ANAD - Associação Nacional de Assistência ao Diabético
Cartilha alerta no avião: voar pode fazer mal à saúde Fonte: O Estado de São Paulo Notícia publicada em: 13.12.2010 Autor: Indefinido
Cartilha alerta no avião:
voar pode fazer mal à saúde Conselho de Medicina
lista principais riscos durante as viagens aéreas
O Conselho Federal
de Medicina (CFM) vai
divulgar hoje um manual para médicos, passageiros, agências de viagem e
companhias aéreas sobre as contra indicações das viagens aéreas.
'A combinação entre voos e algumas doenças muitas vezes é perigosa. É preciso
que todos estejam atentos para evitar problemas', afirmou o coordenador da
Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do CFM,
Frederico de Melo.
Para se ter uma ideia, em 2008 foram registrados 80 casos de
morte súbita durante voos no território brasileiro.
Melo observa que uma série de fatores contribui para o aumento do risco para
alguns pacientes: alteração da rotina
do uso de remédios,
imobilidade e o tempo de voo, entre outros.
'Além disso, há um aumento
do número de casos de pessoas que viajam para
receber tratamento médico. O retorno tem de ser acompanhado de muito cuidado',
destaca.
O coordenador reconhece que nem todos os médicos estão familiarizados com os
riscos que o voo pode trazer a seus pacientes. 'É preciso que os profissionais
tenham uma postura mais ativa. Que, por exemplo, no período pós-operatório
toquem no assunto de viagem e esclareçam sobre riscos existentes', completou o
coordenador.
Na lista de passageiros que não devem viajar estão pessoas com infecções pulmonares
contagiosas, como tuberculose ou pneumonia. 'Além de o voo poder agravar os
sintomas, há o risco de disseminação da doença para outros passageiros',
explicou o coordenador.
Pessoas com quadros graves ou que acabaram de ser hospitalizadas por causa de
asma brônquica também não devem embarcar nos aviões.
Coração. Entre os portadores de doenças cardiológicas, não devem voar, por
exemplo, aqueles com insuficiência cardíaca grave. Em outros casos, basta
aguardar um determinado período por segurança. Quem sofreu enfarte, por
exemplo, deve esperar até seis semanas antes de embarcar. Mesmo em casos de
quem sofreu fraturas é preciso um cuidado maior por parte do passageiro.
'O manual não tem a pretensão de substituir o médico. A ideia é apenas chamar a
atenção para o problema', observou
Frederico de Melo.
Entre as recomendações gerais feitas pelo Conselho estão: não esquecer de levar
a medicação prescrita pelo médico em quantidade suficiente para ser usada
durante a viagem e deixá-la sempre por perto. Em caso
de mudança de fuso
horário, o ideal é que o médico seja sempre consultado para verificar se há
necessidade de mudança no horário do uso do remédio.
Íntegra. A íntegra do manual com as contra indicações a pacientes em viagens
aéreas está disponível no site do Conselho Federal de Medicina:
www.portalmedico.org.br.
RECOMENDAÇÕES
Gestantes
Mulheres que apresentam dores e sangramento não devem embarcar. Depois do parto
normal não há restrições.
Epilepsia
A maioria pode viajar, desde que esteja sob medicação. Quem sofre crises
frequentes deve viajar acompanhado.
Durante o vôo
Pessoas que enjoam devem evitar ingerir líquidos em excesso, comida gordurosa e
refrigerantes e procurar assentos próximos das asas.
Fonte: O
Estado de São Paulo, Caderno Vida, 28
de setembro de 2010.
Nota do Editor:
Referente aos portadores de Diabetes, que não está mencionado no texto, e
passamos a seguinte orientação:
- Diabetes pode levar a uma deficiência da circulação nos membros
inferiores pela conhecida arteriosclerose acelerada. Assim, a imobilidade
durante vôos prolongados diminui o fluxo sanguíneo nas pernas e pés,
propiciando trombose.
Recomendamos que os profissionais instruam seus pacientes para que
caminhem a cada 2 horas ou façam simulação do andar na parte posterior do avião
ou até sentado.