 30 a 35) a cirurgia pode estar indicada.

Para a obesidade grau I, vários indícios e pesquisas indicam que alguns casos selecionados podem ser muito beneficiados com as cirurgias.

A cirurgia para o diabetes em magros ainda está em estudos e não é recomendada.

Prof Bruno Geloneze Endocrinologista Pesquisador Unicamp

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PERGUNTA:

Por favor, eu li em uma revista que uma unidade de insulina cobre 15g de carboidrato.

Gostaria de saber se essa medida é exata e se vale para os dois tipos de insulina, a NPH e a regular.

Abraço,

Ima Valoes

RESPOSTA:

Esta relação de uma unidade de insulina para cobrir 15 gramas de carboidrato, vale apenas para a insulina rápida (regular) ou ultra-rápida (lispro, aspart ou glulisina), e não para a NPH. Mas nem sempre 1 unidade vai cobrir 15 gramas de carboidratos, pois isto varia muito de paciente para paciente, por exemplo em crianças, magras com diabetes tipo 1, muitas vezes 1 unidade cobre mais do que 15 gramas de carboidrato, já em um paciente obeso, com resistência periférica à insulina, 1 unidade não será suficiente.

Por isto não podemos estabelecer uma regra e sim avaliar a resposta e perfil de cada paciente.

Dra. Maria Fernanda Cambrea – Endocrinologista

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PERGUNTA:

1° minha irmã é diabética tipo 1 desde 1969;

2° meu filho caçula é diabético tipo 1 desde março de 2003 (hoje ele tem12 anos);

3° e agora, meu filho mais velho, hoje c/ 18 anos, foi diagnosticado nesta semana.

Segundo os 3 médicos consultados, a DM tipo 1 não é “familiar” como a tipo 2, o que tornaria nosso caso raro.

Gostaria de saber se vocês conhecem outros casos assim, em que pessoas do mesmo núcleo familiar tenham a diabetes tipo 1.

Obrigada,

Fernanda

RESPOSTA:

Prezada Fernanda

No diabetes tipo 2,quando nós acompanhamos gêmeos univitelinos observamos que quando um fica diabético o outro vai ficar no decorrer da vida em quase 100% dos casos mostrando que no diabetes tipo 2 existe uma forte influência da hereditariedade. No diabetes tipo 1, se nós acompanharmos gêmeos univitelinos vamos verificar que o outro ficará diabético em aproximadamente 40%.

Portanto não é que o diabetes tipo 1 não tenha influência da hereditariedade.Ele tem menos influência da hereditariedade que o tipo 2. O diabetes tipo 1 tem algumas altera- ções genéticas que predispõem a formação de anticorpos que irão destruir as células produtoras de insulina. Estas alterações genéticas são mais freqüentes na mesma família, quando se compara com a população em geral. Portanto, embora raro pode acontecer outros casos

de diabetes tipo 1 na mesma família.

Eu tenho no meu consultório uma família que o pai é diabético tipo 2 e 2 filhos são portadores de diabéticos tipo 1.

Um abraço,

Dr Orsine Valente Endocrinologista

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PERGUNTA:

Senhores:

Fiz exame de glicose através da técnica enzimático automático e o material coletado foi soro, em setembro de 2005. Como o resultado deu 622mg/dl, eu passei a efetuar tratamento com insulina nph.

Em janeiro de 2006 refiz o mesmo exame e deu 92mg/dl, com isso, foi interrompido o tratamento e não mais sou diabético.

O que pode ter ocorrido?

Pode ter ocorrido algum problema no exame anterior?

Preciso repetir o exame periodicamente?

Rosalino Holsbach

RESPOSTA:

Não é provável que você tenha deixado de ser diabético. O Diabetes não é uma doença que tenha cura.

Muitas vezes, logo no diagnóstico, o paciente apresenta níveis glicêmicos tão elevados que sabemos que os hipoglicemiantes orais (comprimidos para controle do diabetes  que geralmente são usados no início do tratamento), não serão suficientes para controle desses níveis. Então já introduzimos a insulina visando à normalização dos níveis glicêmicos. O paciente que vem apresentando glicemias elevadas apresenta um fenômeno que chamamos “glucotoxicidade”, como se o organismo estivesse intoxicado pelo açúcar e esse é um dos motivos pelos quais os hipoglicemiantes podem não ser tão efetivos. O que ocorre é que, após alguns meses em tratamento com a insulina, o paciente se “desintoxica” do açúcar e passa a apresentar glicemias cada vez mais baixas com doses cada vez menores de insulina. Essa é a hora do médico decidir se substitui a insulina pelos hipoglicemiantes orais aliados à dieta e exercício físico. Porém o paciente nunca deve permanecer sem medicação e orientação adequada.

Uma vez diabético sempre diabético, infelizmente.

Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda ,Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia!

Tenho 38 anos e descobri com os exames que tenho diabetes tipo 2. Comprei o aparelho de medir a glicose e gostaria de saber qual o resultado ideal na hora de medir? 100, 200, 80?

Desde já, agradeço pela atenção!

Sílvio

RESPOSTA:

Sr. Sílvio,

Pessoas que não possuem diabetes devem apresentar glicemias de jejum sempre menores que 100mg/dl e 2 horas após a alimentação menores que 140mg/ dl. Pacientes com diabetes devem manter seus níveis o mais próximo possível desses valores, considerados normais para controlar. Sua glicemia de jejum não deve ultrapassar 110-115 e sua pós prandial 150-160.

Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Pode uma pessoa ter uma taxa de glicemia em jejum maior do que a pós-prandial?

Se positivo, o que causa esta situação incomum?

Romeu Padilha de Figueiredo

RESPOSTA:

Sr. Romeu,

A glicemia de jejum pode estar maior se comparada com a glicemia pós prandial em algumas situações.

Se o paciente for diabético tipo 2, por exemplo, e está em uso de antidiabético via oral, porém com dose inadequada ou em fase de falência terapêutica já com necessidade de insulina antes de deitar (bed time) ou insulinoterapia intensiva, a sua glicemia de jejum pode estar em níveis bastante elevados. Se estivermos diante de um paciente com diabetes tipo 1 com dose inadequada de insulina o mesmo vai ocorrer com a sua glicemia em jejum.

Mas é muito importante lembrar-se de outros dois fenômenos, que pode ocorrer em qualquer tipo de diabetes, e o segundo deles até em indivíduos normais:

1) Efeito Somogyi: ocorre uma hipoglicemia noturna por dose excessiva de insulina ou porque o paciente não se alimentou, com consequente pico glicêmico em torno das 7 da manhã, devido aumento de hormônios contra reguladores (como mecanismo de defesa);

2) Fenômeno do Alvorecer: que ocorre em 75% dos tipo 1, na maioria dos tipo 2 e em indivíduos normais.

Ocorre uma diminuição da sensibilidade dos tecidos à ação da insulina entre 5 e 8hs da manhã (alvorecer), com conseqüente hiperglicemia em jejum.

Dra. Maria Fernnanda Cambrea , Endocrinologista

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PERGUNTA:

Como posso comprar remédios ou insulina quando estiver viajando para o exterior, por exemplo, Estados Unidos?

Oswaldo Furuzawa

RESPOSTA:

Sr. Oswaldo,

É preferível que você leve um suprimento com a medicação que você usará, além de um comprovante de que você tem diabetes, pois isso facilitará a sua vida. Nos Estados Unidos só é possível comprar com receita de médicos de lá, portanto, você deverá ter um seguro de viagem que te permitirá ir a um hospital e obter as novas receitas.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Olá,

Gostaria de saber se quando a diabetes está muito alta, causa muitas câimbras.

Robson

RESPOSTA:

Sr. Robson,

As câimbras podem ser decorrentes de diversas etiologias (causas), que devem ser investigadas, e somente após o diagnóstico adequado poderemos orientar um tratamento específico. Precisamos primeiramente avaliar se as câimbras são decorrentes de algum distúrbio eletrolítico, como hipocalemia (potássio baixo); se deficiência nutricional, como deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico; ou se pode ser manifestação da complicação crônica mais comum do paciente diabético, a neuropatia diabética. Como é possível percebermos vários fatores devem ser analisados, mas nunca se esqueçam que é essencial manter a glicemia controlada, assim como a hemoglobina glicada (média da glicemia nos últimos três meses), pois a hiperglicemia pode estar contribuindo para tais sintomas, assim como ser causadora à longo prazo desta complicação diabética.

Dra. Maria Fernnanda Cambrea , Endocrinologista

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PERGUNTA:

Prezados,

Gostaria de saber mais sobre a cirurgia de redução de estômago para diabéticos, benefícios e onde conseguir.

Márcia Mariacoro

RESPOSTA:

A  cirurgia de redução de estômago é comprovadamente muito eficiente no controle do diabetes tipo II de pacientes obesos mórbidos (IMC > 35kg/ m²).

Atualmente há fortes indícios de que vários métodos cirúrgicos poderão ser utilizados mesmo em pessoas não tão obesas. Entretanto, esta hipótese ainda está sendo testada através de estudos controlados e não está disponível na prática clínica corrente. A cirurgia de redução de estômago pode ser obtida, por exemplo, através do Instituto Garrido tel. 11 3286-2529.

Dr. Arthur Garrido ,Endocrinologista

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PERGUNTA:

Oi,

Meu nome e Cibele tenho 23 anos e 2 filhos portadores de diabetes. Uma menina de 6 anos que é diabética desde os 10 meses e um menino de 1 ano, que também é portador de diabetes desde os 10 meses de vida.

Minha maior dúvida é porque os meus 2 filhos tiveram diabetes tão novinhos e se é normal eles sendo irmão aparecer assim com o mesmo tempo. Fazemos tratamento com um especialista desde que foi dado o diagnóstico eles levam uma vida quase normal porque fica muito tempo internado. Quando não é uma coisa, é outra. Não sei o que há, nem mesmo o médico que cuida deles. Sabemos que é uma doença muito complicada, mas mesmo seguindo a risca, ainda temos problemas de cetoacidose diabética, pelo menos 2 a 3 vezes no mês.

Por favor, tirem minhas dúvidas.

Cibele Alves Rocha

RESPOSTA:

Sra. Cibele,

Se ambas as crianças têm diabetes tipo 1 (com detecção de anticorpos), podemos dizer que é bastante incomum esta idade de início.

Em geral, o Diabetes Mellitus tipo 1 apresenta dois picos de incidência: um aos 3-4 anos de idade e o outro na adolescência. Às vezes, há outras causas de diabetes que podem se iniciar muito cedo, como disfunções imunológicas ou mesmo alterações genéticas que podem levar à doença. De qualquer forma, o tratamento cuidadoso é o caminho para se evitarem complicações e siga atentamente às orientações de seu médico.

Um grande abraço

Dr. Durval Damiani, Endocrinologista

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PERGUNTA:

Bom dia,

Meu nome é Andréia e gostaria de saber se há algum tipo de exame que comprove a retinopatia diabética, pois meu pai é portador e não consegue o seu auxílio à doença.

Desde já agradeço e fico aguardando resposta.

Andréia Moura

RESPOSTA:

Cara Andréia Moura,

Respondendo a sua dúvida se existe algum exame que comprove a retinopatia diabéticaSim.

Existem alguns exames que comprovam a retinopatia diabética.

São eles:

1 – Mapeamento de retina (exame não invasivo, sem imagem e com laudo médico descritivo);

2 – Retinografia (exame não invasivo, com imagens coloridas do fundo de olho e com laudo médico descritivo)

3 – Angiofluoresceinografia (exame invasivo com uso de contraste, com imagens em preto e branco e com laudo médico descritivo) .

Mas se o objetivo for auxilio doença a simples constatação da retinopatia diabética não é suficiente para comprovar a perda ou debilitação da função visual, sendo necessário relatório médico que conste:

1 – Data do início do tratamento com o médico atual;

2 – Classificação pelo Código Internacional de Doenças (CID 10) das doenças encontradas;

3 – Medida da acuidade visual (corrigida com óculos) e classifica-la no CID 10;

4 – Programação do acompanhamento médico futuro;

5 – Prognóstico visual do paciente.

Em termos de auxilio doença o item mais importante é a classificação da acuidade visual do paciente pelo CID 10.

Esperamos ter respondido a sua dúvida e nos colocamos a disposição para maiores informações

Prof. Dr. Paulo Henrique Morales ,Médico Oftalmologista

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PERGUNTA:

Prezado (s) Senhor (es),

Tenho um irmão que é portador de diabetes e, recentemente, por falta de informações, foi submetido a uma cirurgia, amputando dois dedos dos pés. Assisti em um programa de televisão, que na UNICAMP, estavam desenvolvendo uma pomada a base de insulina, que vem dando bons resultados na cicatrização em diabéticos.

Gostaria de saber se vocês têm conhecimento dessa pomada e se já está no mercado ou se tem outra que tenha apresentado bons resultados.

Moro no interior do Amazonas e por aqui as dificuldades são bem maiores do que as de vocês, com relação à saúde, portanto gostaria de ter uma resposta sobre o assunto.

Grato, fico no aguardo de resposta.

Saudações,

João da Graça Souto.

RESPOSTA:

Prezado João,

Realmente a Unicamp está desenvolvendo uma pomada a base de insulina para ajudar na cicatrização de feridas. Funciona melhor em não diabéticos. Ainda é experimental e não está à venda (apenas em pesquisa clínica).

Abraço,

Prof.º Dr.º Marcos Tambascia – Médico Endocrinologista

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PERGUNTA;

Olá,

Gostaria de mais informações sobre essa doença Charcot que pelo que sei pode ser causada pelo mal controle do diabetes. Há um ano foi diagnosticada esta doença em mim, tenho diabetes mellitus há 11 anos e muito mal controlada. No início não dei muita importância e agora venho sofrendo alterações nos pés; os ossos estão como se, destruindo e deformando, e pelo que a médica me disse o único tratamento é controle da glicemia para que a doença não avance. Tenho estado muito triste, pois tenho 29 anos e já adquiri muitos problemas pelo tempo em que não me cuidei e deixei que as coisas chegassem a esse ponto. Mas gostaria muito de saber mais sobre isso.

E se puderem me manter informada ficaria muito agradecida já que não é uma doença muito comum.

Obrigada pela atenção!

Denise Carlos do Nascimento

RESPOSTA:

Prezada Denise,

O Charcot é uma forma de neuropatia diabética que atinge os ossos dos pés, levando a fraturas e luxações. O tratamento, além de controlar a glicemia, consiste em imobilização do pé e retirada da carga, ou seja, andar com muletas ou cadeira de rodas por cerca de 2 meses, sem colocar peso sobre o pé acometido. Envolve também remédios para acelerar a cicatrização dos ossos. Convém consultar e ser acompanhada por um especialista que tenha experiência com esta doença.

Um abraço,

Prof.º Dr.º Domingos Malerbi – Médico Endocrinologista

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