Prevalência e Progressão da Retinopatia Diabética em Pacientes com Diabetes Tipo 2 Relacionado à Duração do Diabetes

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Autores: M. Voigt1 , S. Schmidt1 , N. Müller1 , B.Milke1 , U.A. Voigt2 , G. Wolf3 , U.A. Müller1; 1 Doenças Metabólicas e Endocrinológicas, Medicina Interna III, 2 Dept. de Oftalmologia, 3 Medicina Interna III, Hospital Universitário de Jena, Alemanha

Fonte: Congresso EASD 2015-Estocolmo.

Histórico e Objetivos:

Atualmente, as orientações para a retinopatia diabética do DDG (Associação Alemã de Diabetes) e do NVL (Diretriz Nacional para a doença ocular diabética) recomendam avaliações anuais em pacientes com Diabetes Tipo 2 e nenhum histórico de retinopatia. Isso acontece porque o início das complicações do Diabetes com bom controle glicêmico demora anos para aparecer e essa prática, presumivelmente, leva a exames supérfluos frequentes. O objetivo de nossa investigação foi examinar a prevalência da retinopatia dependente da duração do Diabetes, de modo a avaliar a probabilidade da progressão da doença.

Materiais e Métodos:

Numa análise retrospectiva do banco de dados de um departamento ambulatorial universitário para doenças metabólicas e endocrinológicas, analisamos 17461 consultas de 4513 pacientes com Diabetes Tipo 2 (idade de 64,5 anos, duração do Diabetes de 12,8 anos, IMC 31,4kg/m2, HbA1c DCCT ajustado a 7,4% / 51,9 mmol/mol, pressão arterial 146/82mmHg, 50,3% de mulheres). Os dados analisados incluíam evidências clínicas de 1987 até 2014. 50,5% dos pacientes (n=2279) possuíam pelo menos um resultado documentado de fundoscopia e foram anexados na análise (idade 65,4 anos, duração do Diabetes 14,9 anos, IMC 31,6kg/m2, HbA1c DCCT ajustado 7,25% / 52,2mmol/mol, pressão arterial 145/80mmHg, 47,3% de mulheres). R

Resultados:

25,8% dos pacientes sofriam de retinopatia (20,2% não-proliferativa, 4,7% proliferativa, 0,7% não foram classificados, 0,1% eram cegos). A prevalência da retinopatia dependendo da duração do Diabetes era de 1,1% no diagnóstico, 6,6% entre 0 e 5 anos, 12% entre 5 e10 anos, 24% entre 10 e15 anos, 39,9% entre 15 e 20 anos, 52,7% entre 20 e25 anos, 58,7% entre 25 e 30 anos e 63% após 30 anos. A fotografia da retina em 3 anos consecutivos de 586 (25,7%) pacientes foi obtida e avaliada. Desses pacientes, 7,3% mostraram deterioração após um ano e 13% após dois anos. Por outro lado, 3,4% melhoraram após um ano e 3,6% após dois anos. 201 desses pacientes (34,3%) sofriam de Diabetes por menos do que 10 anos e mostraram uma tendência ainda menor de deterioração (4,5% pioraram após um ano e 9,5% após dois anos). Claramente, esses pacientes evoluíram de nenhuma retinopatia para a retinopatia não-proliferativa. Apenas quatro pacientes (2%) desenvolveram a retinopatia proliferativa neste período.

Conclusão:

A prevalência da retinopatia diabética aumenta com a duração do Diabetes. Durante os dez primeiros anos do Diabetes, a prevalência da retinopatia é baixa e a progressão da doença infrequente. A maioria dos pacientes possuíam a forma não-proliferativa, que pode ser reversível e, em muitos casos, não necessita de intervenção. Em pacientes com Diabetes Tipo 2 e nenhum histórico de retinopatia, assim como bom controle glicêmico, os intervalos da fundoscopia poderiam ser ampliados de exames anuais para a cada dois anos, dentro dos primeiros cinco anos do início do Diabetes, considerando que um exame inicial dos olhos tenha sido feito.

 

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