Pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 em Uso de Metformina e Basal Bem Controlada: Poderia a Vildagliptina Suplementar Controlar a Hiperglicemia Prandial Residual? Resultados do Estudo VIBE

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Autores:

S. Franc1,2, A. Daoudi1,2, I.Xhaard2, C. De Moura2, C. Randazzo2, G. Charpentier1,2; 1Centre Hospitalier Sud Francilien, Corbeil-Essonnes, 2CERITD, Evry, France.

Fonte: Congresso EASD 2015, em Estocolmo.

Histórico e Objetivos:

Em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) tratados com metformina e insulina basal bem-titulada, nos quais a HbA1c permanece acima de 7%, a falha na otimização do controle glicêmico é principalmente devido a uma elevação persistente na glicemia pós-prandial (GPP). Poderia a vildagliptina complementar reduzir a HbA1c para os níveis desejados (<7,0%), comparada ao placebo?

Materiais e Métodos:

No estudo, 34 pacientes DM2 recebendo metformina na dose máxima tolerada, juntamente com insulina glargina bem-titulada (glicemia de jejum: <1,20 g/l), mas com HbA1c persistentemente entre 7 e 9%, foram randomizados para tratamento cruzado duplo-cego com vildagliptina (50mg b.i.d.) ou placebo, com períodos de 3 meses de tratamento sendo separados por 3 meses de período de repouso farmacológico. Imediatamente antes do final desses dois períodos, os pacientes usaram dispositivo de monitorização contínua da glicemia por 5 dias. A quantidade de carboidratos ingerida foi coletada ao mesmo tempo em cada uma das refeições neste 5 dias.

Resultados:

31 pacientes foram randomizados (4M/27H) e 3 abandonaram o estudo. Os dados da linha de base foram os seguintes: HbA1c: 7.65.±0,5%; Duração do Diabetes: 6.1±7.9 anos; idade: 59.4±7.6 anos; IMC: 28,6±4,3; dose de insulina glargina: 39,3±36,8 U/d; dose de metformina: 2.8±0.29 g/d. A proporção de pacientes que atingiram HbA1c <7% com vildagliptina foi 4 vezes mais elevada que a de pacientes tratados com placebo (28,6% versus 7,4%, p=0,007). Além disso, a adição de vildagliptina permitiu uma redução da HbA1c média de 1% no grupo vildagliptina vs placebo (vildagliptina: -0.7 (±0.9)%; placebo= +0.3 (± 0.9)%; p= 0.002). Excursões da glicemia nas curvas CGM na hora da refeição, estimadas através de AUCs, foram significativamente menores com vildagliptina vs o placebo. Os pacientes passaram tempo significativamente maior na faixa [70-180 mg/dl] com vildagliptina vs placebo [74,8 (±18,0)% versus 61,1 (±22,9)%]. E o tempo passado acima de 180 mg/dl foi significativamente menor para a vildagliptina comparada ao placebo (21,2 (±17,9) contra 37,4 (±23,2). Preditores de resposta do paciente ao tratamento também foram estudados.

Conclusão:

Em pacientes tratados com metformina e insulina basal bem-titulada, as excursões glicêmicas pós-prandiais melhoraram significativamente pela adi- ção de vildagliptina. Desta forma, 4 vezes mais pacientes alcançaram a meta de HbA1c abaixo de 7%. Esta melhora na resposta incluiu um melhor controle da glicemia pós-prandial, atestada pelos dados do CGM.

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